<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906</id><updated>2012-01-04T15:17:46.722-08:00</updated><category term='Trabalhos histórico-jurídicos'/><category term='Açoriano Oriental 2010'/><category term='Genealogia e História'/><category term='açoriano2011'/><category term='trabalhos históricos'/><category term='açoriano oriental 2008'/><category term='Centenário de Alfredo de Melo Bento'/><category term='Discursos'/><category term='açoriano oriental 2004'/><category term='Romance histórico'/><category term='Trabalhos Políticos'/><category term='açoriano oriental 2003'/><category term='trabalhos jurídicos'/><category term='Artigos do Açoriano Oriental'/><category term='Biografias'/><category term='Artigos publicados no quinzenário A VILA'/><category term='Estudos histórico-turísticos'/><category term='Açoriano Oriental 2007'/><title type='text'>Carlos Melo Bento</title><subtitle type='html'>Este Blog destina-se à divulgação de artigos de imprensa e outros trabalhos do autor.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>212</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-595270403748106769</id><published>2012-01-04T15:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T15:17:46.730-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'></title><content type='html'>Espertocratas&lt;br /&gt;A palavra não é minha, li-a num jornal francês (“expertocrates”) e veio à baila por causa destas questões da crise da banca, do euro e do resto. No meio da confusão geral, erguem-se as figuras de espertos que navegam pela confusão geral, safando-se para já muito bem. O primeiro-ministro britânico vota contra, em nome do alegado interesse do seu país, a alemã bate o pé pelo euro que não está disposta a deixar desvalorizar mesmo que isso signifique a bancarrota dos países mais frágeis e menos poderosos; o francês, sempre à espera duma boa colheita de vinho que paga tudo no seu país, vai empatando até que as eleições lhe caiam no papo, afastado que está o seu grande rival, apanhado num negócio de saias no mínimo muito estranho. Entre nós, o medo do medo fez com que o governo de pseudo direita, entretanto eleito no meio e por causa da dita confusão, estique as unhas, não para reduzir o deficite como era sua estrita obrigação pois foi com isso que conseguiu derrotar os socialistas do Primeiro-ministro José Sócrates, desata num aumento perigoso e irracional de impostos disfarçados não se sabe bem de quê, e a aumentar o horário de trabalho, quando os portugueses já são dos que mais trabalham na Europa, por mais incrível que isso possa parecer, tudo parecendo um 25 de Abril ao contrário, num aproveitamento histérico das fraquezas gerais, sem medir as consequências perigosas para as empresas, para os trabalhadores e para todo o país. Já que os Açores, apesar das contas em dia e certas, não são tidos nem havidos para nada, pois têm que pagar como os outros. Se não roubaram, tivessem roubado. Quase que vale a pena ser como eles. Um tal Ramos, da Madeira proclama que nós estamos tão atrasados que até lavamos ainda a roupa nas ribeiras! Será que eles a lavam na pia onde chafurdam? Espertos, não?&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-12-13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Testamento&lt;br /&gt;É de estadista o último discurso de César. “Chegam-nos males que não causámos nem procurámos, que podem destruir em escassos meses o que levou anos a construir” ... “Levar os Açores para a frente, com o País a andar para trás, tem sido, (como) andar em sentido contrário numa passadeira rolante”. “Governar é um desafio para vencer nos tempos de abundância como nos tempos de contrariedade”. Mas “Não duvidemos das nossas capacidades, nem tomemos a realidade sempre pela pior das notícias”.”Ninguém merece “o quanto pior melhor”, muito menos os açorianos”. “Não me iludo com os progressos, mas não desanimo com as contrariedades”. Aos outros partidos (e que pena a desnecessária falta de contenção contra o maior) alerta:” Não basta a nenhum partido, por mais modesta que seja a sua representatividade eleitoral, ser o partido que diz mais vezes não”…”Falam para dizer, candidamente, sobre tudo, um pouco de nada. E acreditam que repetindo uma mentira, ela dita muitas vezes pode vir a ser tomada como uma verdade”. É que ”Nesta época de crise o poder central arranja sempre novas justificações para fomentar e praticar o centralismo”…”é preciso que os partidos açorianos estejam, no que mais interessa aos Açores, do mesmo lado do combate. Do lado dos nossos direitos. Do lado dos nossos interesses”. Indica o caminho: “Deve ser claro para todos nós que, quem nas próximas décadas controlar o Mar dos Açores, controlará uma imensa riqueza. Por isso, devemos ser prevenidos. Para isso, devemos estar unidos”…”o Mar dos Açores é o maior desafio estratégico que se coloca à nossa e às próximas gerações”…”O Mar vale todas as batalhas porque o principal do nosso futuro não se prescinde de nenhuma maneira!”. Bom testamento político com um conceito renovado: “a nossa condição açoriana”. Ninguém antes o disse melhor nem com maior autoridade política.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-12-06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finesse&lt;br /&gt;A Casa dos Açores do Quebeque convidou-me para falar no povoamento dos Açores. Discorri sobre algumas das primeiras famílias e dos lugares donde vieram. Foi uma tentativa que me parece fascinante de nos situar no verdadeiro espaço de proveniência, pois é um mito termos vindo do Alentejo e do Algarve quando viemos principalmente dos senhorios do Infante e de muitos outros lugares incluindo aqueles dois. Debate animado até às tantas. No dia anterior, falara o Professor Doutor José António de Moraes, jovem catedrático de medicina numa das mais prestigiadas Universidades canadenses, natural da Ribeira Grande e ali desde criança. Soube bem observar o carinho e o respeito com que foi ouvido e tratado e a forma muito hábil como usou o português de adolescente para transmitir conceitos complexos que a assistência demonstrou compreender inteiramente. No dia seguinte, Carlos Botelho fez, com inteligência e tacto, o milagre da transmutação da plateia hostil numa comunidade com esperança em um dos seus. É a comunidade açoriana da diáspora mais sofisticada e empenhada que conheço. Assisti a um desfile de moda da terceira idade (fruto do estímulo que o Prof. Moraes transmite a este grupo etário para auto estima, ocupação do tempo e o envolvimento activo que tudo transformou na vida de tantos). Guilherme Álvares Cabral e Alfredo Bicudo serviram-me de empenhados cicerones na cidade de Luís XIV, o meu anfitrião Manuel António Pereira que as saudades do Liceu não deixam esquecer e uma amizade do tamanho do mundo faz irmão e cozinha o melhor bife de Montreal, incansável e presente. Benjamim Moniz presidiu com dignidade à instituição e ao cerimonial, até quando homenageou o herói da Terceira, comandante Pichet, foi digno de louvor. Tudo se conjugou para transformar a Semana Cultural num êxito total. Parabéns e obrigado por me darem lugar entre vós.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento2011.x.31&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélas!&lt;br /&gt;O assassinato de Kadafi com o beneplácito de países como a França é uma página vergonhosa na história do ocidente europeu. Andaram com ele ao colo, vendendo-se por petróleo e gás natural para depois o derrubarem sem qualquer pinga de respeito pelo direito internacional. Acusaram-no de fomentar o terrorismo que fez explodir cobardemente um avião cheio de vítimas inocentes. Engoliram a afronta a troco de dinheiro e devolveram-lhe de bandeja um dos criminosos responsáveis pela catástrofe, a pretexto duma manhosa doença em que todos fingiram acreditar. Receberam-no em palácios reais de braços abertos ou deram-lhe jardins faustosos para que se instalasse em luxuosa tenda. Por razões ainda encobertas e mal disfarçadas, invadiram-lhe o país, bombardearam vilas e cidades, dizimaram inocentes e soldados mandados, criaram o caos, acabando por o matar de forma cobarde e ignóbil. Para taparem o sol com peneira rota, lançaram aos ventos que esse velho decrépito e bizarro octogenário tinha 69 anos, curioso número que sempre servia para desviar as atenções às fiúzas duma implicação sexual pecaminosa capaz de distrair os menos atentos mas encobrindo a vergonhosa selvajaria como o executaram. Triste espectáculo! Que falta de dignidade e de escrúpulos. Dizem-se cristãos mas têm apenas a dignidade hipócrita dos fariseus, conspurcando a memória do manso e humilde galileu. Triste exemplo damos nós aos mais novos, calando cobardemente uma indignação que nos daria pelo menos alguma autoridade moral. Honra ao guineense que parece ser o único português à antiga, à face da terra. Desde a revolução francesa que se entende que todos são inocentes até condenação em contrário. Irónico que franceses agora permitam tão bárbaro retrocesso, indigno da civilização que ajudaram a criar e colocaram em tão alto patamar. Hélas! &lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;24.X.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-595270403748106769?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/595270403748106769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=595270403748106769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/595270403748106769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/595270403748106769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2012/01/espertocratas-palavra-nao-e-minha-li.html' title=''/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-5450644414840959325</id><published>2011-10-13T08:19:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T12:12:45.841-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>E nós?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A vitória de Jardim faz pensar. Nunca um líder insular tinha tido tanto unanimismo contrário a partir do resto do País. Jornais, revistas, rádios, televisões, todos juntos tentaram tirá-lo do poder. Insuspeitas instâncias ameaçaram-no com processos criminais. O próprio partido dele fora da Madeira lavou as mãos como o romano do Credo. Sozinho, ele ameaçou com a independência: se não querem pagar, então que nos dêem a independência, vociferou ele pelo menos duas vezes. Ninguém tugiu nem mugiu. Também é verdade que ninguém disse que não pagava…e estamos nisto, a ver agora se é mais forte a devoção ou a obrigação. Os madeirenses mantiveram-no. Pelos vistos porque concordam com ele. E o futuro será o tempo de todas as decisões por mais próximas do abismo que ambas pareçam. Isto na Madeira. Por cá, as coisas complicaram-se também. Dizer que as eleições da Madeira não são nada connosco, é errado. Se não fossem, Carlos César não tinha posto fim às dúvidas sobre a sua recandidatura, no último dia da campanha deles. A oposição laranja parecia ter a sua vitória futura dependente disso, numa confissão um tanto disparatada de falta de confiança em si própria. Mas César deu-lhes a volta designando um delfim, embora com uma não candidatura a meia haste porque criou uma situação inédita: mantém o poderoso secretariado e consegue unanimidade sobre o sucessor dentro do PS. Mas o PS não é o eleitorado e não é certo que na passagem da fasquia, a equipa mantenha a mesma velocidade e o mesmo apoio que o prestigiado Presidente teve, dentro e fora do partido. Ávila e Contente foram dois esteios arquipelágicos de peso, eixos sobre os quais girou a indispensável união açoriana e o próprio poder interno no Governo. Com Vasco Cordeiro as coisas nunca serão iguais, caso vença. É o nosso destino que está em jogo, e nas próximas eleições, mais que nunca, não nos podemos enganar.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-10-11 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-5450644414840959325?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/5450644414840959325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=5450644414840959325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5450644414840959325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5450644414840959325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/10/e-nos.html' title='E nós?'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-8143062227310189168</id><published>2011-10-07T12:32:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T12:34:15.991-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discursos'/><title type='text'>Quatro Vultos da História do Santa Clara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Discurso proferido no Centro Cultural de Santa Clara no dia 6 de Outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O meu inimigo de estimação, antigo e brilhante aluno de História, João Pacheco de Melo, hoje um muito escrupuloso investigador da nossa vida desportiva, e um açoriano saudavelmente radical, desafiou-me a falar sobre quatro dirigentes do Clube Desportivo Santa Clara que ajudaram a conduzir as direcções desta mundialmente conhecida instituição, entre 1927 e 1946.&lt;br /&gt;Não me compete, porque não sei, historiar o glorioso e popular clube a que meu Tio e Padrinho, Cristóvão da Estrela Augusto da Silva, presidiu com tanta paixão e alegria. O único clube açoriano a militar, até hoje, na primeira divisão, primeira Liga ou Liga qualquer coisa, (que a imaginação desportiva não tem limites conhecidos), e que vem merecendo especial atenção dos que, entre nós, vivenciam o desporto rei.&lt;br /&gt;Em 1927, a ditadura militar instaurada pela Revolução Nacional de 28 de Maio, governava com mão de ferro desde o ano anterior, o império português a partir de Lisboa, extinguira o Parlamento ou Congresso, nascido com a Constituição de 1911, proibira os partidos e instaurara a censura prévia à imprensa. Parecia presidir ao Estado o General Gomes da Costa que em breve seria exilado para esta ilha, depois dum golpe de estado palaciano atribuído ao General Carmona.&lt;br /&gt;Aqui, governava o distrito autónomo de Ponta Delgada, o Major Abel de Abreu Sottomayor, e, enquanto os deportados da contra revolução democrática desse ano iam sendo encaminhados para os Açores, o terceirense, capitão Eduardo Reis Rebelo, dirigia-se à Assembleia Geral constituinte do Santa Clara, vindo em passo cadenciado da Lombinha dos Cães, ali ao Jardim António Borges, onde morava, para o lugar em que os entusiastas do que viria a ser o desporto rei se reuniram, à Rua do Brum, para criar o agora nosso mais importante clube desportivo. Saiu o nosso bondoso capitão da reunião, eleito por aclamação como presidente da direcção interina que se encarregou de formalizar a nova instituição, dando-lhe o impulso que a elevaria ao trono que hoje ocupa.&lt;br /&gt;A aclamação era uma forma de eleição unanimista muito em moda depois, e durante o Estado Novo quando quase ninguém se atrevia a contrariar as orientações superiores. Em 1927, era porém uma forma espontânea de manifestar o acordo de todos. &lt;br /&gt;O brilhante advogado e professor e escritor Agnelo Casimiro e o sempre devotado Solicitador Inácio de Sousa foram encarregados de elaborar os estatutos.&lt;br /&gt;Longe vinham os tempos em que, com 27 anos, viera Reis Rebelo da sua Angra natal para a maior cidade açoriana. Aqui encontrou o venerando Deão da Sé de Angra, o Dr. Reis Fisher que fora deportado para S. Miguel, no auge da luta anti religiosa dirigida ferozmente por Afonso Costa.&lt;br /&gt;Da Lombinha dos Cães mudaria a sua residência para a 2.ª Rua do Conde, hoje, denominada João Jacinto de Sousa, o militar que governou o nosso Distrito e que haveria de morrer em África, em combate, no início da primeira guerra mundial, para consternação do nosso Distrito.&lt;br /&gt;Nesta rua, Eduardo Reis, em 1952, nos alvores da radiosa primavera micaelense, acabaria os seus dias, rodeado de imponente cerimónia militar, em que as suas condecorações e espada de aparato, depois de expostas em bandeja de prata, sobre almofada de brocado de seda, foram solenemente entregues ao afilhado e parente mais chegado Jorge Reis que nos deu a honra da sua presença aqui, hoje. Pelo meio, além da intensa dedicação ao Santa Clara, ficavam os verões na sua reconfortante casa das Furnas, que só não foi solitária porque além da mulher e fiel companheira, este afilhado e praticamente filho adotivo, a preencheu com o calor humano, agindo quase mais que um avô, o nascimento da filha daquele. Jorge Reis foi desde muito novo a mascote do clube a que o padrinho emprestou dignidade e ordem.&lt;br /&gt;Seria Eduardo Reis Rebelo durante 8 anos, a máxima autoridade do clube, função que abandonou, acabada que foram as obras de adaptação da actual sede do Clube, em 1935.&lt;br /&gt;Nesse ano trocou a presidência da Direcção pela da Assembleia-geral durante um mandato anual, e depois transitou para o Conselho Fiscal até rebentar a segunda guerra mundial. Nos anos da guerra ou seja de 1939 a 1945, fica afastado das lides desportivas, regressando ao órgão de fiscalização do Clube em 46 e 47, aqui terminando a sua acção como responsável no Santa Clara. &lt;br /&gt;A sua gestão não foi isenta de conflitos porque nenhuma é. Afastou-se em 1939 já que o gasto de 20 contos, o equivalente a 100 euros de hoje mas valor muito elevado para a época, foi considerado por alguns como excessivo. Ele porém, entendia que o Santa Clara merecia o melhor.&lt;br /&gt;Coincidentemente com o seu afastamento provisório, rebentou, como disse, a segunda Grande Guerra. Durante esta pavorosa catástrofe humana, Reis Rebelo, por razões que desconhecemos, não estaria em Angola no Corpo Expedicionário Açoriano, sob o alto comando de Moniz da Ponte, ali defendendo a soberania portuguesa. Ao mesmo tempo que Salazar afastava os militares açorianos dos Açores, outros tantos 20.000 continentais nos impediam aqui do que ele suspeitava (aliás sem razão) de veleidades emancipalistas pró americanas.&lt;br /&gt;Mas se Reis Rebelo não foi em missão bélica para África, na 2.ª Guerra, tinha estado vinte anos antes como tenente na 1.ª, ligado à Administração Militar, onde recebeu lisonjeiro louvor pela “grande actividade e são critério” com que desempenhou essas complexas funções, na horrorosa e fatal frente da Flandres. Foi homem integérrimo e sem medo, não vacilou em denunciar a situação ilegal em que se mantinha o então poderoso Comandante da Polícia, Magro Romão, que cumulava o vencimento desse comando com o de oficial de exército que também era. Daí à transferência do rigoroso colega foi um passo.&lt;br /&gt;Como presidente do Clube Desportivo do nosso Bairro operário, pois em Santa Clara sempre teve as suas mais robustas raízes, presidiu Reis Rebelo ao início da mudança do equipamento e do símbolo do leão para uma mestiçagem benfiquista que se haveria de transformar na imitação desnecessária do grande clube português.&lt;br /&gt;Como disse, na ausência duma história do desporto açoriano, não é fácil ainda perceber as razões porque tantos militares se juntam à volta duma iniciativa desportiva deste género mas a verdade é que os políticos sempre as rondaram para, através destas associações, angariarem votos ou simpatia popular. E a existência anterior de outros clubes de futebol sob a invocação da franciscana Santa Clara, a que pertenciam altas figuras do proibido e extinto Partido Democrático, faz pensar que a ditadura militar que dominava agora o País, não se quis deixar de fora do processo desportivo, pelo que, alguns militares disciplinadamente avançaram para os postos desportivos determinados talvez por eventuais ordens superiores.&lt;br /&gt;É ainda interessante lembrar que o Major Reis, posto em que terminou a carreira, pertencia à Maçonaria, mais precisamente à Loja Companheiros da Paz que funcionava em Ponta Delgada, e o nosso homem adoptou ali o pseudónimo de irmão Modesto (famoso pintor de origem espanhola), e nessa organização quase secreta tinha um modesto e mediano grau 14, com a função de “orador”. Maçons da mesma loja eram Dinis José da Silva, o irmão Guerra Junqueiro, e João Joaquim Vicente Jr, o Irmão António José de Almeida, de que falarei a seguir, mas este só três anos depois da inauguração da nova sede seria iniciado nos segredos da irmandade do triângulo do esquadro e do avental. Tratava-se portanto de pessoas que se interessavam pelo bem comum e pelos seus semelhantes.&lt;br /&gt;A outra personalidade que homenageamos hoje, é também militar, o Major João Joaquim Vicente Jr. Fica na nossa história porque preside à Assembleia-geral que decide fundar o clube, e acompanha o Major Reis durante dois anos como seu vice-presidente. O então jovem militar, tem 33 anos, pois nascera em plena campanha para a primeira Autonomia, no seio duma família muito culta e respeitada desta cidade. O seu desporto favorito era precisamente o futebol mas não desdenhava nem a equitação nem a caça.&lt;br /&gt;Como militar foram-lhe conferidas missões delicadas que cumpriu com lisura e eficiência. Em Angola, como alferes, posto em que o colocaram quando ainda frequentava a Escola de Guerra, e, em plena missão expedicionária guerreira, desempenhou-se de tal maneira durante dois longos anos das suas tarefas que, mais tarde, durante o complicado período da 2.ª Grande Guerra, foi o responsável pela então gigantesca Administração Militar nos Açores onde certamente conheceu o Major Reis Rebelo.&lt;br /&gt;Havia mais tarde de frequentar os Altos Estudos Militares mas a morte levou-o quando esperava a justa promoção a Coronel, posto que, por isso, não chegaria a atingir, partindo até sem saber que tinha sido aprovado com distinção no concurso.&lt;br /&gt;A sua cidade natal, ficar-lhe-ia a dever a entrega voluntária ao Asilo de Infância Desvalida que tão assinaláveis serviços prestou a esta terra com quase nenhuns apoios do Estado. Também a Cruz Vermelha de Ponta Delgada beneficiou do seu valioso contributo para o bem-estar dos seus concidadãos, numa época em que a iniciativa particular sustentava praticamente sozinha a obra da assistência social.&lt;br /&gt;Pessoa muito prudente, ficou célebre a forma como se desempenhou na intervenção militar que comandou aquando dos distúrbios na Povoação, ao tempo ainda o celeiro da ilha que, aparentemente estaria vazio, pois casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. Mostrou autoridade e ao mesmo tempo compreensão, debelando os distúrbios sem ter que usar a força, fenómeno raro numa época de autoritarismo exacerbado que neste país à beira mar plantado raramente se fazem as coisas com equilíbrio.&lt;br /&gt;A sua vida familiar correspondeu aos padrões duma família modelar e feliz da sua época. Tiveram três filhos cuja descendência hoje constitui a melhor sociedade desta terra.&lt;br /&gt;Quando Eduardo Reis abandonou a presidência do Santa Clara, já iam longe os distúrbios que tinham levado à demissão e prisão do Governador Civil, Dr. Jaime do Couto cuja simpatia e prestígio levava à cadeia da Boa Nova a elite social e política da terra, pois o medo a Salazar não foi tanto que impedisse a amizade e admiração por um dos maiores baluartes açorianos contra o centralismo.&lt;br /&gt;Vai então assumir a presidência do nosso melhor Clube uma figura de relevo na advocacia micaelense, Alberto Paula de Oliveira o grande orador forense e político. Magro, elegante, sempre vestido a rigor (que diria ele se me visse aqui hoje sem gravata!), voz sonora, olhar penetrante, jurista de eleição e litigante perfeito. Sempre admirei este vizinho simpático e educado, cuja casa frequentei desde tenra idade e não sei mesmo se também não foi por sua causa que enveredei pela profissão que tenho. Mas, se o imitei na oratória, mal de mim que nunca lhe ganhei uma única causa...Era o primeiro civil que dirigia o Santa Clara fundado e dirigido por militares no activo. Comissário Provincial da Mocidade portuguesa, onde o seu colega de curso, Marcello Caetano, era o mais alto dirigente nacional, digamos que não lhe foi difícil adaptar-se à disciplina reinante no popular clube. Mas durou muito pouco o seu reinado, pois a saída de Reis, criticado por ter ambicionado uma sede luxuosa para o clube que ajudara a criar, não deve ter deixado no espírito sensível de Alberto de Oliveira, uma situação cómoda, que a tumultuosa actividade forense desta cidade não facilitava.&lt;br /&gt;No mesmo ano, retira-se para a presidência da Assembleia-geral do Santa Clara para, 3 anos depois, no início da guerra, dirigir o Conselho Fiscal, retomando a presidência do clube durante 1940 e 1941 de cujo primeiro elenco faz parte.&lt;br /&gt;Depois de ter exercido o cargo de vereador, foi presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada no tempo em que Salazar, em plena 2.ª Grande Guerra Mundial, mandava celebrar os dois centenários mais importantes da história de Portugal, em 1940, o da restauração da independência nacional e em 1943, o da fundação do País. Alberto de Oliveira cumpriu o seu consulado presidencial rodeado de simpatia popular, temperando a dureza policial da época com uma gentileza natural, com convites à população que substituíam os decretos, os despachos e as ordens de serviço tão em voga nesses tempos de autoritarismo institucional.&lt;br /&gt;Teve uma acção administrativa muito afectada pelo plano de urbanização do arquiteto Aguiar que pretendia destruir meia cidade para implantar no burgo quinhentista megalómanas avenidas que obviamente não tiveram futuro mas ainda assim deixaram cicatrizes em Ponta Delgada, para além das demoras que impôs às obras projectadas pelos particulares durante décadas. Soube também dar notável apoio ao Bairro Económico de Santa Clara, de tanta qualidade que hoje alberga uma bem estabelecida classe média.&lt;br /&gt;Politicamente, era defensor do centralismo, por isso suportou com vigor uma pública polémica com o grande defensor da autonomia, José Bruno Carreiro. Alberto de Oliveira era natural do Algarve onde seu pai fora Chefe de Finanças, e nasceu dois meses depois de matarem o Rei e o seu filho primogénito sendo dos poucos políticos açorianos do seu tempo que percebeu a importância do governador do Distrito Autónomo de Ponta Delgada, o capitão Sérgio Vieira, continental a quem Ponta Delgada tanto deve, promovendo a concessão do prestigiado galardão de cidadão honorário da nossa cidade, título que lhe iria ser também concedido pela nossa respeitada edilidade.&lt;br /&gt;A Alberto de Oliveira se ficou a dever a salvação do vetusto edifício da Câmara Municipal, arrebatando-o da sanha demolidora que se instalara aquando da construção da discutida Avenida Marginal, tudo na sequência do alerta levantado pelo grande jornalista Manuel Ferreira.&lt;br /&gt;Íntegro chefe de família, Alberto de Oliveira, sem nunca deixar de advogar, chefiou a Secretaria da Junta Geral do Distrito Autónomo de Ponta Delgada. Isso porém não o impedia de pontificar na famosa tertúlia do Café Nacional na Rua Açoriano Oriental onde se reuniam desde há muito os salazaristas mais notórios da cidade, rodeados por pinturas de Luís Bernardo e João Rebelo, filho do grande Mestre Domingos Rebelo.&lt;br /&gt;Faleceria Alberto de Oliveira aos 74 anos, já em plena democracia em cujo funcionamento perfeito nunca acreditou. Sempre elegante e sempre educado, sem nunca deixar o cigarro que o havia de vitimar quando tanto ainda podia ter dado à advocacia que tanto honrou nesta terra. Deixou larga descendência que honra a cidade em todos os ramos de actividade a que zelosamente se dedica.&lt;br /&gt;Vejamos agora a última personalidade que nos vai ocupar hoje. Político da primeira república, convertido aos novos ventos do Estado Novo, precisamente aquele que vitimado pelos sobreditos distúrbios iria provocar, em 1933, uma repressão duríssima dos militares com o triste saldo de três mortos, enterrados à pressa e dissimuladamente, para fugir aos confrontos que doutra forma seriam inevitáveis. Trata-se de Diniz José da Silva.&lt;br /&gt;Este activo cidadão nasceu no Nordeste já no reinado de D. Carlos e aos 38 anos, viria a substituir o advogado ilustre que conduziu o Clube Desportivo Santa Clara alguns meses depois dos decisivos primeiros anos de Reis Rebelo, o qual como vimos, lhe deixara como herança uma sede social condigna. A melhor sede desportiva de que a ilha do Arcanjo dispunha e, parece-me, ainda hoje dispõe.&lt;br /&gt;Diniz da Silva começa a sua vida profissional como empregado de comércio. A república apanha-o aos 21 anos e a sua aproximação da Maçonaria ir-lhe-ia permitir largos voos. De simples funcionário administrativo e guarda amanuense, parte para Administrador do Concelho da Povoação, Ribeira Grande, culminando a sua carreira política e administrativa como Presidente da Câmara do Nordeste. Ficaria na história do concelho (que nos nossos dias vai despontar para a ilha que sempre o considerou outra ilha), como aquela personalidade que mais se bateu para elevar a velha Fazenda, a primeira que houve em S. Miguel, a freguesia, berço de tanta gente ilustre, de que me permito destacar, o Reitor da Universidade de Matemática da Califórnia!&lt;br /&gt;Jaime Hintze, Governador Civil afonsista e Democrático do distrito oriental fá-lo-ia, nos anos 20, seu secretário.&lt;br /&gt;De Relator Fiscal, no último ano em que o Major Reis Rebelo serviu, ele é erguido, depois da saída de Alberto de Oliveira, ao cargo máximo, embora por apenas um ano. Depois, durante 9 anos presidirá à Assembleia-geral.&lt;br /&gt;Claro que foi durante a sua gestão que o Santa Clara se abriu a outras actividades que não apenas o desporto: música com aulas de dança, teatro onde o grande José Barbosa deu grande impulso, palestras, serões dançantes que tanto encantariam os mais novos das classes menos favorecidas com meios de fortuna mas milionários na alegria e na falta de preconceitos que dominavam como lepra social a fechada e classista sociedade micaelense dos meados do século XX.&lt;br /&gt;Mas iria ser como jornalista que Diniz José da Silva haveria de celebrizar-se, em campanhas contundentes de defesa dos interesses locais. Ficou célebre a sua luta antimurina, sensibilizando gregos e troianos, contra o pequeno roedor que tantos e tão graves prejuízos provoca nas nossas culturas agrícolas. Se o tivessem ouvido, muitos açorianos não teriam sucumbido à leptoespirose e podiam ainda estar vivos.&lt;br /&gt;Foi um dos que teve a honra especial de dirigir o mais antigo jornal português em publicação contínua, O Açoriano Oriental, rodavam os movimentados anos sessenta de dolorosa memória e havia falecido o denodado Ferreira de Almeida que o manteve contra ventos e marés como coisa sua, tudo arriscando para manter vivo, o que afinal era património cultural de todos nós.&lt;br /&gt;Dinis da Silva não era pessoa de meias tintas, tornando-se com o tempo, ainda mais radical na defesa dos seus pontos de vista.&lt;br /&gt;A nossa história vai registar a sua adesão radical ao salazarismo e à igreja tradicionalista. Ficou célebre a polémica que suportou com o Padre Dr. Hermínio Pontes sobre a pessoa e as teorias de Teilhard de Chardin, um dos ícones mundiais do progressismo católico que os mais conservadores consideravam peixinhos vermelhos em pias de água benta.&lt;br /&gt;Dinis da Silva iria tornar-se radical contra a Oposição ao Estado Novo mas isso não impediria que as excursões do Clube Desportivo Santa Clara do seu tempo parassem sempre na Gorreana onde o seu antigo chefe, o Democrático Jaime Hintze, residia. &lt;br /&gt;Embalado o Santa Clara com vitórias que o tornaram campeão de S. Miguel durante sete anos seguidos, o clube mantém a invencibilidade durante o mandato de Dinis José da Silva, no ano desportivo de 1936/1937, quando a Espanha entrava para a mais sangrenta guerra civil da sua conturbada história que haveria de vitimar mais dum milhão de pessoas oriundas de todo o mundo.&lt;br /&gt;Conheci-lhe três filhos. Um foi presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada e dirigiu o Instituto Geográfico Cadastral, com obra científica de alto valor publicada. O outro, açoriano radical a quem esta terra e a presente autonomia tanto devem. Sua filha, casada com um médico ilustre desta terra, também tem descendência que exerce a mesma arte, depois de servir a Pátria em longes e quase esquecidas terras.&lt;br /&gt;Dinis José da Silva viria a falecer a 4 de Maio de 1973, com 84 anos incompletos, em Santa Clara onde morava à Rua José Bensaúde, o cientista micaelense que fundou o Instituto Superior Técnico.&lt;br /&gt;Não sei se consegui, nesta breve aguarela dar uma ideia ainda que pálida destes homens a quem o Santa Clara encarregou de dirigir os seus destinos em tempos tão especiais da nossa história. Foi o que pude recolher no pouco tempo que tive para isso. Falta uma história do desporto açoriano e é bom que alguém lance ombros a tão meritória tarefa para que se não perca o rasto daqueles que tão apaixonadamente vivem o mais encantador dos entretenimentos humanos e um dos pilares da união entre os homens de boa vontade.&lt;br /&gt;Ponta Delgada, 6 de Outubro de 2011&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-8143062227310189168?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/8143062227310189168/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=8143062227310189168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8143062227310189168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8143062227310189168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/10/quatro-vultos-da-historia-do-santa.html' title='Quatro Vultos da História do Santa Clara'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-7657612423709864381</id><published>2011-10-05T09:15:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T09:18:12.417-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Oxalá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esta questão da Madeira está a ficar preocupante porque nos prejudica. Com a mania, dos políticos portugueses confundirem os dois arquipélagos, tendência que a maior parte da população compartilha porque para eles, é tudo “a ilha”, há que ter cuidado. Nem tudo é justificável em política partidária. Já não falo nos insultos ou insinuações ou exageros ou até mentiras. Porque na luta pelo poder temos visto os eleitores engolirem de tudo e gostarem. Como o destino das eleições é para o comum das gentes, escolher o próximo de que se irá falar mal, não vai nisso nenhum mal ao mundo e o povo que se desenrasque que cada um tem o governo que merece. O problema agudiza-se quando, por falta de escrúpulos, se ofende o principal. Num daqueles exageros que cometi no tempo da luta pela independência, proclamei que “acima dos Açores, só Deus”. Em certa medida, queria significar que os Açores (e dentro deles os açorianos) são um valor absoluto, pelo menos para nós. Tudo o que bulir com isso, deve ser inadmissível. Caso contrário, é a mesma coisa que vermos bater num filho e não fazer nada. É contra natura. A dívida da Madeira é muito grande e terá sido contraída à revelia do governo central (como se este nunca tivesse feito nada à nossa revelia!) mas há que não esquecer que os madeirenses beneficiados com ele são mais dum milhão e nós vemos dívidas de empresas públicas portuguesas muito mais elevadas e servindo muito menos gente. Penso que um governo de mais de 30 anos, como o da Madeira, não é saudável porque os governos muito longos baseados numa só pessoa geram distorções perigosas para uma democracia que se quer sã. Mas a campanha miserável e unânime que do continente é movida contra Jardim, se fosse nos Açores, provavelmente teria o efeito contrário ao pretendido. E, aqui para a gente, oxalá que sim.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-10-03&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-7657612423709864381?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/7657612423709864381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=7657612423709864381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7657612423709864381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7657612423709864381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/10/oxala.html' title='Oxalá'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-3525972443228730202</id><published>2011-09-24T12:56:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T12:59:19.057-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>A quem e em quê?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesta tormenta financeira que nos envolveu e que tantas arrelias nos vem trazendo, há duas perguntas que parecem legítimas sobre as dívidas que nos são reveladas em catadupa todos os dias. Gastaram 500 toneladas de ouro da pesada herança salazarista das 800 que ele deixou aferrolhadas. Da Europa, em ajudas, caíram para aí qualquer coisa como 200.000 milhões de euros. A dívida pública parece que anda também a rondar os mesmos 200.000 milhões. Desculpar-me-ão os leitores se não dou números mais precisos mas acho que ninguém sabe a quantas andam, ou sabem e não querem dizer. Estamos pois a falar duma coisa parecida com meio bilião de euros, número que dá vertigens só de pensar. Dinheiro que juntamente com os milhares de milhões dos impostos entrou nos cofres do estado e que, aparentemente, saiu deles. A primeira pergunta que parece legítima é saber a quem é que se deve tanto dinheiro? Quem é o felizardo a quem teremos de pagar essas dívidas? Depois, e é a segunda pergunta, em que é que foi gasto tanto dinheiro? É que é muita pasta! Somadas as auto estradas, as escolas, hospitais e respectiva manutenção, bairros sociais e subsídios de toda a sorte, parece-me que não chegamos a tanta massa. Mesmo juntando os mistérios que para aí andam como almas penadas, ou sejam, os bancos fantasmas e outras “legalidades” tais como ordenados milionários (refiro-me a milhões e não aos miseráveis centenas de milhares de “€”), continua a ser muita massa. Outro fantasma monetário é o chamado offshore que ainda ninguém explicou com clareza do que se trata. Seja lá como for, há aí muita marosca inexplicada de que nenhum responsável do governo central pode ser absolvido, a não ser como ensinava Jorge Amado na D. Flor, no colectivo ninguém tem culpa…Duma maneira ou doutra, será que Jardim não teve razão? Haja moralidade ou comem todos…&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-09-20&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-3525972443228730202?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/3525972443228730202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=3525972443228730202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3525972443228730202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3525972443228730202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/09/quem-e-em-que.html' title='A quem e em quê?'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-417814801899296719</id><published>2011-09-10T13:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T13:01:22.043-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>E o Banco?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A maioria das pessoas não se apercebeu mas a tempestade económica está aí a cair com o cortejo de dificuldades de que sempre se rodeia. Produzir e poupar, dizia-se nos anos trinta. Agora não se sabe se isso é bom. Há sábios dizendo que austeridade não é progresso. O tamanho do estado e o consumo como fonte de produção criaram nova lógica. Isso não significa que deixemos de arrecadar aquilo a que temos direito e que deixemos roubar o que nos pertence. Veja-se o muito que sai destas ilhas no jogo. No tempo do jogo do bicho que se fazia à socapa, mudavam de mãos 250.000 contos por semana, uma coisa parecida com um pouco mais de um milhão de euros. Sem impostos mas com sustos. Sempre defendi um jogo nosso e foi com alegria que vi o raspa abrir caminho. Mesmo assim, a miragem dos euromihões, do totoloto e das lotarias tradicionais continua a drenar para fora, milhões, todas as semanas, sem qualquer contrapartida pois as probabilidades são ínfimas para nós. Claro que o cidadão comum não o entende e, com as propagandas encurtando criminosamente distâncias incontornáveis, ei-lo fazendo bichas à porta dos postos de venda quando há jackpot que continua tão distante como o resto. Tudo bem que cada um faz do seu os disparates que quiser. O pior é quando surge o crime organizado. Agora parece que os postos de venda dos totolotos e milhões foram proibidos de vender os raspas. Se vendes os raspas, não nos vendes a nós. Mais ou menos como as cervejeiras que compram ilegalmente monopólios de vendas de certas marcas, emprestando dinheiro para durante anos só poder vender a marca do credor. Sempre há uns espertos que abrem falência e não pagam mas o resultado é a nossa fábrica que tem a melhor e mais barata cerveja do planeta estar às moscas e não é só porque os terceirenses se recusam (vai lá saber-se porquê) a consumir produtos nossos. E o banco?&lt;br /&gt;Caros Meo Bento&lt;br /&gt;8.8.2011&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-417814801899296719?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/417814801899296719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=417814801899296719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/417814801899296719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/417814801899296719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/09/ee-o-banco.html' title='E o Banco?'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-4584469215192729729</id><published>2011-09-10T13:03:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T13:05:31.853-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apátridas&lt;br /&gt;Da Vinci dizia que o emigrante é-o em dois lugares: na terra para onde emigra e na de onde emigrou. Infeliz verdade que atormenta gerações de gente desta terra, obrigadas pela necessidade ou aventura a partir. A América, terra estranha e de estranhos, fria e pouco própria para os nossos costumes, foi a escolhida dos açorianos, pela caça à baleia, pela febre do ouro ou pelo trabalho mais bem pago. Depois, as cartas de chamada tornaram-na no lugar de residência da maioria da nossa população. Recebem-nos bem mas sem grandes preocupações de legalização, pois os ilegais são mais domesticáveis, baratos e descartáveis. Já é a segunda vez (que saiba) que o governo daquela grande e poderosa Nação repatria açorianos. A primeira, foi no tempo do presidente Roosevelt e da grande depressão e agora. Temos aí mais dum milhar de pessoas inadaptadas à nossa pacatez de vida e sem familiares próximos, arrancados aos seus por uma política economicista que ignora os mais elementares sentimentos familiares, no respeito dos quais, aliás, a América é pioneira. Desintegrados, os repatriados estão a transformar-se num problema muito grave em terra muito pequena e sem meios. A nossa política nesse sentido tem tido, em relação a alguns casos mais chocantes, resultados frustrantes. Eles traficam, eles agridem, eles consomem, eles assaltam, eles ocupam casas semi abandonadas. Enfim, não têm medo e causam medo. Já não vivemos como vivíamos antes deles e não é melhor agora. Juntá-los em casas no centro da cidade foi um erro de palmatória e subsidiá-los cegamente foi outro. Assinalei a seu tempo a necessidade de os defender nos tribunais americanos e de os reencaminhar para países de língua e costumes ingleses. Não concordaram mas a situação está a ficar insustentável e alguma coisa de muito urgente tem de ser feita.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;23.8.2011&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-4584469215192729729?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/4584469215192729729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=4584469215192729729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4584469215192729729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4584469215192729729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/09/apatridas-da-vinci-dizia-que-o.html' title=''/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-4720508294855257545</id><published>2011-09-10T12:51:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T12:52:47.336-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Censuradas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A RDP e a RTP Açores têm vantagem sobre as suas congêneres: não esmagam com anúncios. Outra qualidade é dedicarem-se aos Açores. A questão põe-se porém em saber se o tempo que nos dedicam é o suficiente e, mais importante, se é bem aproveitado. Se falarmos em tempo cronológico e atmosférico, batem as outras, pois, embora seja a única estação televisiva que começa as notícias minutos depois da hora, sem dispensar o cronómetro, dão o boletim meteorológico (mesmo em rodapé, tipo breakimg news), frequentemente. Questões económicas e bandas de música, também. Anúncios do Governo Regional são quase tantos como a publicidade comercial das outras. Não é uma crítca, é uma constatação. Só que o actual estado de coisas nessas estações (nossas porque têm o nosso nome) não lhes dá credibilidade por melhor que sejam (e são) os seus profissionais. Diz-se que é falta de dinheiro mas penso que posso desacreditar essa afirmação lançada para encobrir uma censura centralista. A informação veiculada peca por não ser totalmente livre, o que lhe retira interesse, transformando-as em sensaborias. Promovem concursos locais interessantes e aliciantes, mesmo diferidos? Foruns matinais diários sobre questões de interesse local (mas não económicos: droga, repatriados, sem abrigo, prostituição infantil, desemprego fraudulento, subsídios sem fundamento, insegurança, etc) com intervenção directa deste povo? Debates diários sobre questões políticas açorianas, envolvendo jornalistas e políticos polémicos? Programas intensivos com os jogadores, treinador e dirigentes das equipes mais qualificadas, de modo a criar um clima que leve aos estádios os aficionados? Para quê a emissão de enlatados? As nossas notícias em horário nobre, não as dos outros. Açorianizar só no nome, ao serviço de interesses mesquinhos e avaros é coisa desprezível.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;30.8.2011&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-4720508294855257545?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/4720508294855257545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=4720508294855257545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4720508294855257545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4720508294855257545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/09/censuradas.html' title='Censuradas'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-8133922238087256636</id><published>2011-09-10T12:40:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T12:43:28.184-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Poupança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Poupança&lt;br /&gt;O Estado tem de poupar. Verdade de La Palisse que nem por isso é aceite universalmente. Numa primeira fase, começou por ser interpretada como, o Estado tem de ganhar mais e caiu-se numa política contrária aos costumes da direita, aumentando-se os impostos sobre os particulares. Como estes reagiram muito mal a este dislate, o governo apressou a divulgação de mensagens de que ia cortar na despesa e oxalá o façam com sensatez e não com critérios de oportunidade conjuntural que tem sido infelizmente o timbre da política reinante. Mas, já agora, acho que chegou o momento próprio para extinguir o cargo e o gabinete do Representante da República nos Açores. Trata-se duma despesa absolutamente inútil. O Representante da República começa por não representar república nenhuma (aliás isto aqui é uma Região Autónoma não é uma monarquia onde a república tenha de estar representada por órgão não eleito). Depois, cheira a colonialismo humilhante e ultrapassado que nenhum povo civilizado aceita sem protesto. Duma presença castradora da autonomia que era no princípio, essa função passou a ser exercida com proveito pelo Tribunal Constitucional, deixando tal cargo de ter qualquer utilidade política ou prática. Em casos como o de Laborinho Lúcio cheguei a defender que não se bulisse com ele pois seria útil, como penso que foi. Excepcionalmente pode acontecer. Excepção que aqui serve para confirmar a regra. Do ponto de vista económico, é um dispêndio absurdo, são milhões que se poupam todos os anos se desaparecer. Se se fizesse um referendo entre os açoreanos para saber se queriam o Representante ou a Televisão açoreana, penso que ninguém tem dúvidas sobre o qual o resultado dessa consulta. De resto, se é para impedir a independência, julgo não haver razões para tais receios, pois não estou a ver o Dr. José de Almeida proclamá-la logo que o cargo desapareça.&lt;br /&gt;Ponta Delgada, 6.9.2011&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-8133922238087256636?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/8133922238087256636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=8133922238087256636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8133922238087256636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8133922238087256636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/09/poupanca.html' title='Poupança'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-8191781949439707976</id><published>2011-08-14T04:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T04:12:12.008-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>E o banco?</title><content type='html'>A maioria das pessoas não se apercebeu mas a tempestade económica está aí a cair com o cortejo de dificuldades de que sempre se rodeia. Produzir e poupar, dizia-se nos anos trinta. Agora não se sabe se isso é bom. Há sábios dizendo que austeridade não é progresso. O tamanho do estado e o consumo como fonte de produção criaram nova lógica. Isso não significa que deixemos de arrecadar aquilo a que temos direito e que deixemos roubar o que nos pertence. Veja-se o muito que sai destas ilhas no jogo. No tempo do jogo do bicho que se fazia à socapa, mudavam de mãos 250.000 contos por semana, uma coisa parecida com um pouco mais de um milhão de euros. Sem impostos mas com sustos. Sempre  defendi um jogo nosso e foi com alegria que vi o raspa abrir caminho. Mesmo assim, a miragem dos euromihões, do totoloto e das lotarias tradicionais continua a drenar para fora, milhões, todas as semanas, sem qualquer contrapartida pois as probabilidades são ínfimas para nós. Claro que o cidadão comum não o entende e, com as propagandas encurtando criminosamente distâncias incontornáveis, ei-lo fazendo bichas à porta dos postos de venda quando há jackpot que continua tão distante como o resto. Tudo bem que cada um faz do seu os disparates que quiser. O pior é quando surge o crime organizado. Agora parece que os postos de venda dos totolotos e milhões foram proibidos de vender os raspas. Se vendes os raspas, não nos vendes a nós. Mais ou menos como as cervejeiras que compram ilegalmente monopólios de vendas de certas marcas, emprestando dinheiro para durante anos só poder vender a marca do credor. Sempre há uns espertos que abrem falência e não pagam  mas o resultado é a nossa fábrica que tem a melhor e mais barata cerveja do planeta estar às moscas e não é só porque os terceirenses se recusam (vai lá saber-se porquê) a consumir produtos nossos. E o banco?&lt;br /&gt;8.8.2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pagamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das boas manifestações da nossa autonomia foi efectuada pelo governo socialista de Carlos César quando ignorou a decisão do governo de Lisboa relativamente à diminuição de 5% dos salários públicos acima de 1.500 euros que tinha sido imposta pelo Primeiro-ministro também socialista, Eng.º José Sócrates. Este, por sua vez, não gostou mas respeitou o poder autonómico, dando uma lição de democracia que pelo menos entre nós ficará como poderoso estímulo para continuarmos o processo de aumentar a livre governação dos Açores pelos açorianos, até se atingir o patamar que sirva plenamente o interesse colectivo do Povo Açoriano, onde quer que ele viva. É que, perante a globalização inevitável que se aproxima, é imperioso que sejamos atingidos por ela na plenitude absoluta da nossa emancipação, sob pena de sermos absorvidos como massa anónima e anódina. Todavia aquela manifestação autonómica tem de ter consequências lógicas. Carlos César reagiu à nova medida decretada de Lisboa, pelo governo agora social democrática, do Dr. Passos Coelho, de tributar o próximo subsídio de Natal, defendendo que essa tributação pertence aos Açores e não ao orçamento do estado, porquanto não contribuímos para o actual défice público. Salvo o devido respeito, o raciocínio não parece estar correcto. Não contribuímos para a dívida, é verdade (tão antiga que vem do tempo de Aristides da Motta). Mas então esse dinheiro também não pertence ao orçamento regional e sim aos que têm direito ao subsídio. Isto é, devido à boa administração César não pode haver lugar à tributação visto que esta só tem justificação, porque alguém, que não fomos nós, gastou de mais. Logo, nós açorianos não temos nada que pagar esse imposto. Pelo que, ao que parece, nem o Governo açoriano terá legitimidade para o arrecadar. Não pagamos?&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2.8.2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Cabral foi o açoriano mais puro que conheci. Nasceu na Lomba do Botão, da sua querida Povoação. Tentou viver afastado da Terra nos doze anos de exílio americano; voltou. Trouxe na bagagem o muito que ali ganhara e a saudade de pais e irmãos. Comprou, estabeleceu-se com Mulher e Filhos e tentou aqui trabalhar com o sonho de ver a sua terra livre, progressiva e ser feliz. Vinda dum país ligado ao futuro, onde tudo ajuda para se caminhar em frente, a Família não se adaptou e regressou. Os filhos que na América eram pessoas integradas, cidadãos prestantes e acarinhados pelo sistema, aqui perante um ensino impreparado para os receber e acolher com vantagem, foram tratados como marginais e não suportaram a hostilidade. Vivem na América e são felizes e progressivos. A Mulher acompanhou-os depois de resistir em vão à saudade. Joaquim ficou, lutando contra os moinhos de vento da nossa indiferença, a ganância dos dinheiros da Europa, o bem estar falso duma riqueza ilusória e passageira. Abraçou a liderança do PDA, apelou aos açorianos, ergueu alto a bandeira da dignidade. Em vão. Obedeceu aos bancos e foi defraudado por um sistema que só vê lucros e nada arrisca, sacrificando no altar destes os próprios clientes com o resultado que se conhece. Enfrentou-os nos tribunais, na imprensa e na rua.   Adoeceu gravemente que a saúde não é de ferro. Ainda aí foi enganado por seguros que a única coisa que sabem fazer bem é receber. Quando chega à hora de pagar, só à força e mesmo assim mal e assanhados. A doença agravou-se. Regressa contrariado à América, onde uma medicina de seguros lhe faz dois transplantes renais. Sempre que a saúde lho permite regressa, mata saudades e volta carregado de dores físicas e morais. Mas agora não volta mais que a morte o venceu. Mas o exemplo da sua luta sobreviverá no coração dos que tiveram a dita de o conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-8191781949439707976?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/8191781949439707976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=8191781949439707976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8191781949439707976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8191781949439707976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/08/e-o-banco.html' title='E o banco?'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-6406833424057455892</id><published>2011-07-15T16:32:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T16:34:03.668-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Lixo são eles</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Desconheceram completamente a questão da Lehman Brothers que levou à cadeia um dos homens mais ricos do mundo (prisão perpétua, seja lá o que isso significa na América) e à ruína de milhares de pessoas que acreditaram nesses energúmenos. Depois, cantaram loas aos bancos islandeses, um dia antes deles irem à vida completamente falidos. Para esses “honestos” trabalhadores do capitalismo selvagem e imoral, é ignorância a mais mas a suficiente para que o País possa descansar na firmeza de acertar as contas, colocando as despesas ao nível das receitas e ir pagando o passivo que um calculismo criminoso de credores desonestos criou com o beneplácito de todos (ninguém conseguiu recusar as benesses do estado social ainda que os mais prudentes vissem logo que era muito queijo por um escudo). Vieram aqueles desgraçados classificar-nos de lixo. Bom, lixo é a tiazinha deles e talvez a mãe que o pai certamente não sabem quem é. Como sempre defendi, os nossos governos não têm poder contra as manigâncias internacionais e são mais vítimas que autores duma situação que não é tão má como a pintam pois a superprodução continua e há mais bens que pessoas; a situação é apenas de distribuição de riqueza e não de crise económica. Como disse alguém, isto é terrorismo financeiro que deixa cair uma bomba aqui (Grécia) ou ali (Portugal), a ver se pega alguma bancarrota e, como não pegou, aguenta-te Itália que já lá vamos. Se a dívida não for reestruturada e perdoada em parte, como tem de ser, porque o que é roubado não é lucrado (e os juros criminosos merecem é castigo pesado), isto continua. Senão, tirem o velho Marx da gaveta porque o colapso do capitalismo está aí, ao voltar da esquina e então vai tudo ao ar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;Carlos Melo Bento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;2011-07-12 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-6406833424057455892?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/6406833424057455892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=6406833424057455892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6406833424057455892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6406833424057455892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/07/lixo-sao-eles.html' title='Lixo são eles'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-5849193128197727559</id><published>2011-07-12T14:39:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T14:40:48.753-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Dignidades</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Dizia aquela boa alma que a dignidade deles estava acima dos seus vícios! Bom e já agora eu diria os direitos (certamente constitucionais) e a nossa obrigação de tolerar aquilo tudo e de lhes pagar uma pensão (não fiquem eles com sede), cama, mesa e roupa lavada e trocos para gastos que me abstenho de especificar. Será que a nossa dignidade está abaixo da deles e dos seus vícios? Será que teremos de engolir todos esses desaforos, gemendo e calando em nome não sei bem de quê? Mas então se o que viola a lei penal tem fica sem o direito à liberdade quem assim procede não pode ser obrigado a tratar-se quer queira quer não? Não é esta uma terra de turismo que dá pão a milhares e justificou o investimento de milhões? Não terão os pais e mães de direito de andarem pelas ruas da sua terra sem terem de ver e ouvir esse triste espectáculo do homem e da mulher degradados até à expressão mais elevada? E não terão as autoridades políticas e administrativas a obrigação de tomar medidas adequadas para que esse espectáculo acabe duma vez? Este laxismo é que não pode continuar. Bem sei que remover aquela gente para um hospital psiquiátrico ou outra instituição adequada não dá tanto lucro como as multas de trânsito mas convenhamos que o espectáculo a que assistimos enojados há tempo de mais é uma triste imagem dos que exercem o poder e que têm a obrigação de zelar pelos interesses colectivos. O direito a uma convivência sã, o direito à existência normal e decente não é privilégio de direita ou de esquerda ou (já agora) do centro mas um direito que foi conquistado pelas sociedades verdadeiramente civilizadas.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-5849193128197727559?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/5849193128197727559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=5849193128197727559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5849193128197727559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5849193128197727559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/07/dignidades.html' title='Dignidades'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-8818083535320639803</id><published>2011-07-12T14:15:00.001-07:00</published><updated>2011-07-12T14:33:40.834-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Lixo São Eles</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Desconheceram completamente a questão da Lehman Brothers que levou à cadeia um dos homens mais ricos do mundo (prisão perpétua, seja lá o que isso significa na América) e à ruína de milhares de pessoas que acreditaram nesses energúmenos. Depois, cantaram loas aos bancos islandeses, um dia antes deles irem à vida completamente falidos. Para esses “honestos” trabalhadores do capitalismo selvagem e imoral, é ignorância a mais mas a suficiente para que o País possa descansar na firmeza de acertar as contas, colocando as despesas ao nível das receitas e ir pagando o passivo que um calculismo criminoso de credores desonestos criou com o beneplácito de todos (ninguém conseguiu recusar as benesses do estado social ainda que os mais prudentes vissem logo que era muito queijo por um escudo). Vieram aqueles desgraçados classificar-nos de lixo. Bom, lixo é a tiazinha deles e talvez a mãe que o pai certamente não sabem quem é. Como sempre defendi, os nossos governos não têm poder contra as manigâncias internacionais e são mais vítimas que autores duma situação que não é tão má como a pintam pois a superprodução continua e há mais bens que pessoas; a situação é apenas de distribuição de riqueza e não de crise económica. Como disse alguém, isto é terrorismo financeiro que deixa cair uma bomba aqui (Grécia) ou ali (Portugal), a ver se pega alguma bancarrota e, como não pegou, aguenta-te Itália que já lá vamos. Se a dívida não for reestruturada e perdoada em parte, como tem de ser, porque o que é roubado não é lucrado (e os juros criminosos merecem é castigo pesado), isto continua. Senão, tirem o velho Marx da gaveta porque o colapso do capitalismo está aí, ao voltar da esquina e então vai tudo ao ar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;Carlos Melo Bento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;2011-07-12 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-8818083535320639803?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/8818083535320639803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=8818083535320639803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8818083535320639803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8818083535320639803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/07/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html' title='Lixo São Eles'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-5620104754458440011</id><published>2011-06-18T07:00:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T07:02:44.798-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discursos'/><title type='text'>Orfeão Edmundo Machado de Oliveira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;DISCURSO PROFERIDO NO COLISEU MICAELENSE AQUANDO DOS 25 ANOS DO ORFEÃO EDMUNDO MACHADO DE OLIVEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora Presidente da Câmara&lt;br /&gt;Senhor Director Regional da Cultura&lt;br /&gt;Minhas Senhoras e meus Senhores&lt;br /&gt;Quando há 25 anos um grupo de amantes da música resolveu fundar nesta terra um conjunto coral, nem sonhavam no êxito que a sua iniciativa iria obter nem com o impacto que a sua criação teria no meio musical açoriano, no da sua diáspora e em Portugal todo.&lt;br /&gt;Tinha falecido há escassos 4 anos o mentor e patrono do Orfeão (no meu tempo de estudante IiceaI chamava-se “orfeon”, era mais chic!) e não é fácil saber hoje qual a verdadeira dimensão da sua influência sobre os fundadores, mas é de crer que tivesse sido um contributo decisivo para a iniciativa.&lt;br /&gt;O seu ensino, o seu carisma, a sua cultura, e a capacidade de galvanizar os seus discípulos foi decisivo para que uma mão cheia deles sentisse alegria em batizar o novo ser que o seu entusiasmo gerou com o nome do pai espiritual. E foi na sede da Associação que 13 anos depois colocaram o seu busto eternizando em bronze a figura veneranda do velho mestre que tantas alegrias proporcionou ao espírito dos discípulos que “disciplinou” através da música.&lt;br /&gt;Por outro lado, se José Gabriel ÁviIa preside à primeira direcção com a sua serena discrição, quem vai conduzir a multidão dos cantores que entretanto se reuniu à volta da ideia, é uma figura singular e estranha. Baixo, franzino, com um sorriso irónico permanente, voz de falsete, olhar penetrante, hiperactivo e postura desengonçada na regência, tudo nele fazia prever um inevitável fiasco.&lt;br /&gt;Pois até aí ele enganou o destino. Alguém já disse que a música é a matemática do universo e eu direi sem receio de errar que José Rodrigues é um dos seus divinos cultores.&lt;br /&gt;A sua paixão pela arte de Euterpe fê-lo o cimento que congregou todos os que se deixaram conduzir pela sua batuta através dos caminhos encantados dos sons musicados. Senhor duma poderosa vontade, o Maestro galvanizou os orfeonistas à volta de composições belas e difíceis, empolgando multidões de encantados espectadores que nunca lhe negaram enérgicas e demoradas ovações e inolvidáveis triunfos.&lt;br /&gt;Certo dia, pediu-me que participasse num dos seus lendários ensaios, declamando alguns versos porque entenderam, ele e certamente os seus colaboradores mais próximos, que a minha voz encaixava em certa composição. Achei estranho o convite, pois o meu professor de música no ensino básico me proibira de cantar no coro da Mocidade, tais eram as fífias que dava e provocava nos meninos cantores desses tempos tenebrosos do fascismo cantando e rindo. Pelos vistos eu era melhor rindo do que cantando…&lt;br /&gt;Mas o seu prestígio já era tão grande que aceitei o desafio e lá fui. A Igreja de S. José era o fantástico palco onde se desenrolaram os trabalhos que não foram nada fáceis contrariamente ao que eu esperava.&lt;br /&gt;Saiu a primeira actuação tão perfeita na impecável acústica do nosso maior templo, tão maviosa e tão bela que pensei ir o ensaio durar pouco. Qual quê!? – Não está bom, mas não está nada bom, mesmo!, vociferava o pequeno maestro que na sua fúria se elevava a alturas não sonhadas.&lt;br /&gt;E repetia e mandava repetir. Para os meus pobres ouvidos eram sempre belamente iguais aquelas passagens tantas vezes cantadas. Até que, finalmente, José Rodrigues ficou com a expressão de quem acaba de ter uma visão celestial, cerrando os olhos, sorrindo gozosamente para si próprio, ao passo que, nos bicos dos pés, erguia os braços virados para o céu com as palmas das mãos abertas e tremendo como se aguentasse nelas o firmamento, balbuciava baixinho quase imperceptivelmente: - Agora sim, agora sim!!!, e abraçava-se a si próprio como se envolvesse o orfeão num amplexo amoroso contagiante, ao passo que este o aplaudia como se tivessem descoberto o caminho marítimo para a Índia ao lado de Vasco da Gama.&lt;br /&gt;Não disse nada, mas comentei para os meus botões: - Mas que raio de diferença teria ele ouvido em todas aquelas repetições que me escapara completamente? Por mero acaso, ao ler um prémio Nobel da literatura percebi que havia uma coisa chamada ouvido absoluto.&lt;br /&gt;É que, alguns músicos com ouvido absoluto muito fino são capazes de reconhecer se uma obra está desafinada com respeito à afinação comum a uma distância de poucos &lt;a title="Savart" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Savart"&gt;savarts&lt;/a&gt;. Um &lt;a title="Savart" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Savart"&gt;Savart&lt;/a&gt; é a unidade de afinação, ou seja, a quantidade de desafinação que pode perceber um ouvido. Equivale a 4 cents. Um cent é a centésima parte de um semitom.&lt;br /&gt;Estima-se que apenas uma em cada 650 pessoas no mundo possuam tal capacidade. E foi então que percebi duas coisas: José Rodrigues ouvia sons que eu nem sabia que existiam (nem tinha hipóteses de vir a saber) e tinha capacidade de pôr os outros a produzir esses sons em harmonia absoluta. Para mim isso valia pouco pois longe da vista longe do coração, para ele isso era tudo.&lt;br /&gt;Passei então a admirá-lo e à sua obra, praguejando aos céus contra o facto de me não ter dado esse dom a mim, pois a música é algo que a minha alma anseia desde que me conheço.&lt;br /&gt;Daí que não fosse surpresa o êxito alcançado pelo Orfeão por esse mundo fora: Portugal, de norte a sul, Brasil, Canadá, América, França. Trata-se duma instituição de altíssima qualidade.&lt;br /&gt;Depois de o ouvir e apreciar, percebi que tinha de lhe pedir para actuar em festa da minha Família pois que as probabilidades duma iniciativa que envolvia tanta gente à volta duma operação amadora, dificilmente duraria tanto tempo, pelo menos com tanta qualidade. Ia enganar-me outra vez.&lt;br /&gt;Na verdade minha mulher deu-me o último filho, a Maria, quando já éramos quarentões e eu temia não ter tempo para lhe fazer o casamento. Pedi então ao Maestro e colega encarecidamente que actuasse no batizado. Com aquela habilidade de advogado ágil, ele convenceu-os a participar e devo dizer-vos que nem os príncipes de Inglaterra tiveram direito a uma Aleluia tão electrizante como nós tivemos numa inesquecível e tão aplaudida actuação na nossa Matriz.&lt;br /&gt;Quem diria que hoje o Orfeão Edmundo Machado de Oliveira, passados 25 anos, ainda estaria activo e bem activo embora sob a batuta de Cristiana Spadaro, a italiana formada em Triestre que se aperfeiçoou em Geneve e em Lisboa, cumprindo os altos padrões melódicos do seu primeiro maestro e demonstrando que os alicerces por este construídos foram fortes e bem feitos.&lt;br /&gt;Com ele, o Orfeão cantou os 500 anos da descoberta do Brasil, inaugurou o Centro Cultural de Belém, ganhou prata com a UNICEF e da própria LAVA FEZ MÚSICA . Só ou acompanhado com prestigiadas instituições similares.&lt;br /&gt;Começou José Rodrigues a advocacia dez anos depois de mim, e, mais esperto que eu (também não era difícil), deixou a advocacia 10 anos antes de mim e, sempre fascinado pela música, fundou o Stella Maris no Canadá, revolucionando ali também o ambiente musical. A sua presença hoje nesta maravilhosa sala de espectáculos, sob obras primas de Canto da Maia e Domingos Rebelo, é motivo de júbilo para todos quantos ele guiou pelos cantos sagrados da matemática universal e dos que tiveram a dita de o ouvir. Bem-haja.&lt;br /&gt;Uma instituição como esta, obviamente que não vive apenas de cantores e maestros. Aqueles que tratam da organização dum tão grande grupo e que cuidam da logística infernal das deslocações e da preparação dos espectáculos para que tudo corra sem incidentes de maior, merecem também a nossa admiração e respeito.&lt;br /&gt;As equipes responsáveis pela realização desses objectivos não devem ser esquecidas. Já falei da que foi presidida por José Gabriel Ávila, mas não posso deixar de falar em Gabriel Moreira da Costa, em José Augusto Borges, em José Oliveira Melo, em Laudalina Rodrigues que com o Maestro partilha a mesma incondicional paixão pela música tudo sacrificando no seu altar sagrado. Falarei também da de José Manuel Aguiar e, neste momento, de Aida Medeiros a cuja equipa devemos estas comemorações e este magnífico espectáculo.&lt;br /&gt;Registe-se que uma instituição como esta não vive sem juventude que garanta a continuidade e a vida duma obra tão complexa. Por isso, não foi descurada a criação do coro infantil juvenil cuja direção musical foi garantida ao longo dos anos por Carlos Sousa, Osvaldo Costa, Carlos Dias, Ana Beatriz Moniz, José Manuel Graça e, nos dias de hoje, por Rita Andrade. Está assim fechado o círculo que garante a perpetuação duma ideia que tem sido realizada com alta qualidade. E, acreditem, só a qualidade, (que não a quantidade como queria Lenine), garante o êxito e a perenidade da obra humana, no incessante esforço de se aproximar do divino.&lt;br /&gt;A nossa terra e o nosso povo não poderão nunca progredir se a alta qualidade não constituir o diapasão das nossas ações em todos os ramos da atividade humana com relevo especial para as do espírito.&lt;br /&gt;Parabéns a todos quantos e longa vida.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;17.junho 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-5620104754458440011?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/5620104754458440011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=5620104754458440011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5620104754458440011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5620104754458440011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/06/orfeao-edmundo-machado-de-oliveira.html' title='Orfeão Edmundo Machado de Oliveira'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-5222739961835340486</id><published>2011-06-13T16:17:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T16:20:49.881-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Entraram no quarto de cama onde se encontravam deitados minha mulher e meus filhos, então crianças de 4 a 10 anos de idade. Levaram-me numa viatura militar não para o quartel-general mas para um navio faroleiro, repleto de homens armados e tão assustados como eu (que estava desarmado). Em casa, cortaram o telefone para que minha mulher não telefonasse a ninguém a pedir ajuda, enquanto uns tantos irresponsáveis a ameaçavam com uma pistola da casa em frente. O barco carregou 30 pessoas presas da mesma maneira, ilegal e arbitrária, e levaram-nos para a Terceira onde era suposto ficarmos presos políticos no quartel de Angra. Mas como eram mentirosos, levaram-nos para a cadeia civil, de onde tiraram os presos de delito comum e nos enfiaram nas mesmas celas e camas com as sujas roupas dos seus espantados inquilinos que foram não sei para onde. Após um simulacro de interrogatórios e outras palhaçadas, fomos libertados depois de 8, 15 e 30 dias de miserável reclusão que o povo já estava a revoltar-se, principalmente na ilha de S. Miguel. Uma vez fora, deu-se o vice-versa e aqueles que cometeram esse atentado contra a nossa dignidade foram castigados, física e/ou psicologicamente. Já lhes perdoei a afronta (porque Deus assim o quis) mas não a esqueci. Ponto é saber se o povo em cujo seio foi feita esta monstruosidade também já esqueceu as causas deste dislate, porque isto, no social, as mesmas causas provocam sempre os mesmo efeitos. Da nossa reacção contra a violência nasceu esta autonomia, não tudo o que precisávamos mas deu paz mais de 30 anos. Oxalá que os de costume não se esqueçam que este povo parece mole mas só o é até o porem contra a parede.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;Carlos Melo Bento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;2011-06-07&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-5222739961835340486?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/5222739961835340486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=5222739961835340486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5222739961835340486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5222739961835340486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/06/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html' title=''/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-2519690066137086533</id><published>2011-05-31T15:19:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T15:20:43.447-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>A voz dos Açores</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Ricardo Rodrigues e Mota Amaral são dignos e competentes mas é-lhes impossível, defender interesses difer&lt;span class="textexposedshow"&gt;entes dos que forem impostos pelas suas comissões políticas nacionais. Sempre foi assim e não há razões para crer que esse quadro não continue, pese o contrabalanço de César enquanto exercer o poder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="textexposedshow"&gt;Mas os açorianos dispõem do seu Partido Democrático do Atlântico. Não eleger um deputado deste partido é um desperdício e um erro. Basta um para fazer diferença. Só a sua presença obrigaria os outros deputados a pôr-se em sentido e a perfilar-se pela predominância dos interesses colectivos açorianos, quaisquer que sejam as posições daquelas comissões políticas. Sem um deputado que só a nós deva contas, os outros ou alinham ou se abstêm, e não passaremos da delicada indefinição vigente. Pode argumentar-se que a prudência manda, face a uma possível coligação com o CDS, que seria oportuno eleger Artur Lima. É um erro, pois a direita nunca deixa de ser centralizadora, que essa é a sua natureza e sendo totalmente centrada em Lisboa, os seus efeitos não podem deixar de ser perniciosos para a autonomia, as finanças e o nosso incipiente estado social. Veja-se o que aconteceu a Mota Amaral com Cavaco, no seu último mandato e terão uma amostra significativa do que nos pode acontecer. Historicamente, Aristides da Mota (1895) e Luís Bettencourt (1925) conseguiram a solução do micaelense partido local. Esquecer a história é recuar, repetindo erros escusados. À beira da bancarrota Portugal imporá tudo. Não irá vender as ilhas como se sugeriu no século XIX, mas imporá sacrifícios que a nossa fragilidade não suporta. É preciso que haja em Lisboa alguém suficientemente descomprometido para lembrar que este povo não aguenta mais sacrifícios. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;31.5.2011&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-2519690066137086533?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/2519690066137086533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=2519690066137086533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/2519690066137086533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/2519690066137086533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/05/voz-dos-acores.html' title='A voz dos Açores'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-1047461381640153209</id><published>2011-05-29T14:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T15:00:30.079-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Balelas</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Isto tem a ver com as eleições ditas nacionais que, para nós, deveriam ser todas menos as autárquicas. Pode parecer de somenos este método de raciocinar mas não o é tanto. O TGV, o aeroporto de Lisboa e outras coisas fundamentais como a falência estatizada do BPN, o disse que não disse deste ou daquele governante de lá é-nos completamente indiferente. Pouco importa que Ricardo Rodrigues pense que o PSD de Passos é bom ou mau, e que Mota Amaral diga de Sócrates o que Maomé disse do toucinho. Importa sim se aquele defendeu zelosamente o que o Povo açoriano precisa que seja defendido, designadamente o que o Governo Açoriano entendeu ser do nosso interesse, ou se Mota Amaral defendeu com independência aqueles que nos criaram condições financeiras para que os Açores sejam bem governados como o são neste momento e possam continuar a sê-lo no futuro (seja por quem for) exigindo a Passos Coelho que, se for eleito, respeite escrupulosamente a Lei das Finanças Regionais (ainda não se ouviu uma palavra da sua boca sobre os Açores), se respeitará o Estatuto, se extinguirá o absurdo e antidemocrático cargo de Representante da República e por aí fora. Chegou a altura de se não votar como nas apostas desportivas: quem acertar no cavalo vencedor ganha senão, não. Votem neste porque ele agora é que vai ganhar em Lisboa, é uma perversão intolerável da boa forma de nos governarmos e que nos pode conduzir a uma tragédia social. Enquanto os Açorianos não decidirem o seu destino político como for do seu interesse exclusivo, a palavra autonomia ou qualquer outra com que a pintem, não passarão duma balela que só enganará os tolos ou os distraído&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;2011-05-24&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt; 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Não por não ter nitidez mas porque não foca o essencial. Contrariamente às acusações que fazem ao governo socialista de Guterres/Sócrates, o estado social em que vivemos não é mau. O que ele peca é por se não autosustentar. Hospitais gratuitos (ou que pouco se paga e a minha geração soube o que isso era que só se tratava quem tinha muito dinheiro ou médico de graça), escolas quanto baste até à Universidade praticamente gratuitas, tribunais com acesso ilimitado (naquele tempo quem tinha uma quarta de terra no seu nome já não era apoiado). Aos idosos vão levar comida a casa duas vezes por dia, lavam-nos e tratam-nos de graça! (antigamente eram internados nos Asilos para morrer quase à míngua). Aos mais carentes (e não só) dão-lhes um subsídio mensal proporcional (antes mendigavam, emigravam ou estavam presos por roubar). Pagam parte do juro das milhares e milhares de casas que se constroem por todo o lado, ao ponto dos jovens casais com mais juízo as comprarem sem ter que arranjar mais fianças que os próprios empregos (naquele tempo para se levantar 5 contos-25 euros - do banco era preciso uma fiança e dois avalistas!) e por aí fora. Contado lá fora, ninguém acredita, nem nos países socialistas europeus. E a nossa Terra que era de fome e emigração tornou-se num paraíso para mais de 5.000 imigrantes estrangeiros! Portanto insisto: o que está mal não é este estado social mas sim a sua sustentabilidade. E quando se gasta mais do que se pode, há que cortar nas despesas, trabalhar em mais dum emprego ou fazer horas extraordinárias. Lamentar o estado da dívida? Não vale a pena, pois, como já escrevi aqui, todos fomos culpados que aceitámos esse dinheiro sem reservas. E os que em oposição criticam a situação não podem ser absolvidos de hipocrisia política. Aceitam a esmola mas batem em quem lha deu porque ficou pobre. Ingratidão?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;2011-05-17&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt; 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Como o segredo é a alma do negócio ninguém fala a verdade e todos mentem. Entretanto, a crise alastra como peste medieva porque o factor psicológico impele as pessoas para atitudes que são contrárias aos seus próprios interesses. Pedia-se que o estado social emagrecesse um pouco e parece-me que o que está acontecendo é que as pessoas se confundem com o estado social e não o são. Quando alguém tira o seu dinheiro do banco, quando, sem necessidade, diminui o consumo, já de si escasso, isso fragiliza o banco e o comércio. Quando alguém para economizar compra mais barato onde todos sabemos e deixa de comprar o que aqui se produz porque é mais caro, está a dar um tiro no próprio pé, pois os que cá receberem menos dinheiro menos terão para gastar e por aí adiante. É uma espécie de pescadinha com o rabo na boca. Quando se compra laranjas espanholas porque são mais brilhantes e porque os supermercados estão cheias delas quando as do nosso quintal apodrecem no chão. Há também os que fazem tudo isso para fingir economizar e inglês ver mas que depois vão a cruzeiros de luxo onde ninguém os conhece, divertir-se à grande e à francesa. Acho que nestas coisas da economia (como aliás em tudo o mais) a nossa maior preocupação deve ser não mentirmos a nós próprios. E, com espírito crítico quanto baste, tomarmos as opções mais sensatas no meio desta tempestade financeira que vai deixar vítimas pelo caminho, não hajam dúvidas. Mas o estado tem de emagrecer. 5%? Talvez. Aumentar a receita 5%? Provavelmente. Mas então porque é esse reboliço todo de aumentar a carga três ou quatro vezes mais do que é preciso oficialmente? E reduzir tudo muito mais do que anunciam? Bom, talvez porque aí continuam todos a mentir e a procurar apenas uma coisa: os que estão no poder, mantê-lo. Os que estão na oposição, obtê-lo. Enquanto isso, a barca parece à deriva. Estará?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt; 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É seu cabeça de lista o meu colega Manuel Costa. Depois de uma carreira profissional de 28 anos de serviço como bancário em que ascendeu à gerência da Caixa Geral na sua Ribeira Grande natal, decidiu, aos 50 anos de idade concretizar o sonho de continuar os estudos interrompidos pelo serviço militar. Cinco anos depois, conclui em Lisboa a Licenciatura em Direito com honrosa classificação e regressa aos Açores para exercer advocacia. Este é o homem que o partido açoriano propõe para nos representar no Parlamento de Lisboa. Na actual conjuntura política, os açorianos precisariam duma voz liberta de outras disciplinas partidárias que, tendo algumas vantagens, padecem de inconvenientes nem sempre compatíveis com as nossas aspirações, objectivos e anseios. Se a convergência partidária tem trazido alguma folga financeira, as nuvens no horizonte pressagiam a necessidade de podermos falar fora daquela ou mesmo apesar daquela. Ninguém sabe quem vai ficar em S. Bento depois do 5 de Junho mas, por estes lados, a falta de renovação das listas do PSD, pode levar a alguma deriva imprevisível que só Deus sabe a que destino nos conduzirá. A eventual subida eleitoral do partido de Paulo Portas pode não trazer benefícios directos aos Açores e até pode ser contraproducente se ele continuar na oposição. A História açoriana ensina que, nestas conjunturas, nós nos voltámos para nós próprios, fazendo das tripas coração e do bom senso e coragem as armas mais úteis. Será que desta vez vão querer usar a prata da casa? Se quiserem ela está limpa e a brilhar. Desde há 30 anos, sem descanso, sem rancor e sem mágoa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;2011-05-03&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;Suponho que a nossa maior preocupação será, agora, o que vai ser dos açorianos, face às actuais reviravoltas políticas. Temos um chefe de governo no auge da experiência política e com vasto relacionamento com o poder central e um governo na mesma situação, pelo que não estamos fragilizados quanto às pessoas. Em relação à crise financeira privada e aí não há autonomia que nos valha, esperaremos pela pancada que será, presumo, igual para todos. Sabida como é a dependência do nosso tecido empresarial da banca, é de supor que será esta a ditar o ritmo, e pela montra, há que rezar muito a Santa Europa para que a trate bem e não nos consuma, livrando-nos dos nossos inimigos, entre os quais não tenho a certeza se o FMI se conta. Talvez que sim. Postas as coisas neste pé, estarão bem os que nada devam (ou pouco) e o mal de muitos é por vezes o bem de outros. Em 1977, Mota Amaral tinha um ano de experiência governativa. Safou-se e bem, apesar da tormenta. Em 83, levava 7 anos de governação… O actual governo é apanhado com muito mais experiência governativa e com eleições regionais só para o ano que vem. Veremos como sairá da tempestade e tudo vai depender do tamanho das ondas, da força dos ventos e da robustez da embarcação que construíram. E nós, os mortais eleitores, como deveríamos comportar-nos? Como são eleições nacionais, certamente que o incauto local irá votar a favor deste e contra aquele ou no eleito do seu coração, dependendo de ser ou racionalista ou crente. Àqueles que não têm fixações obtusas caberá o desempate, de acordo com o interesse colectivo açórico e mais nada. Isto se obviamente não for dado por quem de direito o brado de Pátria em perigo, caso em que teremos de ser todos por um e um por todos. Até às eleições, há que estudar e meditar para tomarmos sozinhos a decisão correcta de levar o barco a bom porto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;Carlos Melo Bento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-size:20.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-1047461381640153209?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/1047461381640153209/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=1047461381640153209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/1047461381640153209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/1047461381640153209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/05/balelas.html' title='Balelas'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-254539274466279718</id><published>2011-04-26T12:04:00.001-07:00</published><updated>2011-04-26T12:04:32.201-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Na tempestade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Suponho que a nossa maior preocupação será, agora, o que vai ser dos açorianos, face às actuais reviravoltas políticas. Temos um chefe de governo no auge da experiência política e com vasto relacionamento com o poder central e um governo na mesma situação, pelo que não estamos fragilizados quanto às pessoas. Em relação à crise financeira privada e aí não há autonomia que nos valha, esperaremos pela pancada que será, presumo, igual para todos. Sabida como é a dependência do nosso tecido empresarial da banca, é de supor que será esta a ditar o ritmo, e pela montra, há que rezar muito a Santa Europa para que a trate bem e não nos consuma, livrando-nos dos nossos inimigos, entre os quais não tenho a certeza se o FMI se conta. Talvez que sim. Postas as coisas neste pé, estarão bem os que nada devam (ou pouco) e o mal de muitos é por vezes o bem de outros. Em 1977, Mota Amaral tinha um ano de experiência governativa. Safou-se e bem, apesar da tormenta. Em 83, levava 7 anos de governação… O actual governo é apanhado com muito mais experiência governativa e com eleições regionais só para o ano que vem. Veremos como sairá da tempestade e tudo vai depender do tamanho das ondas, da força dos ventos e da robustez da embarcação que construíram. E nós, os mortais eleitores, como deveríamos comportar-nos? Como são eleições nacionais, certamente que o incauto local irá votar a favor deste e contra aquele ou no eleito do seu coração, dependendo de ser ou racionalista ou crente. Àqueles que não têm fixações obtusas caberá o desempate, de acordo com o interesse colectivo açórico e mais nada. Isto se obviamente não for dado por quem de direito o brado de Pátria em perigo, caso em que teremos de ser todos por um e um por todos. Até às eleições, há que estudar e meditar para tomarmos sozinhos a decisão correcta de levar o barco a bom porto.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2001&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-254539274466279718?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/254539274466279718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=254539274466279718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/254539274466279718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/254539274466279718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/04/na-tempestade.html' title='Na tempestade'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-4391722137632762203</id><published>2011-04-19T12:52:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T13:01:07.216-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Boa sorte!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando soube que Augusto B. Cymbron (o da Toca, da ANAREC, da Azória) se candidatava a deputado ao Círculo Fora da Europa, pensei tratar-se duma boa aposta e dum esplêndido deputado. Não conheço ninguém mais sério em política e mais coerente como católico. Nem pessoa mais educada e capaz de ajudar o seu próximo como ele. Conheço-o há muitos e muitos anos, hélas!. Nunca desiludiu. Nunca lhe achei falta de coragem nas atitudes nem nos gestos e sempre o soube na linha da frente dos grandes combates. Colaborou comigo quando dirigi e enquanto existiu o CDS Açoriano. Nunca compreendi onde vai buscar tempo para o tanto que faz. Se bem o conheço, uma vez eleito, não parará, visitando (até a família o intimar), as comunidades do Canadá, da América da Bermuda, do Brasil, da Venezuela e da África do Sul, gerando consensos e amizades e intervindo junto de quem de direito, sempre cumprimentando (como Bernardino Machado mas sem chapéu) e sempre insistindo até conseguir levar a água ao seu moinho. Perguntará o leitor: como é que sendo filiado no Partido Democrático do Atlântico posso apoiá-lo? Apesar do PDA não concorrer por aquele círculo, faço-o sem esforço, porque deve apoiar-se quem melhor desempenhe o cargo em causa. No tempo da censura, aprendíamos a ler nas entrelinhas. Agora que a censura é ilegal mas existe na mesma, continuo a tentá-lo para perceber o que se passa de verdade e não ir no balão dos tolos. Os sábios do regime (e não me refiro necessariamente ao político) podem dizer o que quiserem mas “só irei por onde me levarem os meus passos”. Sei que esta minha opinião não lhe dará nenhum voto mas ainda assim formulo-a porque ao menos satisfaço a minha consciência de açoriano e de cidadão do Mundo. Se ele não ganhar merecerá o louvor do soldado que nunca abandonou o seu posto!&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-04-19&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Desesperos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A presente situação política é no mínimo muito complicada e não é fácil para ninguém tomar posição sobre ela. Mas o diabo é que temos obrigação de decidir o que fazer custe o que custar e a quem custar. Bem sei que a disciplina partidária é o dogma principal duma democracia partidária e, quanto a isso, ela tem funcionado com os principais partidos em sintonia com as direcções nacionais e o que se diz em Lisboa ecoa por estes lados com monótona retumbância. E, enquanto da capital vieram boas notícias (ia a escrever orçamentos), a coisa correu menos-mal. Só que, agora, vieram de fora os senhores dos fundos que ainda não aqueceram o lugar e já estão proclamando que está mal isto e aquilo. Emprestaram-nos e deram-nos dinheiro à tripa forra bem sabendo que o PIB era o que era e, agora, aqui d’el rei que nos deram dinheiro a mais. Mas então, quando é que nos mentiram, antes ou agora? Desconheciam que tínhamos medicina e ensino gratuitos, e rendimentos mínimos e apoios judiciários indiscriminados, e submarinos? E que os milhões de automóveis que aterraram num país tão pequeno e tão pobre iam ser pagos com as laranjas algarvias que são melhores que as importadas mas não se vendem porque nos impingem as deles que são intragáveis? E o combustível desses carros ia ser pago com quê? Com os peixes do nosso mar que nos rapinaram depois de nos terem comprado os alvarás dos barcos a irresistível peso de oiro? Com a carne e o leite das vacas que subsidiaram para as matarmos? Os próprios bancos foram estimulados a emprestar dinheiro a quem sabiam que não tinha hipóteses de pagar nem próprio nem juro? Tudo o que se fez com o dinheiro deles foi em proveito deles. Apetece-me dizer: os ricos que paguem a crise. Os ricos, quero dizer, os países ricos, porque a eles e só a eles cabem os erros que querem sejamos nós a pagar.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-04-12&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que fazer?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Foram infrutíferas as diligências para conseguir dos Estados Unidos a alteração da lei do repatriamento de açorianos emigrados em criança. Isto, apesar dos americanos possuírem em cá uma importante base militar, pela qual nada recebemos aparentemente. Também não resultou a ideia de se constituir um bom advogado nos próprios Estados Unidos que certamente iria conseguir anular alguns repatriamentos, mesmo sem mudança da lei, e sairia mais barato que o actual sistema de apoio social em que estamos. Também nem sequer foi equacionada no princípio desta repatriação (houve outra no tempo de Roosevelt) a hipótese de reencaminhar os repatriados para países de língua inglesa (Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, etc.) com algum apoio financeiro que lhes permitisse reiniciar uma vida diferente entre gente que falasse a única língua que conhecem bem, pois grande parte deles andou na escola americana. Tudo isso seria indiferente se a actual solução de os juntar em casas aos magotes não estivesse a criar mal-estar na vizinhança e situações ainda mais complicadas que envolvem crimes graves. Não tenho obviamente solução mágica mas como está, isto não vai acabar bem. Nem para eles nem para nós. Suponho que falta um pouco de desporto, de religião e de ensino quando não mesmo algum tratamento compulsivo. A própria imagem açoriana não sai beneficiada com indivíduos completamente embriagados, deitados no chão com garrafas na mão meias vazias, urinando ou vomitando em lugares onde os turistas passam e tudo vêm. Quando não mesmo insultando-se, agredindo-se e aos outros a quem mendigam duma forma insistente ou mesmo ameaçadora. Sei que não é o caso mas a imagem que tudo isso transmite é de indiferença dos responsáveis quer policiais quer políticos. Ou até de impotência, o que é mais grave.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-4391722137632762203?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/4391722137632762203/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=4391722137632762203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4391722137632762203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4391722137632762203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/04/boa-sorte.html' title='Boa sorte!'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-993517407157757900</id><published>2011-03-30T07:02:00.000-07:00</published><updated>2011-03-30T07:04:35.682-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>O Maremoto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No Daily Tetegraph, Peter Oborne escreveu:"A chantagem de Portugal pode dar cabo do Euro e a Inglaterra deveria proteger-se". Não consigo perceber os meandros do pensamento da nossa mais velha aliada...nesta conjuntura. Pensava-se que o Primeiro-ministro Sócrates mendigava PECs em Bruxelas. Afinal, para os nossos amigos, trata-se de pura chantagem. Confesso perplexidade. O articulista porém não se fica por aí. Cita Hague (lembram-se?): Comparou a adopção do Euro, a estar-se encravado num edifício sem saídas, e a arder. E termina com isto: Estamos a entrar em tempos aterradores e não há necessidade de tomarmos (nós ingleses) riscos desnecessários. O artigo é grande e diz outras coisas também reveladoras. Eles (os ingleses) pintaram a manta, não entrando para o euro, mantendo as suas colónias (domínios) contra o espírito da Europa mas obrigando-nos a largar as nossas; deixaram os irlandeses e os gregos aldrabarem as contas e depositarem o dinheiro dessas aldrabices nos “Off-Shores” ingleses ou seus parentes. E, agora, a culpa é nossa que os chantageámos. O ilustre articulista chega ao desplante de afirmar que Sarkozy e Merkel estão sonhando (sic!) porque estão a lutar contra forças que não podem controlar. É verdade que estão lutando, apoiando-se e sendo apoiados pelos restantes países que adoptaram o Euro. Mas se há luta de forças não controladas pelas maiores potências económicas (e não só) da Europa Continental, quem é que está por detrás dessas forças incontroláveis? Os mesmos que levaram à união anti natura de toda a Oposição portuguesa (tu quoque filii meus comunistae!) para deitar abaixo um Governo que tentava aflitivamente escapar da bancarrota com o apoio daqueles grandes? Se não é, parece. Açorianos, agarremo-nos firmemente ao barco, resguardemos o piloto, que o maremoto vem aí e não é pequeno. Carlos Melo Bento 2011-03-29&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-993517407157757900?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/993517407157757900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=993517407157757900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/993517407157757900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/993517407157757900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/03/o-maremoto.html' title='O Maremoto'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-7502678285590262514</id><published>2011-03-14T12:01:00.000-07:00</published><updated>2011-03-14T12:05:48.640-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>À Rasca?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Antes, ninguém tinha carro e as estradas raras; hoje, há muitos milhares, quase tantos como as famílias e tantas estradas que é mistério. Antes, quando o médico alemão saía em viagem de “estudo” (os médicos não tinham direito a férias), logo as almas caridosas rezavam, não fosse ficar por lá ou demorar muito e que o Senhor Santo Cristo nos livrasse de ser precisa alguma operação de emergência, tão poucos os operadores dum hospital com enfermarias medievais e quartos de pensão antiga. Todos juntavam dinheiro para doença, remédios e doutor. Hoje, briga-se no vasto, moderno e bem equipado hospital porque: “aquela passou à minha frente e não há direito!”, e a gaveta dos remédios está tão cheia que é pena ter que os pôr pró lixo. Antes, a cidade tinha 1 juiz e 1500 processos, um tribunal de trabalho com escassa meia dúzia de pendências e contavam-se pelos dedos da mão direita os do apoio judiciário. Hoje, há 5 juízes, 2 presidentes, 1 tribunal administrativo, um de contas, o de trabalho e mais de 20.000 processos (e estão sempre a entrar mais!). O Ministério Público tinha 1 magistrado, hoje anda pela dezena e os processos são 20 vezes mais. Consultas de graça aos milhares e processos apoiados outros tantos. Antes, havia meia dúzia de escolas, e uma e meia do secundário, e professores efectivos não chegavam a uma dúzia no Liceu e na Escola Industrial. Hoje, há tantas escolas (algumas com piscina aquecida) e Universidade e até já se fecham algumas por desnecessárias e os quadros têm professores com habilitação própria e dezenas de milhar de alunos com transportes subsidiados. Antes, havia raros telefones e ai de quem fizesse uma chamada para Lisboa que havia molho. Hoje, até as crianças têm 2 telefones cada, os pobres rendimento de reinserção, subsídio de desemprego prolongado e trocos para a droga que o que é preciso é viver agora. À rasca? Con certezamente.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-03-14 &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Absurdos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um preso, condenado a vários anos por crimes de natureza não divulgada, recusa-se a limpar a cela que, conspurcada com dejectos de toda a espécie, causa nojo aos companheiros de desdita, que reagem com greves de fome e quejandos. O director ouviu a psiquiatria que informou tratar-se de pessoa psiquicamente normal. Face a este parecer técnico, a autoridade prisional usou o regulamento e mandou empregar a força. Por causa das coisas, mandou filmar a operação, não fossem acusá-lo de ter violado a lei. Tudo certo e tudo errado. Para já, como pode ser normal um indivíduo que reage daquela maneira à prisão? Que tipo de psiquiatria temos que, perante uma anomalia gravíssima do comportamento humano, se atreve a considerar normal o que a comete? Que raio de medo o da autoridade prisional, que tem à sua guarda centenas de outros reclusos com comportamento normal, e não se insurge indignadamente contra um parecer pericial manifestamente incompetente e absurdo? Depois, porque usar a força bruta dos choques eléctricos contra um indivíduo que não se pode defender, quando uma boa mangueirada resolvia boa parte do problema? Que raio de medo legalista invadiu o país que um indivíduo fica morto em casa meses a fio porque quem deveria ter autoridade e coragem não tem um pingo de bravura para rebentar a porta e tentar ajudar um ser humano que pode estar em perigo e pode ser salvo? Nem os parentes? Custa a crer que foi este povo que se bateu em Aljubarrota e descobriu a Índia, depois de séculos de cobardia do resto da humanidade. Agora, um pobre miúdo que estuda numa secundária desta cidade, chora de pavor com medo de ir à escola para não ser espancado pelos que deviam ser seus amigos, tornando a escola no melhor tempo da sua vida? Um inquérito? Psicólogos? Reuniões? Isto precisa é de acção e daquilo que distingue os homens, dos do sexo oposto.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-03-07&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-7502678285590262514?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/7502678285590262514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=7502678285590262514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7502678285590262514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7502678285590262514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/03/rasca.html' title='À Rasca?'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-1863710463245433553</id><published>2011-03-01T09:21:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T09:23:22.340-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Alma mater</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A nossa mais importante instituição é, sem dúvida, a Universidade, privilégio que, gerado no antigo regime, o actual concretizou em toda a plenitude. Com defeitos e virtudes como tudo o que é humano, ela transformou o nosso viver, melhorando-o de sobremaneira, forjando cérebros para a administração pública e privada, rasgando horizontes, abrindo a porta aos que, por razões económicas ou sociais, não podiam ir estudar para fora, emagrecendo o corpo dos que, com capacidade intelectual para se formarem, jaziam revoltados e frustrados na ilha ou na diáspora e para esta foram empurrados por incontáveis necessidades. Tudo mudou em virtude dessa Alma Mater da açorianidade coeva, fortalecendo e robustecendo o pensamento colectivo deste querido Povo. Penso que nem os seus fundadores primeiros, com José Enes por guia, assessorado por Ricardo Ferreira, Carlos Medeiros e tantos outros devotados sacerdotes de Minerva (passe o romantismo) que contra ventos e marés levaram a bom porto a barca do nosso saber, imaginaram o imenso impacto positivo que provoca. Magníficos Reitores temos tido e a eles se vai ficando a dever um labor titânico de robustecer o prestígio sempre crescente dessa casa: além de Enes, Machado Pires, Vasco Garcia e Avelino Menezes. Como termina agora o mandato deste, seria salutar que a escolha do próximo Reitor fosse criteriosa, cautelosa e muito inteligente. Não pode depender apenas de critérios políticos ou de equilíbrios pessoais ou de grupos. Até agora, houve um certo unanimismo na escolha e, embora tudo permita debate, se calhar, vai continuar como até aqui, e não há mal nisso. Oxalá, porém, que se decidam por alguém que, para além de possuir, obviamente, os predicados académicos e intelectuais e culturais que se exigem para tão alto cargo, seja irremediavelmente nosso e sem alternativa de poder ser outra coisa.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-02-22 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Abismo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um engenheiro agrónomo de meia-idade, com a jovem neta ao colo, mata a sangue frio e a tiro de pistola, o pai da menina, advogado, seu genro. A mãe da criança é uma Juíza. Trata-se dum crime passional, entre gente da alta sociedade cultural do País, pelo que, como pode ver-se, as paixões, o amor e o ódio, não escolhem nem classes, nem idades. Tudo começa quando se elevou o divórcio ao altar das soluções corriqueiras para os grandes problemas humanos. A vida passou a ser um incidente de nenhuma importância perante os interesses materiais imediatos. Os vínculos naturais passaram a ser tratados pela lei como acidentes de percurso. A filiação natural pode ser substituída pela adopção, a gravidez inoportuna pode ser resolvida com o aborto, as questões conjugais podem ser suprimidas pelo divórcio que passou a ser mais fácil que o próprio casamento. Esqueceram-se estes crânios que a natureza das coisas não pode ser alterada por decreto e o instinto é algo de insondável que não sei se a própria natureza pode alterar, muito menos o homem. Como advogado, tenho chamado insistentemente a atenção para os dramas que esta bandalheira moral está a causar numa sociedade em que só a Igreja (honra lhe seja) tem defendido, durante séculos e sem tergiversar, a lei natural e a vida. Fora da vida e da sua transmissão nada mais é tão sagrado. Entre o estado social e a vida, esta é a escolha necessária e única. O namoro (que prepara a dita transmissão da vida) é das actividades humanas da maior importância e é normalmente enfrentado com frivolidade e tratado levianamente como brincadeira, por uma geração que julga que sabe tudo! Os nossos legisladores têm de parar para pensar já que os eleitores não param nem pensam. Por este caminho, isto não vai acabar bem. Vai morrer mais gente sem querer e vai nascer menos por banalizarmos o viver.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-03-01&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-1863710463245433553?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/1863710463245433553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=1863710463245433553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/1863710463245433553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/1863710463245433553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/03/alma-mater.html' title='Alma mater'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-4899590161879016998</id><published>2011-02-15T11:57:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T11:58:17.100-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Borges Coutinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é fácil julgar um político com a dimensão de Borges Coutinho. Dediquei-lhe um capítulo na minha História dos Açores porque no Estado Novo, ele personificou quase sozinho, a luta pela democracia, arriscando o que tinha e a própria liberdade pelo ideal de luta pelos mais desfavorecidas, não obstante pertencer ele próprio à classe dominante, há séculos. Revendo o passado, descobri atitudes corajosas e sempre direccionadas à realização desse ideal. Antes de 1974, para os que, como eu, não eram oposicionistas, quem não estava com o governo era comunista e foi com essa imagem que, depois da restauração da democracia, ele surge no mais importante cargo político: o de Governador do Distrito Autónomo de Ponta Delgada. Branco Camacho, Secretário-geral do Governo Civil, aquando da posse de Borges Coutinho, afirmou a alguém que indagara quem assistira à cerimónia, que tinham lá estado todos os que antes frequentavam essas posses mais todos os que ali nunca punham os pés. E esse facto traduz o que se passava: estavam todos com o Dr. Borges Coutinho, que era assim a esperança duma passagem pacífica para o novo regime. Infelizmente, como lhe disse então Gomes de Menezes, ele esquecia-se que já não precisava de conspirar pois estava no poder. Desviado da governação há tempo demais, o líder da Oposição Democrática acabou por virar contra si toda a direita, o centro e os que dependiam dum bom poder para que as empresas funcionassem normalmente. Todos viram nele não a solução mas o problema. No Seis de Junho de 1974, que uma democracia verdadeira tinha de respeitar, o ambicioso comandante militar, sacrificou-o para subir ao trono, confundindo os espíritos com uma contra informação e violência que chamou violência. Só depois se poderá fazer justiça a esse homem corajoso e idealista cujas cinzas ontem foram colocadas no jazigo duma das nossas mais ilustres famílias.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-02-15&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-4899590161879016998?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/4899590161879016998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=4899590161879016998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4899590161879016998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4899590161879016998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/02/borges-coutinho.html' title='Borges Coutinho'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-2005549311325100494</id><published>2011-02-08T11:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T11:06:56.928-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Camões falido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Causou estranheza o anúncio não desmentido ainda, do colapso científico e técnico (se é que é legítimo separar estas duas vertentes) e financeiro do projecto geotérmico da Terceira. A energia geotérmica é um privilégio de terras como a nossa, contrabalançado pelas catástrofes que o vulcanismo segrega. O projecto micaelense passou por diversas fases, algumas delas impostas pela natureza experimental da indústria que então dava os primeiros passos mesmo a nível mundial, a despeito de já ter anos de experiências nem sempre felizes. Tivemos então ocasião de ganhar conhecimentos preciosos que permitiram, depois dos balanços do costume, obter um sucesso muito apreciável que até trouxe a esta ilha ilustres visitantes, nomes sonantes das ciências geológicas de renome mundial e não só. Tudo aconteceu, até um miserável processo crime, que não obstante o desgaste psicológico e físico que provocou nos injustamente visados pela inveja e pela ganância (de quem conseguiu safar-se impune!), a verdade é que conhecimentos sem preço vieram à tona, para satisfação dos incrédulos e pesar dos cínicos. Depois, foi um rosário de tolices duns tontos que iam dando com aquilo tudo em pantanas, não fosse a lucidez de outros (poucos) de engolirem o orgulho e a vaidade e irem buscar a única pessoa com saber para salvar o projecto e os milhões enterrados. Uma vez salvos, porém (e o escorpião nunca deixa de o ser), arejaram-no e o resultado está à vista. É preciso nos convencermos que o segredo é a alma do negócio e que as pessoas superiormente inteligentes nunca ensinam tudo o que sabem, até porque há coisas que não se ensinam. Ou se nasce sabendo ou morre-se sem elas. Isto em qualquer campo: ciência, política, etc. os povos discretos, aproveitam os seus génios enquanto vivos. Camões morreu pedindo esmola como um sem abrigo, em Lisboa, capital do comércio…&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-02-08&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-2005549311325100494?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/2005549311325100494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=2005549311325100494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/2005549311325100494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/2005549311325100494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/02/camoes-falido.html' title='Camões falido'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-7895442815047589499</id><published>2011-02-06T05:59:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T06:06:40.471-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discursos'/><title type='text'>No lançamento da Biografia de Victor Cruz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Senhor Secretário&lt;br /&gt;Senhora Presidente&lt;br /&gt;Senhor Dr. João Figueiredo&lt;br /&gt;Amigo, Primo, Compadre e senhor Gustavo Moura&lt;br /&gt;Meu bom amigo e compadre Victor Cruz&lt;br /&gt;Minhas senhoras e meus senhores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje realizo um sonho que acalentei durante muitos anos. Prestar uma homenagem ao Amigo que sempre admirei e estimo, publicando uma narrativa sobre a sua fascinante vida de artista, de empresário e de açoriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui fazer a estátua com a dimensão que o modelo merecia mas faltou-me o talento e fôlego para este tipo de obra que Victor Cruz bem merecia e merece, pelo que a pequena biografia que desenhei ficará aí como um ensaio que oxalá inspire outro com melhor capacidade, pois o personagem e a sua vivência bem merecem um mais aprofundado estudo, tão importante foi para moldar a imaginação, a cultura e porque não dizê-lo, a felicidade de tanta gente que teve a dita de o conhecer e conviver com uma das personalidades mais fascinantes da nossa Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Secretário, Professor Dr. José Contente, gostaria de agradecer a gentileza do gesto que o Governo Regional quis ter a bondade de fazer, através da sua presença no lançamento desta pequena e despretensiosa biografia, que certamente se deve mais à importância do biografado que àquela, mas não deixa de ser significativo que quem tem tanto que fazer no seu alto cargo, possa roubar algum tempo para nos acompanhar em momento tão particular para a vida do meu Biografado e para mim. Creia que me sensibilizou muito e não o esquecerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À senhora Presidente da Câmara continuo agradecido e agradecendo pois que sempre quis dar-me a honra de participar nas minhas iniciativas culturais, emprestando-lhe o brilho que doutra forma nunca teriam tido. Sabe bem ver que a primeira magistrada da cidade e do Concelho onde nasci protege e estimula as iniciativas que podem contribuir para aumentar o nosso conhecimento. Por outro lado, Vossa Excelência nunca escondeu a admiração por Victor Cruz, daí que ambos de algum modo merecíamos a sua importante e significativa presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu Amigo, compadre e primo Gustavo Moura agradeço a pronta anuência ao convite para apresentar o trabalho aqui lançado. Com problemas de saúde pessoais e familiares arreliantes, sei que não foi tarefa fácil. Mas se o conheço bem (e julgo que sim, pois desde tenra idade me habituei a contactar com ele que namorou de muito novo a minha prima mais velha e mais bonita e continua a namorar com ela até hoje!), conseguiu levar a água ao seu moinho. Marido, pai, avô e bisavô exemplar, ele é um dos pilares do nosso jornalismo. Estrutural e cansativamente honesto, conseguiu colocar o Açoriano Oriental que dirigiu como ninguém durante décadas, no pódio do mais lido e respeitado jornal dos Açores.&lt;br /&gt;Nos seus artigos de opinião, pode-se não concordar, não se pode é deixar de lê-lo, pois o bom senso serve de alicerce e guia para a sua tomada de posições, e é sempre bom ter-se alguém com os pés no chão quando a imaginação nos impele a construir castelos no ar.&lt;br /&gt;Bem hajas, querido amigo, por teres dito o que disseste sobre este trabalho. Ao escrever isto, não sabia o que irias dizer mas certamente foi mais uma das tuas e nunca me escapou nenhuma. Por outro lado a tua amizade e admiração pelo compadre Victor Cruz não é segredo para ninguém, por isso, mesmo que quisesses escapulir-te a este primo inoportuno, sempre o mais brilhante talento da nossa geração haveria de seduzir-te e impelir a que cumprisses mais esta doce obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, meu Compadre Victor Cruz (Somos compadres desde que o saudoso Dr. Abel Carreiro, quando estávamos presos, sugeriu que assim nos tratássemos, para nos distinguirmos dos camaradas e companheiros de outras latitudes). Desculpa-me ter feito obra tão pouca quando merecias muito mais. Apesar do apoio de D. Sara e das miríades de fotografias que vocês disponibilizaram, as varinhas mágicas de José António Rodrigues, esse fotógrafo de eleição que a Ilha seduziu, e de Orlando Medeiros que tudo compôs com mestria, conseguiram um trabalho de impressão notável que muito agradeço.&lt;br /&gt;À Publiçor aqui dignamente representada pelo Dr. João Figueiredo, mariense, que às Relações Públicas açorianas tem dedicado muito do seu precioso tempo e a quem já tanto devem, o meu agradecimento sincero pelo cuidado e zelo na preparação desta cerimónia que não teria atingido esta qualidade sem a sua intervenção ainda por cima apoiada pela imprescindível Maria Joaquina Calado cujo sereno cuidado tanto nos tem ajudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos Vossas Excelências um obrigado sentido pela vossa presença e, boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Melo bentoSolar da Graça, em Ponta Delgada, 3 de Fevereiro de 2011 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-7895442815047589499?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/7895442815047589499/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=7895442815047589499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7895442815047589499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7895442815047589499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/02/no-lancamento-da-biografia-de-victor.html' title='No lançamento da Biografia de Victor Cruz'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-6264687796057897993</id><published>2011-02-06T05:58:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T05:59:02.549-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>36.122 contentes!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos, portanto, na mesma situação que estávamos antes das eleições, só que agora o Presidente pode  falar em nosso nome com toda a legitimidade democrática. É indiferente que tenham votado nele apenas 16% do eleitorado açoriano. Dos que votaram validamente, 52,88% apoiaram a reeleição de quem nos tratou como nenhum açoriano tem o direito de ignorar. Ficaram em casa 139.066 eleitores! Votaram em branco 3.711 votantes! Outros anularam 791 votos. A verdade é que toda essa gente (143.568 inscritos ou sejam, 64,8% dos eleitores açorianos) nada vale perante os 36.122 votantes do Presidente! Quem não vota, quem vota branco quem vota nulo, pura e simplesmente não conta. Quem manda neles, politicamente, entenda-se, é a maioria da minoria que fez a coisa como deve ser. Quem sabe consola-se. Podem os analistas esfalfarem-se a explicar que os votos nulos e inválidos e a abstenção são um protesto surdo de todos esses açorianos. Surdo pode ser, agora que provocam sonoras gargalhadas num sítio que eu cá sei, isso provocam. Resultado, ficamos na mesma. Por cá César, por lá Cavaco. Alguns mais expeditos tentaram colar César a esta derrota para fins regionais mas isso era o mesmo que dizer que a culpa do Porto estar à frente do campeonato é das derrotas do Santa Clara. São campeonatos diferentes, jogos diferentes e campos diferentes. O Santa Clara é simpatizante e apoiante do Benfica mas isso será um tanto indiferente para o que se passa nos relvados continentais da primeira liga. Mesmo que o Santa Clara ganhasse (como lhe competia) todos os jogos da sua, isso em nada melhoraria a posição do seu apoiado. A César deve Alegre 2.773 votos a mais do que teve em 2006. Talvez seja pouco mas será um sinal de que ele, mesmo com um candidato não ideal, ainda tem influência positiva no eleitorado açórico.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-01-25&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-6264687796057897993?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/6264687796057897993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=6264687796057897993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6264687796057897993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6264687796057897993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/02/36122-contentes.html' title='36.122 contentes!'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-292180239386149583</id><published>2011-02-06T05:53:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T05:54:09.920-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Os utópicos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Monsenhor Weber Machado é um matemático e sacerdote católico, e, se não me engano, homem de esquerda moderada. No tempo do Estado Novo quando a Igreja tradicional era um dos esteios do conservadorismo dominante, alinhou com aqueles que saudavelmente se preocupavam com os desfavorecidos, e lutou pela mudança que sempre desejou com as reticências próprias de quem defende os valores cristãos mesmo na mudança. Agora, a propósito das compensações que a Administração César deu à classe média açoriana, veio de novo à ribalta para discordar, chamando à colação os que ganham menos que os compensados, naturalmente dando um paternal puxão de orelhas ao governo gerado pelas antigas lutas em que militou, julgo que no grupo do saudoso Júlio Quintino, Melo Antunes etc. Como penso à direita, não consigo chegar às mesmas conclusões. Obviamente que a defesa dos mais desprotegidos não está em causa. Esse é um imperativo dos nossos tempos, conquista da civilização de que só por absurdo se pode discordar. Mas a questão é outra: como se consegue ajudar os desprotegidos? Dividindo a riqueza existente por eles ou produzindo mais riqueza para poder ser distribuída por eles? Thatcher disse que socialismo é dividir por todos a riqueza dos outros enquanto ela dura. E depois? César percebeu que a utopia socialista só perdurará se for auto sustentável. Daí que tenha ido buscar à direita a fórmula de apoiar a classe média, a única que pode gerar riqueza e sem a qual o socialismo se torna na miséria em que os falecidos soviéticos a tornaram. Franco percebeu-o (Salazar não, daí o que somos hoje, órfãos políticos duma direita sem objectivos para além do poder pessoal). Mas, infelizmente, nenhum percebeu a lição da História. Em Viseu, retiraram da parede da escola a frase de Salazar: “A escola é a sagrada oficina das almas”. Bem bom que não foi ele a descobrir a lei da relatividade!&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-02-01&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-292180239386149583?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/292180239386149583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=292180239386149583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/292180239386149583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/292180239386149583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/02/os-utopicos.html' title='Os utópicos'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-500407565594652859</id><published>2011-01-18T11:20:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T11:50:08.749-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Haja dignidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Normalmente não exige muita atenção a intrigalhada política continental porque ela nos desvia a atenção dos nossos problemas que, esses sim, precisam que cuidemos deles. Mas, às vezes, não é possível evitá-lo, uma vez que os açorianos não quiseram ser independentes pelo que, agora, há que gerir as dependências o melhor possível, e enquanto for possível. A mais importante delas é a chefia do Estado para cuja eleição nós contámos qualquer coisa como dois por cento se votássemos todos…mas, vota apenas metade. Mesmo assim, os de lá não desprezam essa migalhinha. A partir daqui, vejamos o que está em jogo: o candidato que nos humilhou publicamente cá dentro e lá fora diz que o País não pode aguentar uma crise política em cima duma crise económico financeira. Mas, a verdade é que só se ele vencesse é que a crise política seria inevitável, pois ninguém acredita que Alegre, se ganhar, vá demitir o seu próprio partido do poder. O candidato em causa que não respeitou o nosso Estatuto, votado por unanimidade por todos os representantes do Povo Açoriano, diz que o País não aguenta uma segunda volta eleitoral, mas o que ele quer dizer (e não diz) é que se não ganhar à primeira, já não ganha à segunda contra a esquerda unida. Finalmente, ele acusa os outros da ineficácia financeira do Estado mas esquece-se, apesar de não precisar de reincarnar 2 vezes para ser um pessoa séria, que se estamos na UE há 25 anos, ele ocupou os mais importantes e responsabilizantes cargos do Estado durante 15! Nunca poderá ser absolvido da situação actual, com a agravante de ter herdado parte substancial da pesada herança em ouro que o outro deixou. Agora, ameaça com mais 5 anos de permanência à frente do Estado! Se calhar a culpa da actual crise, na sua cabeça, foi nossa. Por isso, se os açorianos votarem nele, além de cometerem um erro político óbvio, praticam uma indignidade que os nossos antepassados nunca cometeram.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;18.1.2011 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-500407565594652859?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/500407565594652859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=500407565594652859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/500407565594652859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/500407565594652859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/01/haja-dignidade.html' title='Haja dignidade'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-652698899881921443</id><published>2011-01-17T12:22:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T12:24:36.739-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Ouviram?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por incrível que pareça a alguns distraídos, a eleição do Chefe de Estado é mais importante do que a eleição do melhor treinador do mundo. Infelizmente, açorianos há que sabem tudo de futebol e nada sobre política. A nossa vida (incluindo o futebol) depende da forma como formos governados. Certo que o presidente da República não governa, mas é tanta a importância do cargo (antes exercido, e por graça de Deus, só por reis e filhos) que um capricho dele muda tudo. Daí que não pode ser indiferente aos açorianos a pessoa que vai exercer o cargo. Corre-nos nas veias o mesmo sangue, descobrimos e povoámos isto e sempre quisemos pertencer ao conjunto colossal que ajudámos a criar, participando na expansão e na construção do Império. Quando este regrediu, parou à nossa porta. Como já não éramos exactamente iguais, conseguimos autonomia. Esta, até ver, vem servindo para aprendermos a governarmo-nos, mesmo contra vontade de alguns que, no seu interesse, não querem que deixemos de contribuir com o que isto rende para o regabofe nacional. Ora, um dos actuais candidatos, não fez cerimónia em humilhar-nos publicamente como Povo cujos representantes votaram por unanimidade certo Estatuto. Mandou parar o País e toca a desancar-nos. No estrangeiro, contra a palavra solene que dera, criticou-nos como se fossemos lixo. Nem respeitou o voto democrático (ah! se isto fosse uma ilha inglesa!), borrifou-se para a vergonha em que nos colocava perante o País e o Mundo, e, olhando apenas para o umbigo, mandou-nos arrumar tudo na mala e calar. Podia ter chamado os responsáveis, pedido que reconsiderássemos, que havia soluções de compromisso, que evitássemos humilhações, como faria alguém de bom senso e bom feitio. Não senhor. Tirem já isso dali e acabou-se! que quem manda sou eu. E quando houver eleições, votem em mim, ouviram?&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-01-11 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-652698899881921443?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/652698899881921443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=652698899881921443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/652698899881921443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/652698899881921443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/01/ouviram.html' title='Ouviram?'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-214082964856239355</id><published>2011-01-04T11:27:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T11:30:26.741-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='açoriano2011'/><title type='text'>Seguidismo e dignidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não haverá centralismo se não houver seguidismo. E a contrária também é verdadeira: só haverá centralismo se houver seguidistas. Seguidismo pode definir-se como a atitude mental que se traduz na obediência cega e acrítica às ordens “superiores” e dos “superiores”. É óptimo e assume importância fundamental na disciplina militar, principalmente em tempo de guerra. Em política, a questão é mais complicada porque a política é uma arte difícil. É aparência, é habilidade, é coragem, é resultado. É conseguir paz e harmonia social. É lutar contra o desemprego, contra a fome, contra a insegurança. É obter progresso na educação e na cultura. É formar homens e mulheres dignas desse nome, capazes de defender os valores supremos da sociedade humana: a vida e a natureza que a sustenta e permite. É criar justiça nas relações sociais, económicas, familiares e penais. Homens e Mulheres, entenda-se, não escravos humildes e submissos. O medo de ser livre faz o orgulho de ser escravo. Os açorianos são seres livres, que saíram do reino de Portugal há 500 anos, por aventura ou enfartamento, enfrentaram o Mar tenebroso, descobriram, povoaram e defenderam, praticamente sozinhos, estes penedos alagados e instáveis neste fim do Mundo. Não precisam de ninguém que os ensine a sobreviver aqui nem que lhes dê ordens do alto dos tronos a que se alcandoraram. Precisam apenas que não lhes tirem nada e, se possível, que lhes devolvam o que lhes roubaram todos esses anos. A nós não nos deram pedaços dum País. Nós é que para aqui viemos descobri-lo e construí-lo. A massa de que somos feitos, a cultura que trouxemos, a vontade que nos sustenta são idênticos às da nossa origem? Sim mas tão autónoma como a matriz de que saímos por vontade própria. Quem nos não trata com dignidade e respeito não deve merecer o nosso apoio. Senão, todo o nosso sofrimento foi em vão.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2011-01-04&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-214082964856239355?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/214082964856239355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=214082964856239355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/214082964856239355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/214082964856239355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2011/01/seguidismo-e-dignidade.html' title='Seguidismo e dignidade'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-7398828702521050691</id><published>2010-12-28T11:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T11:48:03.026-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Dez mais de 2010, segunda parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora no campo da ciência quem se destacou este ano. Muitos são os ecos que nos chegaram da excelência do trabalho efectuado no Departamento de Oceanografia e Pescas da nossa Universidade, pólo da Horta que Frederico Machado ajudou a fundar. E, de facto, o seu mais alto responsável, Ricardo Serrão dos Santos, em razão do trabalho desse departamento universitário que dirige, foi convidado para integrar o prestigiado Conselho Científico do Instituto Oceanográfico de Paris juntamente com os outros nove cientistas europeus que o compõem. Justa consagração para quem elevou bem alto o nome dos Açores em terreno de tanta complexidade e debate. Na pessoa de Serrão dos Santos (lembrando os seus notáveis colaboradores), é justo colocar o título de cientista do ano. Como contista sublime, escolho Daniel de Sá, cuja escrita atingiu a perfeição da simplicidade (o seu último conto de Natal é uma obra prima), a beleza dum estilo inimitável e a medida universal do açorianismo, esse sim, património da Humanidade. Para político do ano, a escolha não é fácil porque Carlos César apenas cumpriu, corajosamente é certo, mas o que era a obrigação do seu alto cargo. Sérgio Ávila, porém, ergueu-se, sem descurar a sua postura como terceirense, a um patamar de mentor do ritmo seguro da política açoriana, que fundamentou (sempre que teve de falar no Parlamento) com lógica e equilíbrio, uma opção divergente porque indispensável à defesa dos nossos legítimos interesses colectivos. É para ele, portanto, a palma de melhor político de 2010. O acontecimento do ano não pode deixar de ser a deliberação dos grupos parlamentares do PS, CDS/PP, BE (cuja líder continua a marcar pontos) e do PCP, pela confirmação (não obstante as pressões políticas em contrário) do vetado Orçamento de 2011. Bom Ano.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-12-28&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-7398828702521050691?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/7398828702521050691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=7398828702521050691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7398828702521050691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7398828702521050691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/12/dez-mais-de-2010-segunda-parte.html' title='Dez mais de 2010, segunda parte'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-662801383412948746</id><published>2010-12-21T11:52:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T11:55:22.856-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Dez mais de 2010</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há sempre entre nós pessoas que se distinguem de forma a deverem ser apontados como exemplo a seguir, se quisermos melhorar o nosso viver. Vislumbrá-los entre o dilúvio de críticas que todos os anos chovem contra nós, não é fácil mas não é impossível. O melhor jornalista de opinião, de belo estilo, contundência, coragem e verdade no amor à Terra dos nossos pais foi sem dúvida Jorge do Nascimento Cabral cuja morte em plena idade da sabedoria ainda o elevou mais pelo tremendo vazio que deixou. Dos artistas, saliento o fotógrafo José António Rodrigues por trabalhos como as Sete Maravilhas, de Almeida Mello e Dos Vulcões dos Açores, de Victor Hugo Forjaz e Zilda França. Empresário apontaremos os Euromotas como exemplo de dinamismo e profissionalismo, traduzido num grande investimento na Ribeira Grande em plena época de recessão, exemplo de coragem e confiança no futuro de todos nós. O livro mais belo que se publicou este ano foi o Minha Ilha, Minha Casa, do florentino Alfredo Luís 1902-1977, (traduzido do inglês Home is an Island, publicado na América, em 1951, como Alfred Lewis), grito de alma dum açoriano genial, forjado na Ilha das Flores, romancista, contista e dramaturgo. Patrícia Carreiro, Emanuel Botelho e Álamo de Oliveira, também produziram obras de vulto, no romance (aquela) e na poesia (estes) mas fiquei-me pelo Alfredo Luís pois a sua leitura tem muito da violência telúrica que fabrica o nosso espírito, nele acossado pela diáspora açórica. João Ponte continua a ser o autarca que se distingue pelo equilíbrio, isenção e dinamismo e foi ele que em 2010 voltou a merecer a palma. Para desportista do ano proponho o angrense Pedro Bartolomeu que no quadriatlo (natação, cayak, ciclismo e corrida) ficou entre os seis melhores do mundo, praticamente sem apoios oficiais! Dos outros direi para a semana. Bom Natal.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-12-21&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-662801383412948746?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/662801383412948746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=662801383412948746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/662801383412948746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/662801383412948746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/12/dez-mais-de-2010-ha-sempre-entre-nos.html' title='Dez mais de 2010'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-6271315614849230168</id><published>2010-12-14T11:22:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T11:27:01.888-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Água suja</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei que sentimento me invadiu quando das declarações de Jorge Miranda, pai biológico da Constituição, sobre a polémica gerada na ajuda à classe média açoriana que o Parlamento decretou. Que ia considerar inconstitucional, era adquirido. Que tivesse a temeridade de o justificar com argumentos jurídicos, parecia impossível. Um professor universitário, em fim de carreira (ele andava na Faculdade um ano ou dois à minha frente e eu já faço este ano o “curioso número”), não vai deixar ir o seu eventual prestígio desaguar no mar dos fanatismos onde tudo é “lixo estruturado”. Enganei-me. Que o princípio da solidariedade e da igualdade tinham sido violados. Pois sim! Então, lá porque um concidadão nosso passa fome, os outros todos têm de ser solidários e passar fome com ele? Que raio de conceito jurídico! Ainda se fosse dar-lhe de comer ainda vai que isso sim é solidariedade. Agora, porque o Jorge Miranda morre de sede no deserto do Sará onde a sua má cabeça o levou sem cantil adequado, eu tenho que morrer de sede aqui, que chove todos os dias como se sabe pela lúcida previsão meteorológica diariamente elaborada de Verão e Inverno. Já a regra da igualdade, aí sua excelência tem toda a razão. É preciso retirar a todos os funcionários da administração central os subsídios que aqui recebem há anos que isso não se faz. Jorge Miranda dixit. E devolver os que receberam desde que concebeu a dita filha biológica (1976!). Ora, valha-me Nossa Senhora, como diz Eduardo de Medeiros quando certo social-democrata lhe manda notas para o Alevá. A igualdade em situações desiguais é coisa diferente de alinhar por baixo. Para que uma rapariga baixa fique na passerelle da altura da mais alta, dá-se-lhe sapatos altos, não se corta os pés à outra. Só que estamos como na fábula do lobo e do cordeiro: se não foste tu foi tua mãe quem sujou a água.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-12-14&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-6271315614849230168?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/6271315614849230168/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=6271315614849230168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6271315614849230168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6271315614849230168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/12/agua-suja.html' title='Água suja'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-7557772613924388321</id><published>2010-12-07T12:02:00.001-08:00</published><updated>2010-12-07T12:02:44.750-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Firme, Presidente!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O 6 de Junho da esquerda democrática  era esperado. É que, estando a esquerda no poder, haveria de chegar o momento em que os interesses dos Açores teriam de conflituar com os do resto do País e, então, os nossos esquerdistas teriam que decidir o que tivesse de ser decidido e os outros haveriam de fazer os escarcéu do costume, com as habituais consequências. Até aqui, a esquerda centralista (!) não admitia que os Açores retirassem aos trabalhadores um cêntimo, pois que os separatistas (nome porque lá fora são conhecidos os açorianos que gostam de administrar isto sem terem de pedir licença)  eram uns terratenentes fascistoides que exploravam sem consciência os trabalhadores e os mais desfavorecidos para irem depois dançar e jogar a dinheiro para o clube. A coisa virou, a esquerda subiu ao poder (e bem, diga-se) e eis que os governantes começaram a tomar as medidas que têm que ser tomadas para vivermos um pouco melhor e, apesar do muito que foi feito no social, ainda longe da média nacional. Preocupados com a previsível fuga de cérebros da classe média, chaga que sempre nos atormentou desde que somos gente, os nossos deputados criaram uma compensação para aqueles dessa classe que iriam sofrer com as diminuições salariais tornadas necessárias pela construção de mil milhões de euros em estádios de futebol e outras tolices de novos ricos que por lá se fizeram. Sérgio Ávila arrecadou algumas poupanças e chegou  a altura de jogar pelo seguro e manter aqui os que mais falta nos fazem. Ardeu Troia. Que esse dinheiro era deles! Que a solidariedade etc. etc. O dinheiro não é deles, é nosso: 600 milhões das Misericórdias, 1832; 250 milhões da moeda de ouro virada papel, 1898; 50 milhões da moeda fraca em 1931; a Base etc.; o pouco que deram (vindo da Europa) nem dá para o juro. Deixem-nos governar o que é nosso. Aprendam connosco a não fazer asneiras e bico calado.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-12-07&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-7557772613924388321?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/7557772613924388321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=7557772613924388321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7557772613924388321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7557772613924388321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/12/firme-presidente.html' title='Firme, Presidente!'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-6406978816571025236</id><published>2010-11-25T12:10:00.000-08:00</published><updated>2010-11-25T12:12:11.062-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Dependência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O sucesso espectacular e indiscutível da reunião da NATO em Lisboa, elevou o prestígio internacional de José Sócrates e de Portugal a um tal nível que só um ódio irracional impede certas pessoas de o reconhecer. Eis porém que as negociações sobre Lages ficam congeladas. Sabendo-se que os USA se encontram em grave crise financeira, até se percebe que eles não queiram conversas pois é de admitir que Lisboa esteja interessada em dinheiro. Só que, nós, Povo Açoriano, o único que corre o risco da existência da Base, não queremos dinheiro. Queremos outras coisas. Queremos que recebam e integrem com a dupla cidadania a que por direito natural têm direito, os repatriados que injustamente nos enviaram depois de deixarem estragar a gente sã que receberam. Queremos que nos enviem professores que ensinem aos futuros emigrantes a língua, o direito, a economia e os costumes da terra para onde continuarão a ir. Queremos que os esperem nos aeroportos os oficiais da emigração americana, para os encaminhar para os lugares certos, para que não fiquem ali apavorados em terra estranha, vítimas fáceis dos escroques que os levam a trabalhar sem seguros, sem direitos e sem defesa para sabe-se lá onde são explorados durante tempos sem fim até que percebam o que lhes está a acontecer. Queremos que legalizem automaticamente todos os açorianos ilegais há mais de 5 anos, permitindo-lhes existência legal, deixando de ser foragidos na terra da promissão, no terror de que os oficiais da emigração os descubram e os livrem de sequestradores sem escrúpulos que os chantageiam e exploram. Somos dependentes porque os outros usam a nossa independência (José de Almeida) mas exigimos justiça que entre os nossos “tutores” pode haver alguém clarividente que nos dê razão com medo do juízo da história.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;24XI2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-6406978816571025236?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/6406978816571025236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=6406978816571025236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6406978816571025236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6406978816571025236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/11/dependencia.html' title='Dependência'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-2042781789989428920</id><published>2010-11-17T10:18:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T10:20:38.207-08:00</updated><title type='text'>Discurso do Embaixador Manuel Pracana Martins</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;APRESENTAÇÃO DO IV VOLUME DA «HISTÓRIA DOS AÇORES 1935-1974», DA AUTORIA DE CARLOS MELO BENTO, NO «SOLAR DO CONDE», CAPELAS, SÃO MIGUEL, AÇORES, EM 5 DE OUTUBRO DE 2010.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Considero uma honra estar hoje aqui para apresentar o quarto volume da história dos Açores da autoria do Dr. Carlos Melo Bento, a quem me encontro ligado por uma antiga e sólida amizade e por um sentimento de admiração pela sua personalidade multifacetada de jurista, investigador, professor, publicista e cidadão com relevantes serviços prestados à comunidade, que lhe valeram a atribuição pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores da medalha de Mérito Cívico por ocasião das celebrações oficiais do Dia da Região Autónoma dos Açores que tiveram lugar este ano.&lt;br /&gt;Para mim, falar de MB é desfiar um rosário de gratas recordações e episódios marcantes que remontam ao início da década de sessenta do século passado e à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.&lt;br /&gt;Quando ali comecei o meu curso MB estava já no 3°ano e tornara-se notado por ser um bom aluno e por participar activamente nas actividades da Associação Académica a cuja direcção tinha sido candidato.&lt;br /&gt;Aproximei-me logo daquele colega e conterrâneo que me acolheu de braços abertos.&lt;br /&gt;A circunstância de ambos frequentarmos a sala de convívio e a cantina da Cidade Universitária fez com que nos passássemos a encontrar todos os dias à hora das refeições que tomávamos na mesma mesa juntamente com colegas açorianos, madeirenses e ultramarinos, formando um grupo que ficou conhecido pelo «grupo dos açorianos» e em que MB naturalmente pontificava com a sua forte personalidade, o seu dom da palavra e o seu enorme sentido de humor.&lt;br /&gt;À medida que o nosso convívio se intensificou, fui conhecendo outras facetas da personalidade do meu amigo de que salientarei a independência de espírito, a força e a sinceridade das suas convicções, a sua grande vocação para o Direito, para ele indissociável da Justiça e da solidariedade, e a paixão pelos Açores. Não escondia, aliás o desígnio de, uma vez terminado o curso, voltar para os Açores e contribuir para o seu progresso e valorização.&lt;br /&gt;Vale a pena lembrar um caso interessante em que a vocação jurídica e a paixão pelos Açores se conjugaram:&lt;br /&gt;Quando MB estava ainda no 2° ano resolveu apresentar na cadeira de direito administrativo, regida pelo Prof. Marcelo Caetano, um trabalho sobre a organização político-administrativa dos Açores, estimulado pela leitura da conferência sobre autonomia que o Dr. José Bruno Carreiro fizera em 1950.&lt;br /&gt;Note-se que os trabalhos escritos não eram obrigatórios e que muitos estudantes, por comodismo ou desinteresse, se dispensavam de os apresentar.&lt;br /&gt;Recordo que não foi só em Direito Administrativo que MB se empenhou em apresentar trabalhos.&lt;br /&gt;Fê-lo também em Direito Processual Civil, no quarto ano, e o seu trabalho foi comentado e elogiado pelo professor Castro Mendes durante o seu exame oral naquela cadeira a que eu tive o privilégio de assistir.&lt;br /&gt;Ainda no contexto da ciência jurídica, lembro-me do enorme prazer que MB sentia em citar de cor alguns pensamentos do grande filósofo do Direito Francesco Carnelutti que viera a Lisboa proferir uma conferência na Faculdade de Direito quando MB estava no primeiro ano.&lt;br /&gt;O cinquentenário da Faculdade ocorre quando MB frequenta o último ano de Direito.&lt;br /&gt;No âmbito das comemorações, os finalistas decidiram organizar uma sessão de cumprimentos ao director, Prof. Raul Ventura, e MB é escolhido para falar em nome dos colegas.&lt;br /&gt;As palavras que proferiu sobre o espírito universitário e a missão da Faculdade impressionaram o director que, ao discursar pouco depois na sessão solene comemorativa daquela efeméride, fez questão de citar uma das passagens da alocução de MB.&lt;br /&gt;Graças à sua capacidade de trabalho e ao seu espírito metódico e disciplinado, MB teve tempo e energia para se dedicar em Lisboa, paralelamente à vida académica, a outras actividades que representam também um marco importante da sua biografia.&lt;br /&gt;Refiro-me àquelas que desenvolveu como sócio e membro da direcção da Casa dos Açores.&lt;br /&gt;Conseguiu então convencer outros colegas a fazerem-se sócios (eu fui um deles) e com eles formou um núcleo de estudantes, orientando algumas actividades de carácter cultural de que recordo a sessão dedicada a Antero de Quental em 1963.&lt;br /&gt;Nessa altura, MB teve a ideia de convidar para orador oficial o seu antigo professor e ilustre anterianista, Dr. Ruy Galvão de Carvalho que, embora impossibilitado de se deslocar a Lisboa, aceitou o convite e enviou à Casa dos Açores, para ser lida naquela cerimónia, uma valiosa comunicação intitulada «Perfil psíquico de Antero».&lt;br /&gt;Em 1964, uma série de abalos sísmicos causou várias mortes e estragos materiais na ilha de S. Jorge e Casa dos Açores esteve no centro da campanha nacional de auxílio às vítimas da catástrofe.&lt;br /&gt;MB, na qualidade de vogal da direcção, foi incansável na colaboração que prestou a todas as iniciativas então tomadas para minorar o sofrimento dos nossos conterrâneos jorgenses.&lt;br /&gt;É neste mesmo ano que MB conclui o seu curso.&lt;br /&gt;Obtido o diploma de licenciatura, ingressa na Magistratura do Ministério Público e é colocado como Delegado do Procurador da República na comarca da Ribeira Grande.&lt;br /&gt;Ali o visitei em 1965 e pude aperceber-me do elevado profissionalismo com que exercia aquelas funções e o prestígio e simpatia de que gozava entre as autoridades e a população.&lt;br /&gt;Um dia tive oportunidade de o acompanhar numa visita à cadeia comarca, de que ele era director por inerência de funções, e testemunhar a especial atenção que dedicava aos reclusos, interessando-se pela história de cada um, pelos trabalhos que executavam na cadeia e providenciando para que lhes fossem asseguradas condições dignas de alojamento e alimentação.&lt;br /&gt;Concluído o período de serviço necessário para se apresentar ao concurso para delegado efectivo, MB é aprovado neste concurso, o que lhe permite inscrever-se na Ordem dos Advogados com dispensa de estágio.&lt;br /&gt;Começa então uma brilhante carreira profissional em que depressa se distingue entre os seus pares.&lt;br /&gt;Em reconhecimento do mérito do seu trabalho na advocacia e dos serviços prestados à Ordem dos Advogados, onde exerceu vários e honrosos cargos, esta distinguiu-o este ano com a Medalha de Honra.&lt;br /&gt;Mas a sua actividade não vai circunscrever-se ao escritório de advogado e às salas dos tribunais.&lt;br /&gt;Com efeito, o interesse pelos problemas políticos e administrativos da sua terra que, como atrás referi, já se tinham manifestado nos seus tempos de estudante levam-no a iniciar uma intervenção cívica que se prolonga até aos dias de hoje, na imprensa, na administração pública (como vereador da câmara municipal de Ponta Delgada), no ensino (como professor na Escola Industrial e Comercial) e como militante e dirigente político.&lt;br /&gt;Interessado em conhecer os EE.UU, o modo de funcionamento das suas instituições e a diáspora açoriana na América, MB visita pela primeira vez aquele país e as nossas comunidades na Nova Inglaterra no final da década de sessenta, conhecendo diversas personalidades luso-americanas em destaque naquela região, onde é entrevistado por alguns órgãos de comunicação social.&lt;br /&gt;Mas em 1967 dá-se um acontecimento importante e decisivo que é a causa remota de nos encontrarmos hoje aqui reunidos.&lt;br /&gt;É nesse ano que volta aos Açores, de que há muito tempo se encontrava afastado, o Dr. Manuel Sousa de Oliveira, professor, investigador e arqueólogo, a quem fora concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian uma bolsa para proceder à recolha de peças do teatro popular açoriano e para efectuar prospecções arqueológicas em Vila Franca do Campo, vila a que MB se encontra especialmente ligado por vínculos familiares e profissionais.&lt;br /&gt;Como os bons espíritos se encontram, Manuel Sousa de Oliveira, ao formar a equipa com a qual montou e dinamizou a Estação Arqueológica de Vila Franca do Campo, teve a sorte de encontrar em MB um dos seus principais e entusiásticos colaboradores.&lt;br /&gt;E é interessante registar como duas personalidades com posições ideológicas tão diferentes e até antagónicas, e por isso aparentemente inconciliáveis, se deram as mãos e sentiram profundamente ligados por um objectivo comum: servir a cultura e os Açores.&lt;br /&gt;Foi a amizade com Sousa de Oliveira e o convívio com este, preenchido com debates constantes e discussões por vezes acaloradas mas sempre afectuosas e frutuosas, que trouxeram à superfície e estimularam uma outra vocação de MB- a vocação para a história - e o levaram a lançar-se na grande e arriscada aventura de escrever uma História dos Açores, baseando-se em ensinamentos e orientações recebidas daquele seu amigo em quem também reconhecia um verdadeiro mestre e cujo legado se empenhou em preservar através da Fundação Sousa de Oliveira que foi criada graças à acção benemérita e eficaz de MB que, cuidadosa e pacientemente, nela tem vindo a reunir e a classificar o espólio do Mestre, grande parte do qual que se encontrava disperso por Viana do Castelo, Caldas da Rainha e Lisboa.&lt;br /&gt;Ao falar de MB e de Sousa de Oliveira tenho necessária e gostosamente de evocar Natália Correia porque foi através de Sousa de Oliveira que MB conheceu e se relacionou com a grande poetisa nossa conterrânea e porque os laços de admiração e amizade que com ela manteve lhe proporcionaram um convívio extraordinariamente enriquecedor com uma das personalidades mais fascinantes da nossa cultura, admirada aquém e além-fronteiras.&lt;br /&gt;Devo acrescentar que Natália Correia, por sua vez, não escondia a amizade e a consideração que tinha por MB.&lt;br /&gt;Estou a ouvi-la exclamar no fim de uma discussão que teve com ele no célebre botequim e durante a qual as posições se extremaram e não houve entendimento entre ambos: «Mas eu gosto muito do MB!».&lt;br /&gt;E é MB quem toma a iniciativa de apresentar à comissão municipal de toponímia a proposta para que seja dado o nome de Natália Correia a uma das novas avenidas da cidade de Ponta Delgada.&lt;br /&gt;Como remate de trinta anos de investigação, surge agora o quarto volume da sua História dos Açores, que é também o último, uma vez que MB prefere incluir em livro de memórias o relato dos acontecimentos posteriores à Revolução de 25 de Abril de 1974.&lt;br /&gt;Não tenho formação na área das ciências históricas, pelo que o meu depoimento sobre esta obra é o de um simples leitor interessado em conhecer a História dos Açores sem pretensões a uma análise académica para a qual evidentemente não estou habilitado. Este quarto volume, bastante maior do que os antecedentes, cobre um período de 39 anos, muito rico em acontecimentos nos planos regional, nacional e internacional. No plano internacional, o período em análise abrange a guerra civil de Espanha, a segunda guerra mundial, a nova ordem mundial subsequente a este conflito, a guerra-fria, a criação da NATO e o movimento de integração europeia.&lt;br /&gt;No plano nacional, é o período de crescimento, apogeu e declínio do Estado Novo, abrangendo portanto os trinta e seis anos de governo salazarista e os seis anos finais de governo marcelista.&lt;br /&gt;É durante ele que Portugal concede facilidades nos Açores aos ingleses e aos americanos em luta contra as potências do Eixo, entra em 1949 na Aliança Atlântica devido à importância estratégica dos Açores, ingressa em 1955 na ONU e é confrontado com o movimento de emancipação dos territórios coloniais que atinge sucessivamente o Estado da Índia, Angola, Guiné e Moçambique.&lt;br /&gt;MB traça um panorama geral da vida açoriana durante aquele período e aponta alguns dos condicionamentos que lhe são impostos pela política do governo da República e pela evolução da conjuntura internacional.&lt;br /&gt;Julgo que nenhum sector de actividade escapou à sua atenção e deixou de ser mencionado nesta obra: agricultura, pecuária, pescas, indústria, energia, turismo, saúde, assistência social, emigração, ensino, obras públicas, transportes e comunicações, portos e aeroportos, justiça, cultura, desporto, actividade religiosa, segurança pública e defesa militar, administração pública e actividades políticas.&lt;br /&gt;Gostaria de salientar e de transcrever passagens de alguns capítulos que respeitam ao Congresso Açoriano de 1938, às Semanas de Estudos realizadas na década de sessenta e ao início do planeamento regional na mesma década.&lt;br /&gt;Escolhi-os, entre a vasta gama de matérias tratadas pelo nosso autor, por estarmos perante iniciativas e movimentos precursores da actual autonomia na medida em que contribuíram significativamente para ultrapassar as limitações da visão distrital dos problemas dos Açores e para a sua abordagem numa perspectiva regional.&lt;br /&gt;Escreve MB quanto ao Congresso de 1938:&lt;br /&gt;«Os mais lúcidos atribuíam à nossa falta de união as dificuldades que enfrentávamos perante o poderoso poder central.&lt;br /&gt;Por isso germinava há muito a ideia de um congresso que unisse todos os açorianos válidos para discutirem os problemas comuns e proporem, a partir de posições unânimes, as respectivas soluções.&lt;br /&gt;Armando Narciso, pedagogo e médico, é a alma da iniciativa que vai decorrer com êxito na Sociedade de Geografia e no Grémio Açoriano.&lt;br /&gt;Hoje parece absurdo que os Açorianos, para se reunirem, tivessem que viajar até à capital.&lt;br /&gt;As comunicações apresentadas foram reunidas num livro editado em 1940 pela Casa dos Açores, em Lisboa, e reeditado em 1995 pelo Jornal de Cultura, em Ponta Delgada pela mão do Professor Medeiros Ferreira.». Fim de citação.&lt;br /&gt;No segundo texto que seleccionei, respeitante às Semanas de Estudos, MB comenta nos seguintes termos essa iniciativa:&lt;br /&gt;«Em Abril de 1961, vai assistir-se nos Açores a um acontecimento cultural que marcou um ponto de viragem e progresso da até aí desorganizada intelectualidade açoriana.&lt;br /&gt;Ao Instituto Açoriano de Cultura coube a glória de iniciar um movimento que haveria de gerar incomensuráveis benefícios para o povo destas ilhas.&lt;br /&gt;Tratou-se das famosas Semanas de Estudo cujo sucesso foi de tal ordem que se repetiram dez vezes através dos anos e sempre com mais prestígio e êxito; quando a última se realizou em 1966 já tudo era diferente».&lt;br /&gt;E mais adiante acrescenta:&lt;br /&gt;«Começa a germinar a unidade açoriana e atacam-se as taxas alfandegárias no comércio inter-ilhas.&lt;br /&gt;Aproveita-se o espírito da unidade açoriana gerado pela II Semana de Estudos e proclama-se que essa unidade só se conseguirá pela união dos interesses açorianos com o livre-trânsito das mercadorias». Fim de citação.&lt;br /&gt;E é nessa década que se inicia o planeamento regional a que, diz o nosso autor, está indissociavelmente ligado o nome de Deodato Magalhães de Sousa. Escreve a este respeito:&lt;br /&gt;«Deodato de Magalhães vai ser o precursor da unidade açoriana promovendo em 1965 uma reunião das nossas Juntas Gerais (até aí viradas de costas umas para as outras quando não se hostilizavam) para preparar pela primeira vez na nossa história o planeamento regional açoriano, tornando-se o verdadeiro criador da Região Autónoma dos Açores consagrada oficialmente pela Constituição de 1976». Fim de citação. Ao concluir este quarto volume da História dos Açores, que tem uma sentida dedicatória a sua mulher, Maria de Fátima, julgo que MB tem a sensação de ter realizado a grande obra da sua vida.&lt;br /&gt;Diz que a fez com gosto e dela obteve um prazer inexplicável e faz votos para que os seus leitores o tenham também.&lt;br /&gt;Felicito-o e presto-lhe homenagem por tê-la realizado contra ventos e marés e associo-me de alma e coração aos votos que formulou. Muito obrigado pela vossa atenção.&lt;br /&gt;5 de Outubro de 2010.&lt;br /&gt;Manuel Pracana Martins&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-2042781789989428920?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/2042781789989428920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=2042781789989428920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/2042781789989428920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/2042781789989428920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/11/discurso-do-embaixador-manuel-pracana.html' title='Discurso do Embaixador Manuel Pracana Martins'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-8273289360262652922</id><published>2010-11-16T12:30:00.000-08:00</published><updated>2010-11-16T12:31:31.275-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Golpe de estado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vivemos num clima que se aproxima do golpe de estado continuado. Dum golpe de estado financeiro-fiscal. Parece que os estrangeiros (que, como se sabe, são todos boas pessoas) olham para Portugal como uma mina, cheia de mineiros pouco espertos, a quem se pode impunemente tirar o ouro sem grandes dificuldades. Levantam-se umas dúvidas, compara-se com a Grécia, assusta-se o pagode e vão daí mais de 7% de juros da dívida pública (ou como se diz agora que perdemos parte da soberania, da dívida soberana). O estado social, criado desde Marcello Caetano, teve impulso com Cavaco Silva, Guterres e Sócrates (estes últimos duma forma mais ambiciosa já que o erário, a Europa, a banca e os mercados o permitiam). Passámos a viver muito acima das nossas posses, principalmente as classes pobres que saltaram para a antiga classe média, com casa, carro, viagens e, em certos casos, com o rendimento mínimo ou lá como isso se chama e porventura com uma piscina, para não falar nos telemóveis (mínimo 2), internet, TVCabo, jogos e o mais que antes os ricos tinham, que o sol quando nasce é para todos. Até a droga passou a fazer parte da dieta dos pobres e, quando o preço dela subiu nos insondáveis mercados onde circula, o estado passou a fornecer metadona não fossem tais cidadãos padecer da respectiva carência. As cadeias encheram-se, o crime contra o património disparou e por aí fora. Tudo corria bem no reino da Dinamarca mas, eis senão quando, um banqueiro americano borrou a pintura por causa dum roubozito que baralhou as contas e pôs a careca à mostra de certa banca nacional sempre seguidista do que de melhor se faz lá fora. Face à tragédia, uniram-se os cérebros do país em busca da salvação em mar revolto? Qual quê! Começaram a brigar como cães. Que os de fora nos ataquem, é de esperar. Que as baratas tontas comecem a disparatar, é que era mais difícil de prever e suportar.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-11-16  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-8273289360262652922?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/8273289360262652922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=8273289360262652922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8273289360262652922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8273289360262652922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/11/golpe-de-estado.html' title='Golpe de estado'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-7007643748243238438</id><published>2010-11-12T12:18:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T12:20:12.119-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discursos'/><title type='text'>No Lançamento do Livro de Victor Lima Meireles</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Reverendíssimo Vigário Episcopal&lt;br /&gt;Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Água Retorta&lt;br /&gt;Senhor Administrador da Fundação Sousa d’Oliveira, Dr. António Pracana Martins&lt;br /&gt;Senhor Secretário-geral da Fundação Sousa d’Oliveira, Dr. José d’Almeida Mello&lt;br /&gt;Minhas senhoras e meus senhores&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amigo Victor Meireles&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O livro que aí está, laborioso e precioso trabalho que reúne os Extractos dos Livros dos Óbitos da Freguesia de Nossa Senhora da Penha de França de Água Retorta, de 1835 a 1905, encerra o ciclo que o poeta e escritor micaelense Victor Meireles se propôs realizar, após a publicação dos Extractos dos Casamentos (1835-1905) e dos Baptismos (1768-1905), já praticamente esgotados.&lt;br /&gt;Os nossos livros paroquiais, a seguir a uma campanha publica que Sousa d’Oliveira encetou na primeira metade do século XX, “Salvemos os nossos Arquivos”, foram arrecadados na Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Ponta Delgada e, a partir deles, Victor Meireles extraiu práticos e cómodos extractos, agora postos à disposição dos interessados.&lt;br /&gt;Aproveitou o autor para, em adenda, publicar os extractos dos Baptismos do ano de 1874 que não foram inseridos no lugar próprio.&lt;br /&gt;Na sessão pública, de lançamento da nova obra, nesta acolhedora Casa do Povo de Água Retorta quero expressar ao Professor Doutor Octávio Henrique Ribeiro de Medeiros, Vigário Episcopal da Ilha de S. Miguel e Pároco de Nossa Senhora da Penha de França, o profundo agradecimento da Fundação Sousa d’Oliveira, pelo estímulo e apoio que Vossa Excelência Reverendíssima deu à obra de que aqui venho falar, pois é sabido que sem esse empenho não seria possível tão útil publicação. Se cada povo se mede pelas obras culturais que produz, Água Retorta está de parabéns pelo exemplo que dá aos outros povos desta Terra.&lt;br /&gt;Vejamos vários aspectos da vida dos nossos avós que transpiram destes extractos que Meireles pacientemente extraiu dos registos paroquiais, facilitando-nos uma tarefa que sem ele seria quase impossível. Comecemos pelos apelidos de família que o passado nos envia, vestígios arqueológicos duma história que só por si prova a nossa existência.&lt;br /&gt;Achadinha&lt;br /&gt;Abelha&lt;br /&gt;Aguiar&lt;br /&gt;Albergaria&lt;br /&gt;Algarvia&lt;br /&gt;Algarvio&lt;br /&gt;Almeida&lt;br /&gt;Amaral&lt;br /&gt;Amaro&lt;br /&gt;Amorim&lt;br /&gt;Arcénio&lt;br /&gt;Arruda&lt;br /&gt;Baganha&lt;br /&gt;Bande/Bondé&lt;br /&gt;Barbeiro&lt;br /&gt;Bento&lt;br /&gt;Bernardo&lt;br /&gt;Bettencourt&lt;br /&gt;Bocheixa&lt;br /&gt;Boliana&lt;br /&gt;Bom&lt;br /&gt;Bondé/Bande&lt;br /&gt;Borges&lt;br /&gt;Botelho&lt;br /&gt;Branco&lt;br /&gt;Cabaça&lt;br /&gt;Cabral&lt;br /&gt;Caetano&lt;br /&gt;Caldeira&lt;br /&gt;Calmeiro&lt;br /&gt;Câmara&lt;br /&gt;Carepa&lt;br /&gt;Carreiro&lt;br /&gt;Carrelas&lt;br /&gt;Carvalho&lt;br /&gt;Chicharro (com Pimentel)&lt;br /&gt;Charamba&lt;br /&gt;Chicharro (com Pimentel)&lt;br /&gt;Corrêa&lt;br /&gt;Costa&lt;br /&gt;Cruz&lt;br /&gt;Dâmaso&lt;br /&gt;Diogo&lt;br /&gt;Esteireiro&lt;br /&gt;Estrela&lt;br /&gt;Farias&lt;br /&gt;Ferias&lt;br /&gt;Ferreira&lt;br /&gt;França&lt;br /&gt;Franco&lt;br /&gt;Frias&lt;br /&gt;Furtado&lt;br /&gt;Furtado&lt;br /&gt;Gamboa             &lt;br /&gt;Garalha&lt;br /&gt;Garrafa&lt;br /&gt;Géna&lt;br /&gt;Gonçalo&lt;br /&gt;Gonçalves&lt;br /&gt;Gueiro&lt;br /&gt;Henrique&lt;br /&gt;Jácome&lt;br /&gt;Leandro&lt;br /&gt;Leite&lt;br /&gt;Lopes&lt;br /&gt;Luiz&lt;br /&gt;Macedo&lt;br /&gt;Machado&lt;br /&gt;Mancebo&lt;br /&gt;Marcellino&lt;br /&gt;Marques&lt;br /&gt;Matias&lt;br /&gt;Maurício&lt;br /&gt;Medeiros&lt;br /&gt;Melo&lt;br /&gt;Mendonça&lt;br /&gt;Michael&lt;br /&gt;Milho  (um deles Grão de)&lt;br /&gt;Moleiro&lt;br /&gt;Moniz&lt;br /&gt;Mouro&lt;br /&gt;Neves&lt;br /&gt;Nogueira&lt;br /&gt;Pacheco&lt;br /&gt;Pachequinho&lt;br /&gt;Pampoulas com Resendes                                                 &lt;br /&gt;Papoula com Resendes&lt;br /&gt;Patacho&lt;br /&gt;Pequenino&lt;br /&gt;Pequeno&lt;br /&gt;Pergil/Pergile&lt;br /&gt;Pimentel&lt;br /&gt;Piorra &lt;br /&gt;Plácido&lt;br /&gt;Ponte&lt;br /&gt;Quarta (com Pacheco)&lt;br /&gt;Ralhão&lt;br /&gt;Ramos&lt;br /&gt;Rapa&lt;br /&gt;Rapinha&lt;br /&gt;Raposo com Branco&lt;br /&gt;Rebelo&lt;br /&gt;Redondo com Pacheco&lt;br /&gt;Rego&lt;br /&gt;Resendes&lt;br /&gt;Rezendes&lt;br /&gt;Ribeiro&lt;br /&gt;Sanglart&lt;br /&gt;Sangrador&lt;br /&gt;Santos&lt;br /&gt;Sardinha&lt;br /&gt;Senra&lt;br /&gt;Silva&lt;br /&gt;Simas&lt;br /&gt;Singular&lt;br /&gt;Soares&lt;br /&gt;Soldado&lt;br /&gt;Sousa&lt;br /&gt;Tabicas&lt;br /&gt;Tacão&lt;br /&gt;Tavares&lt;br /&gt;Teixeira&lt;br /&gt;Tomaz  com Cabral&lt;br /&gt;Torres&lt;br /&gt;Valério&lt;br /&gt;Vicente&lt;br /&gt;Vieira &lt;br /&gt;Todo um trabalho de pesquisa espera pelos curiosos nesta coisa do passado de cada família, explicação do que nós somos e, quem sabe, rumo indicado do que seremos.&lt;br /&gt;Mas que fazia esta gente. Vejamos pois as suas&lt;br /&gt;PROFISSÕES&lt;br /&gt;Alfaiate (do Nordeste)&lt;br /&gt;Barbeiro&lt;br /&gt;Cabouqueiro&lt;br /&gt;Cabreiro&lt;br /&gt;Caixeiro&lt;br /&gt;Capitão&lt;br /&gt;Campóneo&lt;br /&gt;Carpinteiro&lt;br /&gt;Castrador&lt;br /&gt;Emigrantes na América do Norte&lt;br /&gt;Esteireiro&lt;br /&gt;Frei (José Boa Viagem)&lt;br /&gt;Frade Leigo&lt;br /&gt;Igresso&lt;br /&gt;Igresso Franciscano&lt;br /&gt;Lavrador&lt;br /&gt;Moleiro&lt;br /&gt;Negociante&lt;br /&gt;Padre&lt;br /&gt;Padre Cura&lt;br /&gt;Pastor&lt;br /&gt;Pedreiro, oficial&lt;br /&gt;Proprietário&lt;br /&gt;Sapateiro&lt;br /&gt;Taberneiro&lt;br /&gt;Telheiro&lt;br /&gt;Trabalhador&lt;br /&gt;Sacristão&lt;br /&gt;Sangrador&lt;br /&gt;Sem profissão&lt;br /&gt;Tecedeira&lt;br /&gt;Vendeiro&lt;br /&gt;Vendilhão&lt;br /&gt;Mas, para além das profissões que já permitem um mundo de conclusões, é também importante verificar o lugar onde as coisas ocorreram, para se ter uma ideia mais precisa da Água Retorta de hoje, pois que esta risonha freguesia não nasceu do nada nem foi a presente geração que a construiu ou a denominou. Chama-se toponímia a ciência que estuda o nome dos lugares, de topos que quer dizer isto mesmo. Os sacerdotes eram muito cuidadosos ao descrever os lugares onde ministravam os sacramentos, com excepção daqueles que não levavam a sério os deveres canónicos, por isso o Ouvidor de Vila Franca lhes puxou as orelhas vezes sem conta. Não que eles parecessem ligar muito a isso, pois continuaram lazeiras até se reformarem, mas que a coisa ficou escrita, não haja dúvidas. Vejamos então a&lt;br /&gt; TOPONÍMIA&lt;br /&gt;Calvo de Santo António, lugar do Nordestinho&lt;br /&gt;Caminho Direito da Lomba da Terra Chã&lt;br /&gt;Caminho do Pico&lt;br /&gt;Canada do Estanqueiro&lt;br /&gt;Canada do Caminho Direito da Lomba da Terra Chã&lt;br /&gt;Canada do Nordeste da Lomba da Cruz&lt;br /&gt;Canada do Poço&lt;br /&gt;Cemitério Público&lt;br /&gt;Espigão, lugar do&lt;br /&gt;Grota da Lomba das Fagundas&lt;br /&gt;Labaçal&lt;br /&gt;Lomba da Cruz (da vila do Nordeste?)&lt;br /&gt;Lomba das Fagundas&lt;br /&gt;Lomba da Terra Chã&lt;br /&gt;Lombo da Terra Chã&lt;br /&gt;Lugar do Mamado da Rocha do Pico&lt;br /&gt;Poços da Terra Chã&lt;br /&gt;Poções da Terra Chã&lt;br /&gt;Ribeira da Lomba das Fagundas&lt;br /&gt;Rocha do Sanguinal onde apareceu morto Manuel Raposo de 21 anos&lt;br /&gt;Rua das Covas&lt;br /&gt;Rua Direita&lt;br /&gt;Rua do Estanqueiro&lt;br /&gt;Rua das Fagundas&lt;br /&gt;Rua da Igreja&lt;br /&gt;Rua do Lombo da Terra Chã&lt;br /&gt;Rua do Marco&lt;br /&gt;Rua do Nordeste&lt;br /&gt;Rua Nova&lt;br /&gt;Rua do Outeiro&lt;br /&gt;Rua do Poço&lt;br /&gt;Rua dos Poções&lt;br /&gt;Terra Chã&lt;br /&gt;Curiosa é também a referência feita à roupagem com que eram vestidos os que partiam. Não tenho a certeza de que isso tinha alguma coisa a ver com o estatuto social daqueles mas a verdade é que dá de pensar a cor e a qualidade do tecido. Ora vejamos&lt;br /&gt;HÁBITOS&lt;br /&gt;Branco&lt;br /&gt;Chita&lt;br /&gt;Linho&lt;br /&gt;Preto&lt;br /&gt;Roxo (para a filha do Capitão)&lt;br /&gt;A par das mortalhas com que as pessoas orientadas pela igreja ou limitadas pelas posses usavam, é curioso referir os trabalhos que os sacerdotes tinham em cumprir o seu dever de registar os últimos momentos dos que partiam deste mundo. Algumas vezes desaparecia o bilhete em que era escrito o acontecimento, outras, era a doença súbita ou o desastre ou acidente que não permitia ministrar mais que a Santa Unção. Outras, a confissão ou penitência era arrancada interpretativamente, quando o estado de saúde do crente só permitia a sinalética corporal.&lt;br /&gt;Por outro lado são referidas várias doenças que vão referidas como as diagnosticaram os bons párocos, um tanto afastados dos rigores científicos da medicina académica.&lt;br /&gt;DOENÇAS&lt;br /&gt;Afonia&lt;br /&gt;Apoplexia&lt;br /&gt;Doença&lt;br /&gt;Escarlatina&lt;br /&gt;Em copos&lt;br /&gt;Evadida pelas ondas do mar onde esteve 2 dias&lt;br /&gt;Febre&lt;br /&gt;Morte repentina/esmagamento/afogamento/queda na rocha&lt;br /&gt;Parlesia (sic)&lt;br /&gt;Parvoíce&lt;br /&gt;Vómitos&lt;br /&gt; Muito interessante é ver que Água Retorta era um microcosmos do país, onde vivia a sua nobreza, que existia e era tratada diferentemente do resto da população, pois apesar do liberalismo ter extinto as diferenças perante a lei, nem os costumes nem a Igreja deixaram de lhes dar um estatuto diferente. Pelo dinheiro, perlo poder ou pela influência, não sabemos. Mas que era diferente não tenhamos dúvidas. Vejamos então&lt;br /&gt;A NOBREZA&lt;br /&gt;D. Antónia Maurícia, mulher de José Francisco Soares d’Albergaria&lt;br /&gt;D. Antónia Maurícia Gago da Câmara casada com Francisco Medeiros Albergaria, e filha de Henrique da Câmara e de D. Maria Isabel da Câmara, da Ribeira Grande&lt;br /&gt;Francisco Soares Gamboa, viúvo de D. Júlia de Medeiros Gamboa, filho de José Francisco Medeiros Gamboa e de D. Antónia Maurício do Rego Câmara&lt;br /&gt;Francisco Teixeira Nogueira casado com D. Maria Josefina do Singular que o sacerdote refere como “não pôde dar matéria de confissão”.&lt;br /&gt;Jaime Soares Gamboa, proprietário, casado com D. Maria Luciana Medeiros Gamboa, natural da Povoação&lt;br /&gt;D. Maria do Carmo Gamboa Albergaria&lt;br /&gt;José Furtado de Almeida casado com D. Isabel Soares Gamboa, proprietário, filho de pai incógnito e de Angelina d’Almeida&lt;br /&gt;D. Maria Henriqueta, 22 anos, mulher de Amâncio Inácio Machado, cujo enterro foi acompanhado de muitos padres e com certidões tiradas em 1870, 83 e 97.&lt;br /&gt;D. Rosa, filha do Capitão José Medeiros e de D. Flora do Carmo, da Lomba das Fagundas&lt;br /&gt;D. Rosa Augusta de Medeiros casada com Luís Raposo de Medeiros, proprietário, e antes com Procópio Machado, proprietário, ela filha de Duarte Soares Gamboa d’Albergaria, e de D. Maria Querubina de Medeiros, só teve filhos do 1.º matrimónio.&lt;br /&gt;Esta classe social merece todo um estudo com interesse, penso eu, para o conhecimento da história das mentalidades, pois os defeitos dessa época ainda hoje perduram, por vezes até, fora do extracto social a que historicamente pertencem as pessoas que deles padecem.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;LONGEVIDADE&lt;br /&gt;De 1835 a 1905 a esperança de vida em Água Retorta foi de 60 anos, facto que não deixa de impressionar, pois é dos mais altos dos Açores e talvez do mundo. Apesar disso, não resisto a sublinhar alguns casos de longevidade notória, referindo aos apelidos das famílias que o conseguiram, sempre que isso foi possível saber.&lt;br /&gt;85 anos Teixeira Nogueira&lt;br /&gt;85 anos Furtado Tabicas&lt;br /&gt;86 anos, homem, (H) Aguiar&lt;br /&gt;88 anos (H) Resendes&lt;br /&gt;88 anos (H) Lopes da Silva&lt;br /&gt;88 anos, mulher, (M) Resende&lt;br /&gt;89 anos (M) Medeiros, doou todos bens e morreu  sem filhos&lt;br /&gt;89 anos Raposo, durante o enterro choveu muita água&lt;br /&gt;89 anos Nogueira&lt;br /&gt;89 anos mulher&lt;br /&gt;90 anos homem&lt;br /&gt;90 anos mulher&lt;br /&gt;90 anos Thomas Cabral&lt;br /&gt;90 anos Fagunda, nada tinha&lt;br /&gt;91- anos em 1838&lt;br /&gt;91 anos Raposo Carreiro&lt;br /&gt;91 anos Torres&lt;br /&gt;93 (H) Sousa&lt;br /&gt;93 anos, mulher Correia Medeiros&lt;br /&gt;94 anos, (M) Raposo, faleceu de vómitos&lt;br /&gt;97 anos, v.ª de J Teixeira Nogueira, sapateiro&lt;br /&gt;97 anos, Manuel Furtado Sardinha deixa a terça dos seus bens por sua alma&lt;br /&gt;100 anos Maria de Jesus, de repente!&lt;br /&gt;100 anos João Cabral&lt;br /&gt;Entre 1835 e 1905 faleceram 528 pessoas de 16 anos até aos 100, e 870 crianças desde um dia de vida até aos 15 anos. Entre estas, as expostas e as de pai ou pais desconhecidos formam uma história secreta que vive entre nós e que os estudiosos talvez devessem desvendar antes que o ADN as  revele…&lt;br /&gt;Os expostos recebiam do Estado, depois da reforma de Mouzinho, um subsídio que o povo transformou em abono de família em que as autarquias gastavam mais do que em obras públicas. A República acabou com eles mas em Água Retorta, desde 1883 desapareceram.&lt;br /&gt;Na cidade de Ponta Delgada, a casa dos expostos era na rua dos Manaias. Em Água Retorta ponham-nos à porta deste ou daquele, ignorando-se ainda o porquê da escolha. A verdade é que, em Ponta Delgada tinham número e descrição pormenorizada dos pertences.&lt;br /&gt;É curioso que em 1836 morreu apenas uma pessoa em Água Retorta, o mesmo acontecendo em 1863. Naquele ano, houve a Revolução de Setembro em Portugal com a esquerda a subir ao poder, a Rainha casou segunda vez, a Carta foi suspensa, houve uma tentativa de golpe de estado, criaram-se os liceus, e Alexandre Herculano publica a Voz do Profeta. Entre nós foi criada uma escola médica, e promoveram-se as bibliotecas públicas. O que se terá passado de tão interessante em Água Retorta que ninguém sabe? É questão que deixo à curiosidade dos nossos investigadores…&lt;br /&gt;Em 1863, talvez a coisa tenha mais lógica. Camilo publica o Amor de Perdição, os morgadios são extintos de vez, ardem o Banco de Portugal e a Câmara de Lisboa. Aparentemente, ninguém quis perder o relato de  tais espectáculos.&lt;br /&gt;Entre nós porém a coisa é mais séria, pois recomeçam os trabalhos da doca de Ponta Delgada, com emprego para milhares, o povo revolta-se contra os novos impostos que vinham a seguir a uma das maiores crises económicas de que havia memória…&lt;br /&gt;E é tudo o que consegui extrair dos extractos de Victor Meireles a quem agradeço mais este serviço prestado à sua terra.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;Agosto de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-7007643748243238438?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/7007643748243238438/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=7007643748243238438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7007643748243238438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7007643748243238438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/11/no-lancamento-do-livro-de-victor-lima.html' title='No Lançamento do Livro de Victor Lima Meireles'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-5240553762175593874</id><published>2010-11-11T04:33:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T04:34:23.368-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Sentinelas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sr. António Teixeira:&lt;br /&gt;Hei-de defender este querido Povo, custe o que custar e a quem custar. Apesar dos milhões (da Europa) gastos na educação, existem açorianos, que não conhecem uma letra. Nesta crise serão os primeiros a emigrar e adivinha-se os trabalhos que lhes darão. Somos o melhor Povo do Mundo e não aceito que obriguem os nossos filhos, a degradar-se só porque a sua Terra os não preparou devidamente para sobreviver. Sangra o coração ver repatriados, no chão das ruas, bêbados porque ninguém lhes tratou dos papéis como era obrigação. Receberam os 250 milhões das remessas anuais, mas levam taxas por certidões que devem ser de graça! Corri risco de morte, fui preso, perseguido por ser açoriano e querer o melhor para o Povo a que me orgulho de pertencer. Sou neto de emigrante; só alguém distraído pode pensar que ofenda a quem mais amo! Vi avós chorarem por os netos os não entenderem; nem falando. Senti vergonha dos que mudaram os nomes. Não condeno. Ofendeu-se quando critiquei os que nos atraiçoaram nos anos 70, impedindo a emancipação que nos permitia governar-nos sem dependências aviltantes. Se a maioria nos apoiou, houve os que por ódio político tudo fizeram para que ficássemos dependentes de interesses alheios ao povo então esquecido. Mas a História já está a julgá-los e o quase nada que conseguimos e que tanto bem nos trouxe não foi à custa deles mas dos que a tempo e horas viram o caminho. Divulgo a nossa história em conferências, entrevistas, livros e programas televisivos, e só Deus porá fim, à tarefa de os manter conscientes de si próprios, unidos e com a dignidade a que têm direito mas é mentira que tenha pedido dinheiro para movimentos políticos e, se fui à Bermuda e à Nova Inglaterra falar, fi-lo à minha custa. Devemos evitar que o mal se repita, quando uma crise se aproxima, sem a merecermos. A defesa dos interesses açorianos consegue-se quando os açorianos se governarem e tenho tido a felicidade de o tempo me ir dando razão. Até me condecoraram. Se querer que estudem para quando emigrarem não terem que fazer tarefas humilhantes é ofendê-lo, tenho pena mas quem está errado é o senhor. Por vezes, é preciso usar linguagem rude para acordar as consciências. Somos a sentinela deste Povo. Não temos o direito de adormecer no posto.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-5240553762175593874?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/5240553762175593874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=5240553762175593874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5240553762175593874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5240553762175593874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/11/sentinelas.html' title='Sentinelas'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-522886925398178857</id><published>2010-11-02T13:00:00.001-07:00</published><updated>2010-11-02T13:00:34.522-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Perigo Grave</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estão definidos os candidatos para a presidência, questão da maior importância para os Açores e para todos os açorianos. Não é indiferente para nenhum de nós qual deles apoiar, como repetidamente tenho escrito. A maior responsabilidade incumbe aos partidos na indicação do sentido do voto, tradicionalmente vinculativa para os simpatizantes e militantes, sempre ansiosos por ouvir falar quem por dever de ofício sabe mais que eles. É pois uma responsabilidade acrescida a dos seus dirigentes. O Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva quer recandidatar-se (tem sido sempre assim desde Eanes, Soares e Sampaio, a ponto de alguém já ter dito que os mandatos presidenciais duram dez e não cinco anos). Está no seu direito mas nós é que temos não só o direito mas a obrigação de ponderar se o voto nele tem alguma utilidade ou se, bem pelo contrário, é perigo grave. Como primeiro-ministro a ele se deveu uma política anti açoriana insensata. Enquanto esbanjou no continente da república milhões em demasiadas auto estradas, foi duma sovinice somítica para com o povo que votou nele maioritariamente. Não por ele, obviamente, mas pelo líder do seu partido nos Açores, João Bosco da Mota Amaral cuja obra colossal tinha mudado para melhor a nossa maneira de viver e transformado os Açores num lugar de que se deixou de fugir. Mota Amaral pediu que se votasse nele e votou-se. Cavaco Silva pagou-lhe bem, retirando-lhe dinheiro e fazendo com que o maior político açoriano em 500 anos de história, tivesse que demitir-se, para não quebrar a disciplina partidária a que jurara religiosa fidelidade e por ter ficado sem meios de governar. Salvaram-nos Guterres e Sócrates, chamados à pedra por Carlos César. Mesmo assim, já como presidente, humilhou-nos impedindo-nos de ter nome próprio! Quem se enganar agora pagará mais tarde tão insensata escolha.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-11-02 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-522886925398178857?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/522886925398178857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=522886925398178857' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/522886925398178857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/522886925398178857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/11/perigo-grave.html' title='Perigo Grave'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-5107017186423532784</id><published>2010-10-30T05:34:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T05:37:20.878-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discursos'/><title type='text'>Sobre o centenário da República no Nordeste 1910-2010</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Conferência proferida na Escola Secundária do Nordeste&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Monarquia é, como se sabe, o governo dum só, por graça de Deus, até à Revolução Francesa e daí para diante por mandado do povo que diz quem manda. Na história, os Monarcas aguentam-se ou não conforme as circunstâncias. O nosso que vinha pelo menos desde 1143, acaba assassinado em 1908 – chamou-se a esse crime: o regicídio. Dois anos depois vêm os republicanos e a última Família Real reinante (com o rei impreparado de 19 anos de idade) foge para sempre.&lt;br /&gt;Durante a monarquia, os açorianos foram muitas vezes chamados a altos cargos. Manuel Pamplona Corte Real matemático da Terceira, general do exército, conde Subserra é primeiro ministro de D. João VI (Ministro assistente ao despacho) à volta de 1821.&lt;br /&gt;António José de Ávila, de filho de modesto sapateiro do Faial, forma-se em filosofia em Coimbra e chega a duque de Ávila e Bolama e primeiro ministro de D. Luís.&lt;br /&gt;Ernesto Hintze Ribeiro (1849-1907), filho dum comerciante de Ponta Delgada, doutora-se em direito e chega a primeiro ministro de D. Carlos em 1893.&lt;br /&gt;Começa a sua vida política parlamentar como deputado pelo Nordeste, em 1878, devido à sua amizade com António Alves de Oliveira 1847-1936, a quem se mostrou sempre grato, dotando o concelho com obras muito importantes (Câmara, Viaduto, Farol, estrada da Tronqueira, etc.).&lt;br /&gt;A decadência da monarquia: o regime monárquico foi-se degradando, a partir de determinada altura. Ditados populares traduzem essa degradação que era manifesta na primeira década do século XX: “Pai rico, filho barão, neto ladrão”. Ou este outro: “Foge cão que te faço Barão; mas para onde se me fazem visconde?”.&lt;br /&gt;Não obstante, os titulares foram sempre escolhidos entre pessoas de valimento quer cultural (Visconde Camilo de Castelo Branco), económico, como o Barão da Fonte Bela, ou político como o Visconde da Palmeira: Manuel Jacinto Lopes nascido nesta Vila do Nordeste, na rua com o seu nome em casa que ofereceu ao Município. Muito jovem parte para a Vila Franca, trabalha no comércio, estabelece-se por sua contra e casa com uma viúva muito rica da alta nobreza micaelense, Maria Carlota Moreira da Câmara, Viúva de Arsénio Botelho de Gusmão de quem não teria filhos. Desenvolve a fortuna, e, no ano em que o amigo de seu amigo  Alves de Oliveira (Ernesto Hintze Ribeiro) chega a primeiro ministro, fá-lo Visconde da Palmeira, que era já grande benemérito e lúcido político regenerador. Estava ele como administrador do Concelho de Vila Franca do Campo quando chegou a República pelo telégrafo. Logo dá posse ao académico Mariano Arruda e é também aclamado pelo povo. Aderiu a 12 de Outubro à República tornando-se um dos inumeráveis “adesivos” nome porque ficaram conhecidos os monárquicos que rapidamente aderiram à República.&lt;br /&gt;Todavia, não vai ser nordestense o primeiro cidadão nomeado para governar a décima ilha. Com efeito, João Vaz Pacheco de Castro, é o primeiro líder republicano no Nordeste para onde fora há pouco nomeado notário. Francisco Luís Tavares, o novo governador, talentoso advogado do partido Regionalista Micaelense, do grupo de António José de Almeida, encarrega-o de organizar o novo regime neste concelho. Político ousado – caudilho temido, Castro vai chamar para junto de si Horácio Moniz de Medeiros, Francisco de Medeiros Botelho, António Machado Macedo e Jacinto de Medeiros.&lt;br /&gt;Enquanto Francisco Luís Tavares, com Luís Bernardo e Evaristo Menezes se encarregam, em Ponta Delgada, de expulsar as irmãs de S. José de Clunny que dirigiam os colégios femininos mais importantes da ilha e a Sinagoga da cidade faz uma bênção especial ao Presidente da República e ao governo, presidido por Teófilo de Braga, o micaelense que chegara a professor da Universidade e que se torna assim no quarto açoriano a ocupar esse elevado cargo.&lt;br /&gt;A Câmara Municipal do Nordeste resolve então mudar o nome das ruas, táctica usada em todo o país. A Rua da Vera Cruz passa a 5 de Outubro; a do Prior Pereira passa a Cândido dos Reis, o almirante suicida; a do Capitão-Mor toma o nome de Miguel Bombarda que um louco, seu doente, assassinara naquela altura; a Rua do Capitão Machado muda para Machado dos Santos em homenagem ao herói republicano da Rotunda. A multi secular Praça do Município muda para da República e o Largo da Igreja passa a ter o nome oficial de Largo Teófilo de Braga.&lt;br /&gt;Estão por estudar as consequências políticas da implantação da República no Nordeste mas não foi pacífica, obrigando à intervenção duma força militar que se terá demorado mais tempo que o esperado. Comandou essa força o capitão Alfredo da Câmara que foi alvo de chacota dos jornais humorísticos, como O Direito do Povo. Numa secção que intitulava Os impossíveis, este jornal de Ponta Delgada, considerava impossível saber-se como tem passado pelo Nordeste o capitão Choradinho ou impossível não se dar bem nesta Vila pois já tinha mandado fazer um pátio para as galinhas oferecidas. Como era impossível ser preciso continuar por estes sítios o terrível exército, a não ser por uma questão de veraneio. Mas a questão não é essa. No Nordeste tinha sido muito contestado o Registo Civil obrigatório, que até aí era apenas feito gratuitamente na Igreja, e que passa a ser pago.&lt;br /&gt;Há alusões na imprensa da cidade a facciosismos da Câmara Municipal do Nordeste na publicação dos seus anúncios na imprensa local, no que os outros jornais chamam “o caso do Nordeste”.&lt;br /&gt;Manuel Augusto de Amaral, o poeta de Água de Pau, que morava na Ladeira dos Pinheiros, em Ponta Delgada, publica então um poemeto intitulado Pátria Nova, que a Farmácia Duarte tem à venda nesta Vila.&lt;br /&gt;Os nordestenses não ficam parados tentando lutar contra o seu pior inimigo: o isolamento. E a Junta Geral é obrigada a aprovar uma estrada de rodados para o Nordeste, sendo certo que o concurso do lanço Feteira Achada ficou sem empreiteiro concorrente.&lt;br /&gt;Vejamos agora duas importantes figuras da República que nasceram neste concelho e aqui se criaram mas que se iriam transformar nas personalidades mais em destaque da política da 1.ª República nos Açores. Antiga família da Achada, os Francos, chegam ao século XIX, situados na classe média alta. São figuras proeminentes dessa família, o poeta e malogrado sacerdote, Manuel de Medeiros Franco que iria ter um destino misterioso e trágico, que Almeida Mello divulgou num dos seus saborosos livros, e o professor Júlio de Melo a quem certamente ficaram a dever as primeiras letras. A mãe de António e Horácio Franco destinou-os ao Seminário de Angra onde estiveram alguns anos. Todavia não era a sua vocação, tendo através das irmãs conseguido que a mãe aceitasse outro destino para os filhos. Vieram para o liceu de Ponta Delgada estudar e daqui seguiram para Coimbra onde se formaram os dois em direito. Pediram dinheiro emprestado ao Marquês Jácome Correia que pagaram religiosamente próprio e juro depois de formados. Ajudaram ainda no dote das irmãs. Foram ambos notários e advogados e políticos do Partido Republicado Português que ficou na história como partido democrático de Afonso Costa.&lt;br /&gt;O mais velho deles António de Medeiros Franco, 1882-1959, forma-se em 1911; orador eloquente, poeta inspirado (Quando se acorda de um sonho/Feito de Luz e Esperança/É doce o hino risonho/dos beijos duma criança), grande escritor e músico notável, tendo chegado a reger o Órfeon Académico de Coimbra, em Paris.&lt;br /&gt;Deputado (1915/17), Senador da República 1922-1925 (chega a ser convidado para Ministro, lugar que recusou), consegue ampliar os poderes das Juntas Gerais permitindo-lhes vender bens sem autorização prévia de Lisboa para aquisição de material hospitalar. É nomeado Governador Civil de Ponta Delgada em 1917 quando a revolução de Sidónio Pais o afasta.&lt;br /&gt;A escola da Achada tem o seu nome.&lt;br /&gt;Seu irmão mais novo, Horácio de Medeiros Franco, 1888-1952, é ajudado por ele e, segundo promessa feita no leito de morte de seu Pai, terá o mesmo percurso profissional e político. Foi Governador Civil de 1921-1923. Era maçon iniciado em 1914, com o nome secreto de Augusto Conte, da Loja Companheiros da Paz, de Ponta Delgada, onde teve a categoria de venerável no período mais difícil da existência daquela organização clandestina: 1926-1932. Salazar não lhe perdoou a ousadia e acabou castigando-o através dum processo cujos contornos ainda hoje estão por esclarecer.&lt;br /&gt;Foram tão importantes no seu tempo, estes irmãos Francos que os adversários diziam que a Junta Geral que eles dominavam, valia pouco: - Só dois francos, que ao tempo era a moeda francesa.&lt;br /&gt;Gostava, para acabar, de lhes ler agora um decreto forjado pelo jornal humorístico Direito do Povo, que mostra bem o clima da época, na altura em que se deu o contra ataque dos monárquicos e em que tudo parecia incerto, nas hostes republicanas:&lt;br /&gt;D E C R E T O&lt;br /&gt;Considerando, quão funesta foi a monarchia, demolida em 5 de outubro de 1910; e considerando que o novo regimen precisa de uma vez para sempre ficar ficar implantado em Portugal e nas ilhas adjacentes…&lt;br /&gt;      Considerando que, para tanto é preciso eliminar tudo o quanto recorde o antigo regímen&lt;br /&gt;      “O Direito do Povo, jornal de maior circulação em S. Miguel faz saber que de accordo com o Governo Provisório da Republica Portuguesa, decreta para valer como lei o seguinte:&lt;br /&gt;Art.º 1 – É abolido para todo o sempre a realidade dos factos…&lt;br /&gt;ART.º 2 – O adverbio realmente, passando-se provisoriamente a dizer: democraticamente.&lt;br /&gt;ART.º 3 – Nas escolas fica banido o ensino da prova real…&lt;br /&gt;ART.º 4 – Nos jogos de cartas não podem figurar os Reis, sendo em S. Miguel substituidos pelos democratas: Martins – az de paus, Pedro – de espadas, Amâncio – de ouros, - e Cláudio – de copas…&lt;br /&gt;ART.º 5 – É abolido o real d’agua e todos os Corte Real…&lt;br /&gt;ART.º 6 – Não são válidos desde o presente decreto os nomes Luiz dos Reis, Germano S. dos Reis, Anthero dos Reis e outros, podendo ser substituidos por nomes de revolucionarios.&lt;br /&gt;ART.º 7 – Nas propagandas republicanas não se pode dar vidas ao Sr. Capitão Reis, podendo dizer-se Viva o Sr. Germano Republicano.&lt;br /&gt;ART.º 8 – São abolidas as corôas e os 500 reis passando em S. Miguel a valer 500 Franciscos, Brunos etc…&lt;br /&gt;ART.º 9 – Pelo preceituado no art.º anterior os padres passarão a abrir em vez da dita um R grande quer dizer republica (que diz só Custodi).&lt;br /&gt;ART.º 10 – Pela mesma razão são abolidas as coroas funerárias.&lt;br /&gt;ART.º 11 - Fica proibido d’hoje para o futuro fazer-se corte seja a quem for…&lt;br /&gt;ART.º 12 - As bandas fanfarras tunas, deixarão de ter regentes…&lt;br /&gt;ART.º 13 - Fica  banida a epocha do Carnaval por ser o tempo da Reinação.&lt;br /&gt;ART.º 14 – A agua das Lombadas passará a chamar-se em vez da Rainha das aguas a cidadã agua do Salazar.&lt;br /&gt;ART.º 15 – É proscripto para todo o sempre as palavras Deus… santo… e reino dos ceus. Assumindo aquela presidência o Evaristo com a língua de fora.&lt;br /&gt;ART.º 16 – Nos jornaes não se dirá: amanhã realisa… uma conferencia F… mas amanhã Francisca-se… Germanisa-se…Martinisa-se etc.&lt;br /&gt;ART.º 17 –Fica revogada a legislação em contrario.&lt;br /&gt;      Que todas as auctoridades façam imprimir, publicar aos jornaes em circulares e fixar nos logares públicos.&lt;br /&gt;      Dado na Rua do Gaspar na presença da policia toda, aos 13 de maio de 1911.       Pelo Governo Provisorio&lt;br /&gt;            O Jornal O Direito do Povo&lt;br /&gt;E agora a sério, transcrevo um anúncio importante do Diário dos Açores de Outubro de 1910:&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Aos bons republicanos&lt;/strong&gt;: vinho de cheiro do melhor só na rua da Louça!”&lt;br /&gt;Tenham um bom centenário.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento - 4 de Outubro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-5107017186423532784?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/5107017186423532784/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=5107017186423532784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5107017186423532784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5107017186423532784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/10/sobre-o-centenario-da-republica-no.html' title='Sobre o centenário da República no Nordeste 1910-2010'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-3353173584766321000</id><published>2010-10-26T10:24:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T10:26:46.027-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discursos'/><title type='text'>Luís Filipe da Cota Moniz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Discurso proferido na festa de despedida do Dr. Luís Filipe da Cota Moniz por Carlos Melo Bento, Angra do Heroísmo, 17 de Abril de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo por agradecer à D. Margarida Andrade a honra do convite para esta bonita e bem organizada festa e o privilégio de poder falar-vos sobre uma pessoa a quem me ligam os indestrutíveis laços da amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já lá vão tantos anos que nem sei quantos são os que passaram sobre o nosso primeiro encontro. Bem mais novos éramos certamente que nem cabelos brancos tínhamos. Tratava-se de erguer o primeiro Conselho Distrital dos Açores da Ordem dos Advogados Portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os colegas de Ponta Delgada haviam-me encarregado de os representar na constituição dessa primeira equipa que iria ressuscitar o velho Conselho, extinto nos tempos super económicos do salazarismo. Timidamente, contactei o velho tribuno terceirense com quem há pouco me enrolara em acesas disputas políticas televisivas. Álvaro Monjardino, dez anos mais velho do que eu, mas com uma aparência pelo menos uma década mais jovem; indicou-me dois nomes para esta aventura forense não remunerada mas com altas exigências morais e deontológicas: António Fantasia e Luís Filipe da Cota Moniz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceite o inusitado convite, começou uma colaboração que haveria de desaguar numa amizade sólida, até hoje. Lembro-me com emoção do primeiro cartão que me mandou e que guardo com o desvelo das coisas boas da vida. Lá vamos, dizia ele, servir então estes Açores, “cemitério das nossas ilusões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao princípio, a frase chocou-me porque os Açores para mim foram desde sempre uma divindade em altar incensado, templo de irmãos de história e geografia, aventura infinita de portugueses antigos para aqui mandados para continuar Portugal, nos confins do mar tenebroso que ajudámos a desvendar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonados, explorados e ignorados durante mais de cinco séculos, tínhamos seguido de perto as situações na Mãe Pátria a ponto de, por diversas vezes, termos corrigido rumos e ditado soluções ao país inteiro. Sempre esquecidos depois de precisarem de nós, foi preciso arranjarmos uma solução que nos permitisse resolver sozinhos os problemas. E não temos dado má conta do recado. Por isso, ao responder-lhe àquele grito de desânimo apelei aos nossos valores que nos têm mantido amigos desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi com esse espírito de servir os açorianos que andámos de ilha em ilha, algumas vezes adiantando do nosso bolso as despesas de deslocação e estadia, reunindo, deliberando, erguendo a advocacia, a mais mal tratada da profissões, mas a mais nobre delas todas, ao patamar a que tem direito entre o concerto das profissões humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos dramas pudemos apreciar e julgar! Quantas soluções arranjámos para situações difíceis e complicadas! Quantas lágrimas enxugámos e quantos gritos de alegria despertámos com bom senso e prudência! É que, aos advogados se pede que emprestem a voz aos que dela não sabem fazer uso. E, muitas vezes, fazem de nós os bodes expiatórios da maldade dos que nem sempre se sabem conduzir dentro das regras do bom comportamento humano e nos usam para a defesa dos seus interesses inconfessáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero com isto dizer que sejamos todos anjos que todas as profissões têm as suas ovelhas negras. Mas há entre a maioria dos advogados, felizmente, gente séria e respeitável, embora nem sempre as pessoas tenham consciência dos trabalhos e das agonias que passamos para lhes defender os direitos e as causas. Quantas noites sem dormir pensando nos problemas dos outros? Quanta canseira e tormentos passamos à espera duma sentença ou dum despacho que teima em não chegar apesar dos esforços? Quantas derrotas inesperadas quando tudo parecia indicar que tínhamos levado a bom porto a causa que com tanta esperança depositaram nas nossas mãos, confiados no nosso saber jurídico e na experiência da barra dos tribunais? Quantas desilusões e decepções nos ofereceram o tempo e as pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, cansados e esgotados, quanta alegria trouxemos a quem tivemos a sorte de conseguir ganho de causa. E são esses momentos em que conseguimos com o nosso modesto esforço que se faça justiça que nos compensam a espinhosa missão de advogar. E compensam plenamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estava eu a falar-vos das nossas reuniões por esse Arquipélago de Deus. Foram tantas as ilhas que calcorreámos em inolvidáveis companhias de colegas que recordo com tanta saudade. O Dr. Manuel Linhares de Andrade, velho tribuno da Horta, príncipe entre os príncipes de educação cuja narrativa empolgante extasiava sem cansaço. Era vê-lo no seu Pico deslumbrante, cicerone documentado de novas e velhas histórias, congregar reuniões magnas com gastronomias de mestres consabidos e tocadores de guitarras encantadores que mitigavam a aridez dos casos que trazíamos entre mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo de Oliveira, hoje tão doente, sempre preocupado com o dia a dia duma enorme família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Fantasia com a sua inteligência viva e permanente preocupação jurídica dos que fazem do direito e apenas dele a sua razão de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a festiva inauguração da nossa sede de Angra com a excitação de quem cumpre uma etapa importante na evolução duma instituição. E paro aqui um pouco para falar se me permitem, nos terceirenses, aqueles que marcaram a fogo a nossa história com tomadas de posição únicas no país cujo destino traçaram a partir deste torrão sagrado. Isso deu aos terceirenses uma tão interessante maneira de ser que não resisto a prestar dela o meu testemunho, tão entranhada ela está no nosso homenageado que me parece servir-lhe como boa luva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os terceirenses são o músculo da coragem e audácia da nossa inteligência e cultura colectivas. E têm sempre presente o que nos momentos cruciais fizeram; ora nos tempos sanguinários do Prior do Crato em que a nossa capital histórica foi passada à espada por ter tido a ousadia de permanecer portuguesa quando o resto do País se vendeu ao Castelhano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou nos tempos da revolução liberal em que o País inteiro aclamou o usurpador e Agapito Pamplona, proclamou que, se ele estava ali proclamado, não o estava na ilha Terceira. E o País foi obrigado por essa vontade inquebrantável a banir os que se opunham ao progresso e às luzes do entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Cota Moniz sempre tomou em público ou em privado postura de corajosa frontalidade jamais recuando perante obstáculos que pareciam intransponíveis. Sei que enfrentou aqui a velha questão da rivalidade entre as nossas duas ilhas. Em S. Miguel batia em nós de caras e sem medo. Na Terceira defendia-nos quando tínhamos razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é esta sua postura que me faz permanecer a seu lado quaisquer que sejam as circunstâncias que nos afectem. A unidade dos açorianos é um bem sem preço que todos devemos proteger porque se não estivermos unidos de nada valeremos perante os inimigos poderosos e numerosos que nem precisam estar juntos para serem mais e mais fortes que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não quer dizer que não defendamos os nossos interesses particulares, puxando para a nossa ilha tudo a que ela tiver direito. Mas as nossas divergências devem conhecer tréguas quando o interesse geral estiver em perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frontalidade, coragem, honradez e lealdade, eis as qualidades do nosso homenageado que o transformaram em objecto de veneração, como homem, como colega e como servidor do estado que o foi sempre com o mais alto espírito de escravo das leis cujo cumprimento porém tem temperado com os meios que a cultura e o bom senso põem ao serviço do homem, pois que as leis se fizeram para os homens e não os homens para as leis, sob pena de se criarem regimes desumanos e implacáveis que não servem de nada nem a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como advogado, temos um jurista competente e um orador inspirado, com a palavra fácil e adequada à descrição rigorosa dos factos e à explanação científica do direito aplicável, tudo servido por um espírito independente insusceptível de subserviências ou lisonjas vãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítico quanto baste de ideias e de pessoas, sem que isso jamais o tenha levado ao desrespeito por colegas ou magistrados ou funcionários. Mereceu sempre, por isso o respeito geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigente que sem isso somos empurrados alegremente para um laxismo suicida e tolo. Não é por se facilitar o estudo das questões ou por se aligeirar as soluções encontradas que alcançamos o sucesso. As gerações mais novas têm a natural tendência para achar as exigências de rigor e eficácia como rabugices dos velhos mas acreditem que, se pode haver exageros condenáveis, a total ausência de exigências de qualidade não nos levam a bom caminho, apenas facilitarão a vida aos nossos inimigos que a vida, hoje em dia, mais que nunca, não é vivida no jardim do paraíso, mas é uma luta feroz, numa selva de interesses onde só sobreviverão os mais fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para que os vencedores não sejam apenas os que sabem fazer uso da força bruta, é preciso reconhecer nos homens, como Luís Filipe da Cota Moniz, que exigem tanto dos outros, como exigem de si próprios, o espaço que merecem as pessoas de bem, portadoras de inteligência viva e de robusta cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceirense ilustre, açoriano dos quatro costados, colega leal, amigo precioso, bem-haja pelo seu exemplo, pela sua amizade e por ter enriquecido as nossas vidas com a sua maneira de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angra do Heroísmo 2010-04-17&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-3353173584766321000?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/3353173584766321000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=3353173584766321000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3353173584766321000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3353173584766321000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/10/luis-filipe-da-cota-moniz.html' title='Luís Filipe da Cota Moniz'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-8101871240374076344</id><published>2010-10-25T12:09:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T12:10:21.390-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Constipações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O deputado comunista Aníbal Pires defendeu que os açorianos não deveriam sofrer os efeitos das medidas decretadas para debelar a grave crise que atormenta o país porque não contribuímos para ela. E tem toda a razão; disseram-no os autonomistas de 1895 pela voz de Mont’Alverne de Sequeira, disse-o este vosso criado na crise de  oitenta e di-lo agora o porta-voz dos comunistas açorianos. Tivemos sempre razão. Apesar de irritantes desacertos de que padecem todas as Administrações, que aparecem como nódoas no melhor pano, a verdade é que os governos açorianos têm governado com bom senso e equilíbrio, sem desperdícios, conseguindo que o nível de vida seja incomensuravelmente mais elevado que o dos antigos regimes (monarquia, república e estado novo). Se assim é, afora a Administração centralizada (justiça, defesa etc.), para sermos justos, não devíamos pagar a factura que, bem vistas as coisas, não nos pertence. Claro que para Pires apenas importa os trabalhadores (no que parece não incluir os patrões, vistos por ele como uma corja de mandriões que nada faz senão explorar aqueles). Bem sei que de quando em vez, lá fala nas pequenas e médias empresas com alguma simpatia mas isso só para não alienar os pequeno burgueses que na revolução sempre são de alguma utilidade. Falo na posição de Pires sobre a crise porque parece que é a primeira vez que o seu partido toma uma atitude que toma em conta os açorianos como uma realidade diversa e isto (se ele não for entretanto mandado para a Sibéria!) é um avanço colossal numa mentalidade sempre fechada à nossa realidade histórica e geográfica (por esta ordem). Saúdo pois os ventos da mudança no partido de Lenine pois que, por uma janela aberta num dos extremos da casa pode entrar uma constipação benigna que infecte outros recantos menos extremistas.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-10-25&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-8101871240374076344?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/8101871240374076344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=8101871240374076344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8101871240374076344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/8101871240374076344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/10/constipacoes.html' title='Constipações'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-7266475088299524355</id><published>2010-10-22T12:14:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T12:20:46.535-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Mudar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Causaram estranheza as notas das nossas escolas quando comparadas com as dos restantes estabelecimentos de ensino do País. Foram humilhantes, inesperadas, embaraçosas. Mas o que correu de errado? Foram os programas? Foram os professores? Foram os alunos? Foi a nossa sociedade laxista e computorizada com os meninos agarrados à Internet de manhã à noite e os pais nas tintas, no afã de darem tudo aos meninos sem nada pedirem em troca? Vai lá saber-se. Mas alguma coisa tem de ser feita de imediato, porque se nós perdermos a juventude, está tudo perdido. Bem podemos arriscar a vida e a liberdade que será tudo em vão, porque se os nossos filhos tiverem piores notas que os filhos dos outros, não tenham dúvidas que vão ser criados destes. Nem vale a pena pensar que a emigração é a escapatória do costume para a nossa impotência, porque ir para o estrangeiro sem instrução é condenarmo-nos a ir limpar as retretes dos outros e mais dois empregos para mandarmos os filhos para a Universidade, de onde saem com vergonha do nosso estatuto social, mudando os nomes para Franks e Rogers e não falando a língua pátria para não haver misturas com os green horns que é a alcunha que dão aos que não se fingem logo americanos ou canadianos. Sejamos justos, ganhar mais com trabalho escravo e estatuto de estrangeiro pouca felicidade dá a quem chora a tristeza do afastamento que nem todo o dinheiro deste mundo compensa. Há que concertar o que está mal no ensino e nas nossas casas. Há que exigir mais de todos: políticos, professores, pais e alunos. Muito mais. De que vale termos instalações escolares modelo, com tudo o que há de mais moderno e pedagógico, se ninguém aprende o suficiente? Somos tão bons ou melhores que os outros. Que rolem cabeças que se imponham sacrifícios de toda a sorte mas que se mude isto que não está nada bem.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-10-19&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-7266475088299524355?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/7266475088299524355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=7266475088299524355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7266475088299524355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/7266475088299524355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/10/mudar.html' title='Mudar'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-5914018947949883440</id><published>2010-10-17T05:55:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T05:57:41.043-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discursos'/><title type='text'>Homenagem à Soprano Açoriana Eulália Mendes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Senhora Presidente da Câmara Municipal, Dr.ª Berta Cabral&lt;br /&gt;Senhor Vereador para a Cultura José Andrade&lt;br /&gt;Senhor Secretário-geral da Fundação Sousa d’Oliveira, Dr Almeida Mello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e Senhores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eulália Maria Arruda Arraial Bettencourt Mendes nasceu na Praia da Vitória, a então risonha vila da nortenha da celebrada Ilha Terceira de Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pai Manuel Arraial, aqui presente com uma saúde de ferro nas suas quase 99 Primaveras e apaixonado músico micaelense de Vila Franca do Campo, onde foi inesquecível maestro da gloriosa Banda União Progressista, iniciou a filha querida na arte de Euterpe, uma das nove musas filhas de Zeus, o rei dos deuses e de Mnemósine, aquelas mesmas que presidiam às artes liberais.&lt;br /&gt;A jovem  Eulália receberia mais tarde aulas de piano da professora Maria Letícia Mourato. A partir daí, o belo canto falou mais alto e, no Conservatório Regional de Angra do Heroísmo, entrou Eulália na Classe de Canto da professora Luísa Alcobia Leal. Em 1990, após vários anos de apurado labor, prestará provas de exame no Curso Superior daquela prestigiada instituição e obtém a elevada classificação de 19 valores na licenciatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua preparação musical não parou pois vai então trabalhar com as consagradas professoras Helena Pina Manique, Joana Silva, Cristina Castro e Liliana Bizinech ao passo que frequenta a Master Class dirigida pela internacionalmente famosa Ileana Cotrubas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Açores são então o seu palco privilegiado, participando em todas as ilhas em concertos e recitais e, como solista, colabora com vários agrupamentos corais e instrumentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1992 realizou, em Lisboa e Porto, os recitais de lançamento do livro do grande mestre da música portuguesa, Lopes Graça. Não foi por acaso que Eulália Mendes foi a escolhida para abrilhantar essas cerimónias com a sua inimitável interpretação da “Lira Açoriana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito aplaudida a sua actuação no concerto integrado nas cerimónias de comemoração do 25º aniversário da geminação de Angra do Heroísmo com Tulare, na Califórnia, em que Eulália Mendes, foi acompanhada pela Orquestra Sinfónica daquele condado americano, em que cantou as “Trovas”, êxito que foi repetido em Visalia, com a mesma orquestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou também na história da música açoriana a sua participação nas I Jornadas Musicais sobre Francisco de Lacerda, no 1º. Ciclo do Órgão dos Açores e na série “Concertos no Palácio” na sede do Governo Açoriano em Santana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua carreira atingiu um dos pontos mais altos quando integrou a representação açoriana à EXPO98 realizando, acompanhada pela consagrada pianista açoriana Ana Paula Andrade, no Dia dos Açores, em que realizaram um recital de canto e piano integralmente preenchido com obras de poetas e compositores açorianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como solista,  interpretou a “Missa de Santa Cecília” de Charles Gounod, dos “Stabat Mater” de Gioachino Rossini e Giovani Battista Pergolesi, do “Requiem pro defunctis” de Domenico Cimarosa,  da “Missa brevis em Sol maior” KV140 de Wolfgang Amadeus Mozart e do “Oratorio de Noël” de Camille Saint-Saëns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos concertos e recitais que efectuou foi acompanhada por Ana Paula Andrade, Antoine Sibertin-Blanc, António Duarte, António Teves, Cristiana Spadaro, Dora Vidack, Duarte Rosa, Galina Bolkovitinova,  Gustaaf Van Mannen, Jannen Hoffman, Les Bundy, Lúcio Medeiros,  Luís Loura, Margarida Magalhães de Sousa, Maria João Carreira e Svetlana Pascoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actuou ainda, em diferentes projectos musicais, com as Orquestras de Câmara, da Academia Musical da Ilha Terceira, da Câmara Municipal de Ponta Delgada e Horta Camerata, da Orquestra Clássica da Madeira,  Tulare County Shymphony e Banda Militar dos Açores e com os Coros Padre Tomás de Borba da Academia Musical da Ilha Terceira, dos Conservatórios de Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, Coral de S. José e da  Associação Musical Edmundo Machado Oliveira e First Baptista Chorus, da Califórnia.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Por deliberação de 2 de Junho de 1999 a Câmara Municipal da sua cidade natal agraciou-a com a medalha de Valor Cultural e espero bem que não tenha sido a última, pois senhora Presidente, a cidade que escolheu para viver pode bem conceder-lhe o galardão que o seu enorme talento artístico merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de, entre 1985 e 1990, exercer funções de animadora pedagógica de Música na Secretaria de Educação e Cultura, leccionou durante 5 anos Expressão Musical no Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho por Eulália Mendes a admiração devida à mais maviosa voz açoriana do seu tempo. Mulher encantadora cantou e encantou nas cerimónias religiosas dos casamentos dos meus filhos em 1995, na histórica Igreja de Santo André de Vila Franca do Campo, em 1996 na reconstruída ermida da Mãe de Deus de Ponta Delgada e, em 1999, na Capela Real de S. Pedro desta cidade, e mais tarde no baptizado do meu neto mais velho, meu homónimo, nesta mesma Capela. Já em 2009, quando celebrámos o centenário de meu Pai, Alfredo de Melo Bento, foi a sua voz que se ergueu na Matriz de Vila Franca do Campo, a Igreja dos nossos antepassados (dos dela e dos meus) enchendo as nossas almas da alegria que só o belo canto transmite. A divina voz desta soprano maravilhosa transformou, simples cerimónias religiosas, em momentos altos das nossas vidas em que todos nos sentimos mais perto do criador em momentos cruciais das nossas breves existências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que os artistas que a acompanharam em tais actuações partilharão naturalmente dos louros alcançados mas a ela se ficou a dever a mais alta expressão musical atingida pelo trabalho dessas harmoniosas equipas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda se não me apagaram da memória as lágrimas que choramos, aquando da missa de requiem por um colega advogado faialense que desapareceu tragicamente no desastre aéreo de S. Jorge, tal foi o sentimento e a perfeição que a sua voz magoada atingiu em tão triste ocasião. Nunca se tinha ouvido nada assim e temo mesmo que nestas ilhas nunca mais se torne a ouvir coisa tão comovedora.&lt;br /&gt;Por último, queria dizer que a Fundação Sousa d’Oliveira se orgulha de conceder ao soprano Eulália Maria Arruda Arraial Bettencourt Mendes o diploma de membro de honra, da sua classe das artes, cujo diploma gostaria que lhe fosse entregue nesta cerimónia pela senhora Presidente da Câmara já que quis com a sua presença premiar a maior cantora açoriana.&lt;br /&gt;Obrigado a todos.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-10-15&lt;br /&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-5914018947949883440?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/5914018947949883440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=5914018947949883440' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5914018947949883440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5914018947949883440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/10/homenagem-soprano-acoriana-eulalia.html' title='Homenagem à Soprano Açoriana Eulália Mendes'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-3057642904473885326</id><published>2010-10-11T10:49:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T10:51:06.301-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Sublime</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi muito agradável saber que o PSD de Berta Cabral decidiu finalmente avançar com uma proposta autónoma de revisão constitucional que, por os interesses do Povo Açoriano o imporem, fica a divergir do restante partido. Não deve ter sido coisa fácil mas aí está: a afirmação de que a autonomia não é uma figura de retórica ou um pretexto desonesto para impedir o normal desenvolvimento dum Povo que começou por ser o mesmo mas que, transplantado para território distante, teve e tem um destino diferenciado. A autonomia é isso mesmo, é a manifestação do querer colectivo que garante a sobrevivência do que é autónomo, nos termos em que este achar adequado, oportuno e conveniente. Graves responsabilidades tem esse partido na forma e conteúdo da actual autonomia. E, pese embora que não  unanimemente acolhida por todos os açorianos, a verdade é que foi ela a vencedora e que, apesar de tudo, tem feito caminho. E mal era, quando o PS finalmente no poder, percebeu o espartilho em que as suas cúpulas o tinham apertado nos anos setenta, impedindo-o de plena realização agora, e se lança numa saudável iniciativa de colocar as instituições e as leis ao nosso serviço ( e não o contrário ), que o PSD não avançasse rapidamente para o patamar, livre de instituições colonialistas, e de proibições tutelares humilhantes e antidemocráticas que foi a sua  pedra de toque primordial. É um passo de gigante e podemos gabar-nos de termos assistido a mais um momento histórico da nossa vida política, em que se abre pela primeira vez a porta para o sonho de Mont’Alverne: a frente imbatível de todos os deputados insulares. É ainda uma lição para o país e para o mundo, de que a política pode ser sublime quando a servem seres de excepção.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;28.09.2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-3057642904473885326?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/3057642904473885326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=3057642904473885326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3057642904473885326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3057642904473885326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/10/sublime.html' title='Sublime'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-3185042763991777764</id><published>2010-08-28T06:47:00.000-07:00</published><updated>2010-08-28T06:50:13.546-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>MALES, BARULHOS ESTIVAIS E PRISÕES</title><content type='html'>MALES&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começaram as hostilidades para a presidência da República. Desde o liberalismo que, oficialmente, o chefe do estado apenas exerce uma função moderadora. Dá um puxão de orelhas aqui, chama um nome ali, um empurrão acolá... Oficialmente, porque, na prática, é o mais importante cargo político. D. Maria II impediu que certo político fosse nomeado primeiro-ministro que falara mal do pai, D. Carlos dissolveu Cortes, nomeou ditadores, até lhe darem cabo da vida e do regime. Américo Thomaz impediu Marcello Caetano de evoluir para a democracia e deu cabo do regime, o que era o menos; e do país, o que foi o pior. Depois da Revolução, são sem conta as intervenções do poder moderador que tudo alteraram. O de hoje não é diferente, já que as suas intervenções fazem funcionar mecanismos, de duvidosa legitimidade democrática mas eficazes. Por isso, não nos é indiferente a pessoa escolhida para o cargo. Basta uma sentença, irrecorrível (que país este em que meros juízes nomeados por critérios políticos de ocasião mandam mais que o próprio poder legislativo!), para que os açorianos não possam reconhecer-se como povo que efectivamente são? Cínica autonomia esta que dá com uma mão e tira com a outra. Os açorianos votantes ainda constituem um corpo eleitoral de respeito se votarem num só sentido. Divididos como se fizessem parte do mesmo campeonato (e não fazem, por mais que isso lhes doa) o seu peso é inócuo que o mesmo é dizer, não conta para nada. Por isso, chegou, penso eu, a altura de revermos a nossa postura se quisermos aspirar a alguma felicidade na nossa própria terra, deixando de ser aqueles que todos enganam e de que se riem, por detrás das costas; temos de escolher o candidato que nos sirva, mesmo que não vamos com a cara dele. Cunhal não mandou tapar a cara de Soares, para que Freitas não fosse eleito? É que, no meio da desgraça, um mal menor é melhor.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010.08.23&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;BARULHOS ESTIVAIS&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ruidoso saneamento de zona balnear, em Agosto, é descuido imprudente para não dizer pior. 12 meses tem o ano, e logo se escolhe o que toda a gente tem de gozar férias para dar cabo do silêncio das 8 da matina até às 5 da tarde? A culpa não foi da autarquia nem do empreiteiro mas do Tribunal de Contas. Do Tribunal de Contas! Esta justiça não tem remédio. O Tribunal de Contas encontrou uma coisinha e, essa coisinha levou dois meses a reparar. Esta justiça não acerta nem quando está parada nem quando anda! Claro que os dois meses foram até rápidos demais, conhecida como é a velocidade da burocracia nacional. Mas, Agosto!?! Vamos a ver se, entre o barulho da betoneira, o arranque e trabalho da Caterpillar (ou catrapilha, como cá se diz) e o  trabalhar da estridente serra de pedra,   se consigo falar doutra coisa que me atazana o miolo há tempos. Isto se o homem do cilindro parar um bocadinho a infernal máquina. Trata-se do Campo de S. Francisco, durante décadas chamado da República (o que agora seria mais apropriado). Quis o Bispo D. Manuel consagrar aquele espaço como Santuário, tal a devoção com que o nosso Povo o frequentava, todo o ano e, em especial, durante as grandiosas Festas do Senhor. Por ali, rios de lágrimas e algum sangue derramaram almas piedosas em cumprimento de promessas ou em penitência, na esperança que Antero não teve. É a todos os títulos um lugar sagrado. Mais do que a concorrência desleal, atentado ao ambiente (as bebedeiras imorais, vómitos nojentos) e o ensurdecedor batuque da pseudo música que por ali se toca até desoras, parece que a falta de respeito por um lugar dedicado por tantos de nós à oração e penitência, obriga à revisão oportuna do destino que lhe foi dado. Admiro e respeito muito a nossa Presidente da Câmara mas parece errado. Numa cidade tão grande, certamente haverá lugar mais adequado para animar os que gostam daquilo.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;17.08.2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PRISÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estatísticas dizem que mais de dois mil portugueses estão presos no estrangeiro. Quantos desses desgraçados serão açorianos é o que ainda se não sabe. Mas era bom que o Ministério dos Negócios Estrangeiros nos dissesse se há algum que necessite dos nossos cuidados. “Somos um Povo que quer ser respeitado”, gritou-se então, e, para isso, é preciso que em primeiro lugar nos demos ao respeito. Somos, como os portugueses de antanho, aventureiros dos sete mares, corre-nos nas veias o sangue dos Dias, dos Cabrais e dos Gamas e muitos de nós só sentem prazer e realização pessoal com as viagens por terra e mar. Em suma, gostamos de nos meter em sarilhos. Daí que é fácil calcular que, dos presos em terra estranha, estejam alguns dos nossos. Inocentes ou culpados, tanto faz pois que são do nosso sangue e compete-nos olhar por todos os que, sendo nossos, de nós precisem. Se não contarem connosco não podem contar com mais ninguém. Por aqui vem outra questão que venho levantando há trinta anos. Trata-se das relações directas com o estrangeiro, no nosso interesse exclusivo. Quando Natalino de Viveiros era Secretário, houve uma tímida tentativa de controlar o comércio externo e, durante alguns meses, a coisa funcionou até que os “intermediários” do costume se intrometeram e lá fomos proibidos de governar esse nosso importante factor de desenvolvimento, pela odiosa tutela centralista. Importações directas é coisa impensável (para eles) pois, como os bens têm de circular livremente no País, Lisboa perdia o controlo e, portanto, não. Resultado, uma boa parte da riqueza que poderíamos gerar deixou de o ser. Assim, a autonomia, tal como está, é mais colete do que alavanca do progresso. Outra questão é a Base e ainda outra a Diáspora. Nada nem ninguém se deve poder intrometer entre nós e tais assuntos. Senão, a autonomia não passa duma farsa.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-08-10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-3185042763991777764?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/3185042763991777764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=3185042763991777764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3185042763991777764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3185042763991777764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/08/males-barulhos-estivais-e-prisoes.html' title='MALES, BARULHOS ESTIVAIS E PRISÕES'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-4296350366892625587</id><published>2010-08-10T05:03:00.001-07:00</published><updated>2010-08-10T05:03:49.738-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Prisões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As estatísticas dizem que mais de dois mil portugueses estão presos no estrangeiro. Quantos desses desgraçados serão açorianos é o que ainda se não sabe. Mas era bom que o Ministério dos Negócios Estrangeiros nos dissesse se há algum que necessite dos nossos cuidados. “Somos um Povo que quer ser respeitado”, gritou-se então, e, para isso, é preciso que em primeiro lugar nos demos ao respeito. Somos, como os portugueses de antanho, aventureiros dos sete mares, corre-nos nas veias o sangue dos Dias, dos Cabrais e dos Gamas e muitos de nós só sentem prazer e realização pessoal com as viagens por terra e mar. Em suma, gostamos de nos meter em sarilhos. Daí que é fácil calcular que, dos presos em terra estranha, estejam alguns dos nossos. Inocentes ou culpados, tanto faz pois que são do nosso sangue e compete-nos olhar por todos os que, sendo nossos, de nós precisem. Se não contarem connosco não podem contar com mais ninguém. Por aqui vem outra questão que venho levantando há trinta anos. Trata-se das relações directas com o estrangeiro, no nosso interesse exclusivo. Quando Natalino de Viveiros era Secretário, houve uma tímida tentativa de controlar o comércio externo e, durante alguns meses, a coisa funcionou até que os “intermediários” do costume se intrometeram e lá fomos proibidos de governar esse nosso importante factor de desenvolvimento, pela odiosa tutela centralista. Importações directas é coisa impensável (para eles) pois, como os bens têm de circular livremente no País, Lisboa perdia o controlo e, portanto, não. Resultado, uma boa parte da riqueza que poderíamos gerar deixou de o ser. Assim, a autonomia, tal como está, é mais colete do que alavanca do progresso. Outra questão é a Base e ainda outra a Diáspora. Nada nem ninguém se deve poder intrometer entre nós e tais assuntos. Senão, a autonomia não passa duma farsa.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-08-10&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-4296350366892625587?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/4296350366892625587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=4296350366892625587' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4296350366892625587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/4296350366892625587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/08/prisoes.html' title='Prisões'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-6527203185408617002</id><published>2010-07-31T11:10:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T11:17:10.636-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Common Law</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Supremo Tribunal Federal americano é dos mais prestigiados tribunais do mundo, pela forma como é constituído, porque os seus Juízes são nomeados vitaliciamente pelo Presidente de entre os mais conceituados juristas e confirmados pelo Congresso, e ainda porque o sistema judicial parte dos tribunais para os professores das universidades e não o contrário como acontece connosco. Cá, os professores estudam nas suas torres de marfim e, depois, debitam o seu saber sobre os estudantes que, feitos legisladores, juízes ou advogados, os transformam em leis, sentenças ou pareceres. Lá, os Juízes estudam os casos, procuram os princípios de direito que lhes permitem julgar com justiça e, é dessa aplicação que a família jurídica retira os ensinamentos. Daí uma figura que entre nós não existe que é o precedente. Se um tribunal superior julgou de determinada forma, é muito difícil, de futuro, alterar essa orientação, o que empresta ao sistema uma segurança de que nenhum outro goza. Não vou tirar partido por um ou outro dos sistemas porque isso é uma discussão sem fim mas gostaria de partilhar a questão dos repatriados, já que o Supremo americano decidiu que não era correcto repatriar um emigrante legal por delitos menores mesmo que a sua condenação envolva droga. Nunca esperei outra coisa desse areópago prestigiado. Mas, é preciso quanto antes tirar daí as consequências devidas. Estamos com mil desgraçados que, sem raízes vivem num inferno e fazem outro da nossa vida. Como defendi desde sempre, temos que manter advogados criminais nos Estados Unidos preparados para lutar contra esses repatriamentos que são anti naturais, injustos e impróprios duma sociedade civilizada. Nem é preciso lembrar aos americanos que aqueles que lhes permitem aqui uma base militar não solicitada, têm o direito de ser tratados com mais favor do que os que se limitam a saltar-lhes a fronteira.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-07-27&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É Portugal, estúpido!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um grande editorialista que escreve todos os dias num dos maiores diários portugueses, tentou interpretar a expressão usada pelo presidente Lula, de que certa empresa continuaria brasileira da Silva, como sendo de facto, brasileira. Infelizmente, os portugueses não percebem nada de si próprios. A expressão usada em todo o vasto Mundo Português, tem um significado único que não pode ser traduzido para qualquer outra língua. Estranho é que os portugueses da península precisem de a interpretar. Não perceberam nada da gigantesca obra dum pequeno Povo, genial, que descobriu metade do Mundo e para lá mudou parte de si próprio, com armas e bagagens e genes. Esse operário que se fez a si chefe do estado da maior colónia de portugueses (são cerca de dois milhões), limitou-se a ser português, que ali se chama, porque nós assim o quisemos, Brasil. Não mudou a essência. Mudou o nome. Mas continuou da Silva. Como os Açores são da Silva e a Madeira, e Cabo Verde, e Moçambique e Angola e Guiné, e Goa, e Timor. Como a metade do Mundo que descobrimos e repovoamos é um tudochinho grande, fomos-lhe dando diversos nomes para nossa orientação geográfica. Portugal ali chama-se Brasil e aqui, Açores, mas é tudo da Silva. Goste-se ou não. Eu gosto! Um Povo minúsculo que leva a efeito na História do planeta uma epopeia tão gigantesca que multiplica centenas de vezes o seu próprio tamanho é obra! Que o Zé da esquina o não perceba, tudo bem. Mas um dos maiores editorialistas? Ainda por cima vindo dum desses bocados repartidos!?! Mas não admira, as luminárias que mandaram regressar D. Pedro do Brasil, porque não tinha nada que lá estar a defender fantasias de auto governo, que nós em Lisboa é que sabemos, apressou o inevitável, com a agravante de ter atrasado décadas o entendimento dos vários membros do mesmo corpo.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-07-31&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-6527203185408617002?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/6527203185408617002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=6527203185408617002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6527203185408617002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/6527203185408617002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/07/common-law.html' title='Common Law'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-638095883281091734</id><published>2010-07-20T09:48:00.001-07:00</published><updated>2010-07-20T09:50:15.641-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Vão Bugiar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Duas estranhas coisas ocorreram esta semana. Recebi um email dum ilustre desconhecido que quer à viva força conceder-nos a independência, devido aos altos custos e prejuízos que os Açores provocam a Portugal e o remetente está farto de nos pagar a paparoca. A outra foi uma notícia publicada nos nossos periódicos, pela qual se ficou a saber que a nossa Universidade dá um prejuízo enorme aos cofres do Estado. É até a universidade que mais prejuízo dá aos ditos, de entre todas as outras escolas superiores. Para a coisa parecer ainda mais feia, não dizem qual é o prejuízo total (porque isso daria vontade de rir se comparado), apenas revelam o que percentualmente gasta cada aluno. E pensar que o juro do dinheiro que nos gamaram da venda dos bens das Misericórdias, com que montaram lá o caminho-de-ferro, ainda rendia o suficiente para justificar o que a base das Lages não lhes dá em brinquedos bélicos e alcavalas, e o mercado paralelo, e os invisíveis, e o jogo, e outras coisinhas que o melhor é estar calado, vêm agora os do ensino sangrar-se em saúde contra os esbanjadores açorianos que querem ser gente como eles. Não têm dinheiro não estudam! Não têm posses para tirar um curso universitário, vão trabalhar para a universidade da vida que sempre sai mais barato e ainda são capazes de render algum. Estas notícias que com irritante e pouco inocente regularidade são enviadas para os nossos jornais e religiosamente publicadas sem qualquer crítica ou desmentido, destinam-se a criar em nós a ideia peregrina de que somos uns pobretanas que só vivemos como vivemos porque os perdulários centralistas nos dão dinheiro para sobreviver e, quando a fonte secar, vamos todos para a miséria pedir esmolas à porta da Sé de Lisboa. Vão mas é bugiar que se faz tarde e o calor aperta.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-07-20 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-638095883281091734?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/638095883281091734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=638095883281091734' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/638095883281091734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/638095883281091734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/07/vao-bugiar-duas-estranhas-coisas.html' title='Vão Bugiar'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-1383264389124044681</id><published>2010-07-20T06:27:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T06:31:50.067-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discursos'/><title type='text'>A Escritora Cândida Arruda Botelho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Senhor vice-Presidente da Câmara&lt;br /&gt;Escritora Cândida Arruda Botelho&lt;br /&gt;Minhas Senhoras e meus senhores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Gostaria de começar por sublinhar a presença do senhor vice presidente nesta cerimónia e o significado que temos de retirar desse facto, pois que os poderes públicos raramente dão o seu apoio a iniciativas culturais desta natureza. Apraz-me registar a postura diferente da Câmara de Ponta Delgada que vem acarinhando com cuidado e atenção tudo o que diz respeito à nossa preciosa cultura, o único bem verdadeiramente valioso que a humanidade conquistou à natureza, e faço votos para que a promessa da Senhora Presidente, Dr.ª Berta Cabral, de conseguir para esta Biblioteca uma estrutura física que satisfaça melhor as imensas iniciativas que aqui têm tido lugar, tenha a sua concretização a breve trecho.&lt;br /&gt;Agradeço ao Dr. José de Almeida Mello, digno e dinâmico director desta Biblioteca Municipal, a gentileza deste convite para apresentação do livro de Cândida de Arruda Botelho, D. Pedro I Navegando Pelos Açores, oportunidade que aproveito para falar dum problema histórico ligado à Família da escritora, nesta ilha, onde, por volta dos anos 40 do século XV chegou o primeiro e mais ilustre dos Botelhos açorianos, que Canto da Maia esculpiu em bronze e que o grande benemérito Visconde Botelho, José Honorato, ofertou à primeira capital de S. Miguel.&lt;br /&gt;Com efeito, Gonçalo Vaz Botelho, o Grande, por o ser de corpo e alma, era filho de Pero Botelho, Comendador-mor da Ordem de Cristo. Convém aqui esclarecer que a Ordem de Cristo, em Portugal herdeira da Ordem dos Templários que o Papa extinguiu, era a mais importante, rica e poderosa das Ordens Militares portuguesas, à qual presidia o Infante em pessoa. As outras Ordens eram as de Avis, Santiago de Espada e Crato (esta apenas um priorado teoricamente dependente da sua congénere espanhola) que, obrigadas a manter cada uma pelo menos cem cavaleiros combatentes, e seus cavalos de batalha, constituíram no Alentejo uma formidável e imbatível muralha humana no tempo da reconquista. Os Mestres e Priores destas Ordens foram sempre poderosas figuras geralmente da Família Real.&lt;br /&gt;Ora, o Chanceler mor da Ordem de Cristo era uma espécie de general e certamente o mais poderoso deles. Num tempo em que isso era decisivo, ser-se filho dele não era coisa de pouca monta e por isso, o Infante, Mestre da Ordem, o enviou a povoar S. Miguel, ilha que por ter sido descoberta por Gonçalo Velho lhe foi dada e aos seus sucessores.&lt;br /&gt; Gonçalo Vaz Botelho, por ser tão abalizado fidalgo e muito favorecido na casa do infante D. Henrique, recebeu esse encargo (com outros fidalgos) para o fazer, de sua nobre geração. Aqui onde chegou dez anos depois do descobrimento, trazia consigo sua mulher já grávida do primeiro micaelense, e dela teve pelo menos mais quatro filhos.&lt;br /&gt;De todos os primeiros habitantes que desembarcaram na Povoação ele era o mais velho e tinha muita autoridade entre eles.&lt;br /&gt;Assim, não há dúvida portanto que Gonçalo Vaz Botelho, que era Fidalgo de “marca”, foi um dos principais povoadores desta ilha de S. Miguel, e foi tão feliz aqui que chegou a ter duzentos moios de renda. Dos cinco filhos homens (porque das filhas nada diz Frutuoso), o quarto chamava-se João Gonçalves Botelho, foi casado com Isabel Dias da Costa, de que houve os filhos seguintes, João de Arruda da Costa, morador em Vila Franca, homem muito principal e rico, nesta ilha, o qual casou com Catarina Favela, natural da ilha da Madeira, irmã de Margarida Mendes, da cidade da Ponta Delgada; se calhar é deste filho que descende a nossa escritora, pois os outros filhos, Pero da Costa, deitou-se ao mar para sustentar Arzila e a filha, Maria Roiz, casou com Rui Martins Furtado, de que houve dois filhos, grandes de corpo, muito valentes, discretos, músicos e bons cavaleiros. Os Arrudas da Costa foram uma das mais poderosas famílias açorianas e mesmo assim não escaparam ao destino brasileiro que arrastou para a sua infinita imensidão milhares de açorianos, ora à busca de ouro ora de aventura.&lt;br /&gt;As armas, dos Botelhos, símbolo que distinguia, nesse tempo, as famílias mais importantes umas das outras, foi portanto e também o dos seus descendentes, têm o seu brasão, e são as seguintes: um escudo com o campo de ouro e quatro bandas de vermelho; elmo de prata aberto, guarnecido de ouro; paquife de ouro e de vermelho; e por timbre um meio leão de ouro, banda de vermelho, e alguns têm por diferença uma merleta de prata.          Os primeiros descendentes dos primeiros povoadores foram homens poderosos, ricos e abastados, e tiveram grandes casas, vivendo à lei de nobreza, com cavalos, criados e escravos, e grande família.&lt;br /&gt;   O problema que sujeito à vossa consideração, consiste nas relações entre Gonçalo Vaz Botelho e o Capitão do Donatário.&lt;br /&gt;O primeiro Botelho não chegou aqui sozinho; com ele vieram outros fidalgos, dos quais, refiro, Gonçalo de Teve Paym, filho Gonçalo Dornelas Paim, que veio para esta ilha mandado pelo Infante, a cuja casa pertencia, que lhe deu grandes poderes para repartir e dar terras, e com o cargo de almoxarife (uma espécie de Director de Finanças), que foi o primeiro a desempenhar; portanto foi este Paim e não outro com o Capitão, em nome do Rei, quem fazia as dadas das terras e a repartição delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonçalo Botelho, portanto, apesar de ser o mais importante dos povoadores e a ele ter sido concedido um rendimento enorme, não aparece com o importante cargo de dar terras e apenas (o que não era pouco) com o de ouvidor do capitão da ilha. Com poderes para dar terras só o Paim e o capitão do donatário, ou seja, Gonçalo Velho, até perto da morte do infante em 1460, João Soares de Albergaria, dessa data até 1474, e Rui da Câmara, outro grande povoador, a partir dessa data em que compra a ilha ao Albergaria. Só com a chegada do Câmara terão surgido problemas, pois os poderes do capitão do donatário eram imensos e só os direitos adquiridos dos primeiros fundadores poderiam, de certo modo, opor-se ao novo senhor da ilha que foi o único deles que passou a residir nela e a mandar de facto. É toda uma questão que está por desvendar e que espero os investigadores universitários esclareçam para se poder perceber o relacionamento destas duas grandes famílias cujo destino não foi o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à autora propriamente dita, a Professora Cândida Arruda Botelho, sabemos pela pena do embaixador  Sérgio Telles, que é escritora consagrada, pesquisadora competente, olhar sensível, talentosa reconstrutora de ambientes e de personagens a que dá vida e lugares a que dá cor. Intérprete profundamente brasileira do nosso D. Pedro, o Homem que terminou definitivamente com a escravatura nos Açores, que libertou o Corvo da servidão, que nos deu o Tribunal da Relação, e semeou a autonomia com que caminhamos para a emancipação açórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro direi que é uma recolha interessante de informações importantes da estadia do Imperador entre nós e da obra que ele estimulou e aprovou. Eu próprio já tinha percorrido os caminhos da investigadora brasileira, na esteira dos do rei, da sua corte e das suas leis revolucionárias e posso testemunhar os difíceis obstáculos que Cândida Botelho ultrapassou para nos dar uma visão mais completa do homem do fico e da independência ou morte, o último e único brasileiro que governou dois impérios e que empurrou à força os portugueses para a frente, retirando-os duma apagada e vil tristeza em que viveram tempo de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou os parabéns à escritora, e dou-lhe as boas vindas à terra dos seus maiores, porque aqui, está sempre em sua casa.&lt;br /&gt;Ponta Delgada 14 de Julho de 2010&lt;br /&gt; Carlos Melo Bento&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-1383264389124044681?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/1383264389124044681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=1383264389124044681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/1383264389124044681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/1383264389124044681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/07/escritora-candida-arruda-botelho.html' title='A Escritora Cândida Arruda Botelho'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-5308160780219836545</id><published>2010-07-12T09:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T09:31:10.422-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Mulheres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A primeira-dama açoriana, Luísa César, foi ao Canadá em viagem política participar em evento que envolveu açorianos naquele ponto da Diáspora. Berta Cabral a primeira e mais importante autarca desta terra, foi Mordomo nas maiores festas da açorianidade. Por razões diversas foram criticadas. Sem razão, diga-se, pois tudo o que é feito em nome da unidade açoriana é imperativo categórico. Em 1976, proclamei no Teatro Micaelense, perante o delírio apoteótico duma multidão de bons açorianos que quem atentasse contra a nossa unidade cometia crime de alta traição. E quem faz o contrário contribui para o fortalecimento dos laços que nos unem. Somos um Povo que a história do centralismo vesgo obrigou a viajar qual judeu errante. Enquanto este tinha a sua Bíblia para identificar-se, nós temos os nossos dirigentes e a nossa religião, no Culto do Divino em que cremos intensamente, que nos une no Brasil, no Canadá, na América e na Califórnia (que se distingue não sei bem porquê) e seja onde for. As cidades gregas guerreavam-se constantemente, mas ligavam-nas os jogos, a religião e a língua. A nós liga-nos esta imensa alma açórica que se exprime na literatura, que se sente no fervor religioso à volta da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade que um costume indestrutível nos arregimenta em todo o lado, se pratica na maioria dos lares da Nação Açoriana aqui e nos quatro cantos do mundo onde pulsa um coração açoriano, e se manifesta na profunda solidariedade que nos une contra ventos e marés, contra tudo e contra todos. Luísa César respondeu à chamada de açorianas emigradas. Berta Cabral mantém aqui a chama imortal dum culto que somos nós mesmos na sua essência humana e divina. Isso não tem preço e o seu custo é o da nossa sobrevivência como Povo que quer ser gente.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-07-12&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-5308160780219836545?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/5308160780219836545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=5308160780219836545' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5308160780219836545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/5308160780219836545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/07/mulheres.html' title='Mulheres'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-3566252059457615997</id><published>2010-07-11T14:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T14:51:39.148-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Treinadores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na juventude dirigi o Micaelense Futebol Club, única equipa desportiva a que pertenci  desde que me conheço. Tive então a honra de ter como jogador o pai do Pedro Pauleta, atleta tão bom como o filho mas sem as possibilidades internacionais que este conseguiu. Quando o Pedro se tornou famoso quis conhecê-lo e foi na casa daquele que nos encontrámos. Depois  das apresentações protocolares do costume, disparei três perguntas que havia preparado. A primeira era saber que língua usavam os árbitros internacionais e como se entendiam. Disse-me que era o inglês e que às vezes percebiam outras não e, neste caso, eles ficavam para ali a falar enquanto os jogadores iam fazer pela vida em campo. A segunda, o que é que os treinadores lhes diziam no intervalo quando recolhiam às cabines. A resposta do nosso mais famoso atleta não se fez esperar. Bom, eles dizem, deves fazer assim e assado, mais pela direita ou pela esquerda, ou mais depressa ou mais devagar consoante os casos. E vocês fazem tudo o que eles dizem? Às vezes, senão não éramos nós que jogávamos, eram eles. Depois indaguei quem era para ele o melhor jogador do mundo. Respondeu-me que era o Figo, porque quando chegava ao fim do jogo estava tão fresco como se acabasse de entrar em campo. A partir dessa conversa nunca mais vi o desporto rei da mesma maneira. Os treinadores são como os maestros ou como os chefes políticos: eles é que têm a batuta, escolhem os colaboradores e decidem da sua continuação no cargo mas quem joga, toca e governa é o jogador, o músico intérprete e o político nomeado. É certo que o bode expiatório do resultado é sempre o treinador entendido nas várias vertentes em que esse nome pode ser usado. Mas o responsável pelo desastre nem sempre é só ele. &lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010.7.7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-3566252059457615997?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/3566252059457615997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=3566252059457615997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3566252059457615997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/3566252059457615997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/07/treinadores.html' title='Treinadores'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-2038104778222402556</id><published>2010-07-01T12:02:00.000-07:00</published><updated>2010-07-01T12:03:29.079-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Açoriano Oriental 2010'/><title type='text'>Prémios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bárbara Jacob Oliveira concluiu o ano lectivo de 2010, em Filosofia, na Escola Secundária Antero de Quental, com vinte valores. A Fundação Sousa d’Oliveira resolveu atribuir-lhe o prémio anual que por esta época costuma entregar aos melhores alunos, ou de história ou de filosofia. Faz pensar que, numa época em que a mediocridade campeia como coisa boa, ainda este povo produz cérebros e vontades capazes de a ultrapassar elevando-se ao patamar da excelência. Ainda está viva na memória dos da minha geração a ideia de que os alunos deveriam ser classificados apenas de aptos ou inaptos; as excelências eram aberração desprezível. Estamos pagando essa falta de tino de uns tantos políticos que brincam com a vida e com o futuro dos outros, convencidos de que só eles têm razão. Por isso, o ranking das nossas universidades é uma vergonha, por isso é que temos os prémios que temos que poucos compreendem e de que quase ninguém gosta mas, como na história do rei nu, todos fingem apreciar, vendo o que não existe e louvando ficções que burlões sem escrúpulos apresentam a troco de prebendas mais ou menos disfarçadas. O nosso povo, no geral, possui uma cultura bem escassa, a despeito dos grandes valores que desde sempre gerou, e trata sempre com grande animosidade aqueles que conseguem alçar-se a patamares mais elevados. Prefere o curandeiro ao médico, o bruxo ao diplomado, o audaz ao ponderado, aplaude a aparência e despreza a essência das coisas. Por isso estamos sempre em crise e nunca somos senhores do que é nosso. Nem no material nem no espiritual. Mas a esperança não está perdida. Continuamos a geral do melhor que há no mundo. Podem chamar-se Craig Mello ou Bárbara Oliveira mas continuam a sair da forja como produto natural dum povo são. Quem caçara que um dia nos puséssemos conscientemente na mão deles e só deles.&lt;br /&gt;Carlos Melo Bento&lt;br /&gt;2010-06-29 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657894619470681906-2038104778222402556?l=carlosmelobento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/feeds/2038104778222402556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657894619470681906&amp;postID=2038104778222402556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/2038104778222402556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657894619470681906/posts/default/2038104778222402556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosmelobento.blogspot.com/2010/07/premios.html' title='Prémios'/><author><name>Carlos Melo Bento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00725240726523202165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Chs3KtoiZWw/SX3dzE8CYlI/AAAAAAAAADc/Am0sQifqmus/S220/cmbretrato2008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657894619470681906.post-5606326450632864862</id><published>2010-06-11T12:18:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T12:20:04.930-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discursos'/><title type='text'>A História, a Vila e Nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Senhor Representante do Presidente do Governo Regional&lt;br /&gt;Senhor Presidente da Câmara Municipal da Vila&lt;br /&gt;Senhoras Vereadoras&lt;br /&gt;Excelentíssimas Autoridades&lt;br /&gt;Minhas Senhoras e Meus Senhores&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi-me ordenado de bem alto que falasse neste dia sobre Vila Franca do Campo em tema à minha escolha. Proibido de dizer que não e sem margem para manobra, lembrei-me de trocar convosco impressões sobre duas ou três coisas da nossa Vila, ou melhor da Vila de meu Pai, pois não tive a honra de nascer aqui.&lt;br /&gt;Li praticamente tudo o que há para ler sobre a velha capital de S. Miguel e acompanhei Sousa d’Oliveira nas escavações arqueológicas que desceram ao coração da Vila Velha, entrando nas antigas casas e andando nas ruas que existiram antes do cataclismo de 1522 que soterrou a que de nobre precedia a quantas vilas havia na ilha de S. Miguel. Vi as louças da China em que comiam, observei as malgas de louça fina com que se lavavam, olhei ricos azulejos de fabrico mourisco, toquei em partes de armaduras de aço com que combatiam e peguei nas refinadas medalhas religiosas e nas cruzes metálicas com que rezavam à Mãe do Céu ou ao Redentor; tive nas minhas mãos anforetas onde guardavam os seus vinhos e azeites, contei as moedas com que negociavam, extasiei-me perante belas pedras das suas igrejas de telhas pintadas com desenhos requintados e portais luxuosos de palácios onde os grandes habitaram e pude imaginar o esplendor com que viviam os nossos primeiros povoadores.   &lt;br /&gt;Quando se juntavam os homens bons de todos os concelhos desta ilha, e isso só acontecia nos momentos mais importantes da nossa história, Vila Franca, por ser a primeira de toda a Ilha e ter entre elas a primazia, o seu procurador tinha assento no primeiro banco e era o primeiro a usar da palavra e, portanto, era tremenda a responsabilidade do porta voz da delegação vila-franquense porque quem vem depois tem sempre a vantagem de já ter o caminho bem desbravado. Foi porventura este privilégio que fez dos cidadãos de Vila Franca o que eles são hoje: orgulhosos do que é seu, conscientes da sua importância e muito reivindicativos em relação aos restantes povos seus vizinhos.&lt;br /&gt;A tragédia que nos esmagou em 1522 destruiu toda a documentação que hoje poderia explicar tanto mistério que cobre o nosso passado. Por exemplo, e este é o primeiro assunto que tratarei, quando e por quem é que Vila Franca foi feita concelho? Ninguém sabe porque o dilúvio se encarregou de destruir o valioso arquivo da nossa primeira capital e ainda não foi encontrado fora dele qualquer documento que no-lo revele. Gonçalo Vaz Botelho fundou neste lugar um povoado e, certamente, aconselhou o Infante D. Henrique a ordenar e a estabelecer aqui uma Igreja a S. Miguel, na ilha do mesmo nome. Sabemos isso porque, assim, tão alto príncipe o diz no seu testamento de 1460, ano em que morreu. Sua alteza não fala em Vila nesta ilha, o que seria natural se ela já existisse. E, curiosamente, foi nesse ano de 1460 que Gonçalo Velho foi investido nas duas capitanias de Santa Maria e S. Miguel.&lt;br /&gt;Essa Igreja, porém, só terá Vigário ou Capelão nomeado em Fevereiro de 1471, (portanto 11 anos depois de sabermos que foi ordenada e estabelecida e ter capitão) e por certo (penso eu) ela já estava construída quando isso aconteceu; foi seu primeiro titular Estêvão Vaz que fora capelão do Infante D. João, pai da infanta D. Beatriz, como sabemos por carta desta a D. Frei Pedro d’ Abreu, Vigário da Ordem de Cristo que exercia então o poder espiritual sobre nós. Mas nesse ano, parece, também ainda não havia Vilas nos Açores.&lt;br /&gt;É que, não há bem a certeza mas o concelho de Vila do Porto, em Santa Maria, pode ter sido criado à volta de 1470, ano em que morreu o Infante D. Fernando, Duque de Viseu e nosso segundo senhor e esse concelho foi o primeiro dos Açores. O Funchal recebeu o primeiro &lt;a title="Foral" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Foral"&gt;foral&lt;/a&gt; entre &lt;a title="1452" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1452"&gt;1452&lt;/a&gt; e &lt;a title="1454" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1454"&gt;1454&lt;/a&gt;, sendo então elevada a vila e a sede de concelho, apesar do Zarco só ter sido investido na Capitania do Funchal em 1459. Curioso é que foi precisamente neste ano de 1452 que Diogo de Teive descobriu as Flores e o Corvo.&lt;br /&gt;Angra foi feita vila em 1478 e é muito natural que entre Vila de Porto 1470 e Angra 1478, terá sido feita Vila a nossa, pelos Reis de Portugal (como quer António Cordeiro, não o nosso actual presidente mas o antigo cronista terceirense). Ou pelo filho do Infante D. Fernando ou pela Infanta D. Beatriz viúva deste, em nome do filho órfão, D. Diogo, Senhor desta Ilha por a ter herdado do Pai, aquele D. Fernando era irmão de D. Afonso V, e foi perfilhado por D. Henrique, morreu muito novo, precisamente em 1470 como disse. Algum deles elevou este lugar a concelho e, portanto, a Vila porque então como agora não há um sem a outra, pelo menos.&lt;br /&gt;A verdade, porém, é que estes anos de 1475 e 1476 foram muito complicados para Portugal. Em 75, o rei sai para a aventura castelhana e francesa deixando o filho a governar e no ano seguinte, dá-se a batalha do Touro, em que o filho ganhou e o pai perdeu, pelo que o país estava em pé de guerra e, certamente, os reis não tinham tempo para criar vilas ou concelhos.&lt;br /&gt;Um importante documento faz alguma luz sobre este assunto e diz respeito à venda da capitania de S. Miguel por João Soares de Albergaria (o sobrinho e herdeiro de Gonçalo Velho que vivia com o Infante em Sagres) a Rui Gonçalves da Câmara em 1474, por 800.000 reis ou sejam 2.000 cruzados e 4.000 arrobas de açúcar (60.000 quilos) de que a ilha da Madeira onde vivia com o Pai, João Gonçalves Zarco, era já muito rica e ele tinha ali propriedades na Ribeira do Mel. Nesse documento não se fala em Vila mas sim na Ilha de S. Miguel o que, se já houvesse Vila, seria natural falarem pois a capitania abrangia toda a ilha, não era como a Terceira que, apesar de mais pequena, foi dividida em duas. É de notar que foi neste ano de 1974 que D. João II, ainda príncipe herdeiro, ou real como se passou a dizer depois dele, começou a dirigir pessoalmente a política atlântica e naturalmente lhe deu o impulso que a sua lendária energia permite adivinhar.&lt;br /&gt;Porém, o primeiro documento que se conhece em que o nome de Vila é referido é o testamento de Izabel Gonçalves viúva de Afonso Gonçalves que, no seu resumo final, reza o seguinte: Saibam quantos este instrumento de aprovação virem, que no ano de nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo de mil quatrocentos e oitenta e três anos (1483), a vinte e oito de Junho da dita era, em vila franca da ilha de S. Miguel, dentro nas casas de morada de Izabel Gonçalves, que jazia doente em sua cama. De doença natural, disse que ela fazia a sua cédula e testamento, dentro escrito, por ela assinada, disse que havia por bom, firme, estável, a deste dia para todo o sempre, e que mandava que se cumpra segundo em ele é conteúdo.&lt;br /&gt;Testemunhas que presentes foram e aqui assinaram Álvaro Santarém, tabelião, e João Roiz recebedor, e João Homem, e João Vaz, e Lucas Garcia, e Pedro Cordeiro, e Luís Pires, pedreiro, e Fernão Álvares, gaiteiro, e outros, e eu Pedro Cordeiro Tabelião que este escrevi.&lt;br /&gt;Pode que este Pedro Cordeiro seja um dos companheiros de Gonçalo Vaz Botelho e que foi Tabelião Público em todas as ilhas dos Açores achadas ou por achar, pois foi dos primeiros a desembarcar na Povoação Velha por volta de 1449, e estes eram então naturalmente gente muito nova, provavelmente na casa dos vintes.&lt;br /&gt;Portanto, neste primeiro documento, feito 23 anos depois da morte do Navegador, pode ver-se que já havia Vila, que ela era franca, mas ainda não se chamava do Campo, e era a única de toda a ilha de S. Miguel.&lt;br /&gt;Estranho é que no Tombo do Rei ou no do Infante ou no do dito Duque de Viseu, que seria morto pelo cunhado D. João II no ano seguinte, nada conste. Certamente, quando a fizeram vila nunca esperavam que ela se tornasse tão importante em tão pouco tempo e que em menos ainda desaparecesse da face da terra. A não ser que, logo depois de 1474, em que a capitania da ilha foi vendida a Rui Gonçalves da Câmara, que foi o nosso primeiro grande povoador que a governou até morrer durante 21 anos, a tivesse proclamado vila (certamente porque já possuía gente de qualidade para tanto) e só depois os donatários ou o rei o confirmassem.&lt;br /&gt;Gonçalo Vaz Botelho fora corrido da Povoação pelas intempéries e pelo pouco que conseguiu arrancar da terra, pois que o trigo que ali semeou deu uma espiga tão grande e tão pouco trigo que ainda hoje o povo diz de coisa mal amanhada, uma grande espiga!&lt;br /&gt;Calcorreou o fundador do povoado que viria a ser Vila Franca do Campo, a costa toda do sul da ilha e não encontrou campo discreto (ou formosa chã, como diz o cronista) a não ser aqui. Melhor que este campo só havia o de Ponta Delgada mas esse tinha falta duma coisa fundamental: água. Ponta Delgada não tem ribeiras e durante muitos anos o seu povo bebeu água dos poços que abriu (um na rua do Poço, outro que está hoje dentro da Igreja Matriz de S. Sebastião e outro que ficava dentro do Castelo de S. Braz).&lt;br /&gt;Vila Franca, por seu lado, tinha além de ribeiras, bons acessos pelo mar quer em praias quer em portos naturais, e é natural que o primeiro porto a ser usado tenha sido junto do Reduto Velho que se situava ao fundo da velha rua da Tripa e que ia dar à Praça da Vila ou seja ao actual largo das Freiras ou de Bento de Góis onde se situava a Igreja Velha de S. Miguel, Matriz de toda a ilha e, certamente a Câmara Municipal. Ainda me lembro de parte do pano da muralha daquele Reduto Velho que ali houve até há bem pouco tempo.&lt;br /&gt;Depressa se guardou a Vila com vários Castelos: o de Santo António no cabo nascente da Vinha da Areia, o Reduto Velho de que falámos, o do Tagarete que era real ou seja, sustentado pelo Rei, e o das Taipas que também era dele; o de S. Pedro, que ainda conheci muito arruinado e que não me parece ter sido tão real como os outros. Portas da muralha de Vila Franca havia a do João do Outeiro na Foz da Ribeira da Vila, ou seja a dos Pelames por ali se curtirem as peles ou do Rabaçal como também a chamam, e a porta do Corpo Santo cujos fortes e monumentais batentes apesar dos meus veementes apelos pela televisão para que fossem preservados, foram destruídos há ainda menos tempo e nem o terramoto tinha conseguido isso.&lt;br /&gt;Gonçalo Vaz Botelho, que ficou conhecido pelo cognome de O Grande (cuja bela estátua de Bronze o Visconde Botelho encomendou ao escultor Canto da Maia e ofereceu à Vila) que era filho do Comendador Mor de Cristo, não era porém nem dono da ilha, nem seu capitão. Mais tarde, foi nomeado Ouvidor do Capitão e governador substituto de S. Miguel. Fora ele a dar as primeiras terras po
